23 de Julho de 2014

Um noite de pesca na Praia dos Pinheirinhos

Praia dos Pinheirinhos / Grândola
Depois de um convite para umas horas de pesca, saímos de Alcácer do Sal ao final da tarde.
Após uma paragem na Carrasqueira, para comprar umas minhocas, dirigimos-nos de imediato para a Praia dos Pinheirinhos.
Ao chegarmos à praia verificámos que o mar não estava sujo e sem grande força, não restando dúvidas que valeria a pena desmontar o material para começar a pescar.
Entretanto, como havia mais alguns pescadores na praia, pensámos que tínhamos acertado. Aquela seria uma bela noite para apanhar uns sargos. 
Convencidos que o peixe por lá andaria, escolhemos os pesqueiros que melhor nos pareciam para pescar naquelas condições. Depois da montagem das cinco canas, iscaram-se com minhoca da Carrasqueira e coreana.
Depois foi esperar!
Os peixes picavam, as canas agitavam-se...
A partir daqui pode ria contar muitas «mentiras» de pescadores e caçadores, mas não será o caso.

Foi sem dúvida uma pescaria para recordar.

10 de Julho de 2014

«As Viríadas do Doutor Samuda», de Manuel Curado

O acontecimento literário do ano pode ter sido o lançamento de uma epopeia setecentista, «As Viríadas do Doutor Samuda», no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa. 
Esta obra era inédita, mas não se desconhecia a sua existência. Mas só depois de um grande trabalho, de cariz intelectual e científico", ela regressa a Portugal. «As Viríadas do Doutor Samuda» são cuidadosamente analisados pelo autor desta edição, Manuel Curado, professor de Filosofia da Universidade do Minho que, para além da riqueza e profundidade do trabalho executado, vem acrescentar uma epopeia à nossa Literatura.
Mas o sabor foi mais profundo dá-se quando surgiu Pedro Nunes: uma imagem no tecto do salão e uma sincera homenagem pelo que foi. E novidade, também foi médico, rabino e escrevia em hebraico.
Um dia bem passado entre a Gulbenkian, o Chiado e os Paços do concelho.

6 de Julho de 2014

Hybris

Na magna Grécia muitos acreditavam na seguinte máxima:“Quando os deuses querem destruir alguém, primeiro tornam-no louco”.
Segundo eles, uma das maneiras que os deuses tinham para aniquilarem uma pessoa era enchendo-a de êxitos, poder, prosperidade e fama. Estes «louvores» infundem uma confiança neles próprios tão desmesurada que, inevitavelmente, os leva a cometer erros e, geralmente, ao declínio. 
Para este descontrolo, para este egoísmo primário, para esta falta de meio termo, os gregos aplicavam um nome: «hybris», o crime do excesso e do ultraje.
Parece ser o caso de alguns banqueiros que, pensando que são deuses ultrapassam todos os limites. 
- Onde está o justo meio aristotélico?
Precisamos de pessoas justas que procurem o justo meio, que chamem a si as virtudes da moderação e da prudência, evitando a desigualdade extrema e a desproporção, que são, em geral, a causa da discórdia e da inveja entre os cidadão.

5 de Julho de 2014

Surpresas políticas

O que realmente me surpreende é o desconhecimento dos cidadãos em relação ao funcionamento democrático, mesmo entre os universitários. Há lacunas profundas. Não entendem como funcionam os mecanismos políticos de uma democracia. E este facto deixa-me um pouco pessimista quanto à sua capacidade para ultrapassarem os desafios apresentados neste século.

4 de Julho de 2014

Ter esperança

Aqui estou. Um ser, por natureza, muito optimista. Sempre na cabeça da revolta, mas sempre na brincadeira. Eu sei que poderia ter sido um louco qualquer, mas aqui estou. Enfim, a cada novo dia espero continuar cada vez mais inquieto. Inquieto com o desenvolvimento do mundo, inquieto com a diferença entre as pessoas. E, ao mesmo tempo, repleto de esperança.

Da Educação

A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens”.
Hannah Arendt

3 de Julho de 2014

Conservar os temperos sempre frescos


Passos a seguir:
- Pique as ervas (manjericão, alecrim, sálvia, cebolinha, salsa, coentros, ...);
- Coloque numa bandeja de gelo, cobrindo 2/3 do espaço;
- Cubra com azeite ou mesmo com manteiga derretida (quase fria);
- Cubra com papel filme e coloque no frigorífico até congelarem.
- Quando cozinhar, basta retirar os cubinhos e utilizar… 

Uma Fábula


Há uma velha fábula que pode ser reconstruída do seguinte modo...
Um desempregado que devia algum dinheiro a um velho comerciante, concorda em resolver o débito com base na escolha de duas pedras, uma branca e outra preta, colocadas num saco. E o que é que valia este jogo? Se a sua filha tirasse a pedra branca, a sua dívida seria perdoada; Se tirasse a pedra preta, ela teria de casar com o banqueiro.
Quando chegou o momento, a filha do desempregado percebeu que o asqueroso do comerciante colocou duas pedras pretas no saco, mas ficou calada. Chegada a hora do sorteio, ela tira uma das pedras do saco mas... deixa-a cair no chão do pátio, cheio de outras pedras.
Nesse momento a filha do desempregado, de forma inocente, exclama:
- A pedra que tirei deve ser da cor contrária à da pedra que ficou no saco, não é?
E o velho comerciante, sem reacção e para não passar por desonesto, concordou com o que ela disse, e com o facto da divida ser perdoada.