30 de junho de 2009

Filosofia Politica

Muito pouca gente liga alguma coisa à filosofia. Isto porque pouca gente tem espírito crítico. Isto porque a maior parte das pessoas pensam que não há nada que pensar, não há nada que criticar, e deste ponto de vista estão prontos a seguir o que a política diz e pronto.
Há alguns anos, quando ainda andava por outros espaço, quando ainda era apenas um aprendiz de feiticeiro (era na altura um menino à procura de um caminho a seguir), um conviva num jantar, que decorria algures no centro de Portugal, perguntou-me quais eram os meus interesses para além daquelas que estava a desempenhar na altura (aspirante no exército). À minha resposta "filosofia política", o senhor respondeu "mas isso não existe, são coisas que não têm qualquer interesse". Eu tentei explicar que não. E ele repisava que eu não devia estar bom da cabeça.
Já não sabia como desembaraçar-me diplomaticamente de tanta insistência - quando fui salvo por um dos meus colegas de armas, o «Cabrita», que calou o seu companheiro com um argumento de autoridade (ou empírico?) nestes termos: "a filosofia política existe, sim senhor: o meu pai é professor disso mesmo na universidade".
O conviva calou-se, mais por despeito do que por ter acatado a relevância da informação. Mas o tal senhor, na verdade, representava um padrão muito "normal".
E isso é grave, porque há imensas entorses ao bom método de avaliar o que deve ser tido em conta para uma vida boa, nomeadamente na vida de uma comunidade. Por causa das compreensões erradas do que é a política e de como podemos aproveitar os seus inúmeros benefícios - sem cairmos como patinhos nas inúmeras falácias dos seus sacerdotes mais exaltados.
Por isso vão por mim, e não se deixem levar por esses profetas das desgraças, porque o caminho a seguir é íngreme e cheio de dificuldades e na política como na vida nunca podemos voltar atrás.
Eu também gostava de ser mais novo… mas não consigo…

26 de junho de 2009

O Regresso do Velho do Restelo?

Somos Alcacerenses e devemos ter orgulho nisso. É notoriamente bom saber que fazemos parte de uma terra e de um povo com história e fama de ser guerreiro e conquistador.
E a propósito do que vai acontecendo por aqui posso dizer que até tenho uma grande admiração e interesse pelas glórias dos nossos antepassados.
Pois bem, na altura, no momento em que se iam começar a suceder “pedaços” de glória houve quem não avistasse a fama ambicionada pelo povo Português.
Esse alguém é “O velho do Restelo” que se mostra totalmente contra a intenção heróica dos Portugueses em partir à conquista marítima.
Caminhos incertos, perigos evidentes, mortes, tormentas e o sofrimento que causam são os argumentos apresentados por esse "Velho".
Este personagem é o representante do passado e demonstra no seu pranto em lágrimas os apelos para que voltem a ver nele uma esperança. O "Velho" representa a experiência e a sensatez que faz contraste com o ambiente vivido por aqueles que querem partir à conquista. Este velho aparece como reflexo dos pensamentos menos sonhadores e saudosistas de um passado demasiado próximo.
Mas, como sabem, o caminho faz-se caminhando, temos de seguir em frente... E embora o caminho, por vezes, tenha muitas curvas, labirintos, encruzilhadas, não podemos parar.
E nunca, mas nunca, andar para trás. É necessário caminhar em frente.
Vão por mim... e saibam que, muitas vezes, quando alguém nos ofereçe o passado, em bandeja de prata, devemos desconfiar porque...
Somos nós que temos de escolher sozinhos, temos de enfrentar o futuro incerto... porque é necessário seguir em frente.

21 de junho de 2009

O Galo e a Pedra Preciosa

As fábulas de Esopo sempre me fascinaram . Muitas são as lendas e versões que correm sobre este homem e das suas histórias. Dele diz-se que era corcunda, gago mas dono duma inteligência rara.
E hoje apetece-me propor uma reflexão sobre a fábula de Esopo “ O Galo e a Pedra Preciosa” que conheceu pelo menos duas versões produzidas pelo seu autor.
Para a Grécia, Esopo conta-nos da seguinte forma a fábula do galo e da pérola:
“Um galo faminto, esgaravatando no chiqueiro, procurava alimento que lhe matasse a fome. Porém, e apesar da sua insistência, o galo nada encontrava que lhe servisse para comer. Eis que senão vê uma rara pérola cor-de-rosa, brilhante e bela a sobressair do esterco. O galo olha para a pérola e diz: - Tu és linda, és a coisa mais bela que já vi mas eu antes preferia um simples grão de um cereal qualquer.”
Esta versão remete-nos para a validade dos bens consoante a necessidade e apreciação de cada um e demonstra que nem sempre o que socialmente tem mais valor é o que se ajusta às necessidades e expectativas individuais.
Já na Suméria e Babilónia, a fábula de Esopo tinha uma versão bem mais contundente.
“ Um galo, esgaravatando numa estrumeira em busca de alimento, encontrou uma pedra preciosa de rara beleza. Furioso porque a pedra preciosa não lhe servia para comer, espalhou o esterco e atirou para bem longe a jóia. Frustrado e enraivecido ainda ameaçou com seu bico em riste quem produziu o lixo em que chafurdava.”
Ou seja, este galo bem mais à semelhança dos tempos modernos, destrói a beleza das coisas que não lhe servem e, ao invés de perseverar na procura, lança o lixo contra aqueles que, em seu entender, o superam em facilidades.

20 de junho de 2009

Queremos um blogue do contra-contra-poder

Desde sempre, a acção política teve a tentação de condicionar a liberdade dos cidadãos, recorrendo a vários mecanismos ou formas discretas de controlo, como as pressões noticiosas e mediáticas nos vários contextos sociais.
E os blogues são, está bem de ver, instrumentos de controlo mediático na política moderna condicionam a opinião de quem os vai visitar e de quem ouve falar deles. A blogosfera funciona como um espelho da sociedade. Qualquer facto social ou acontecimento político tem um efeito imediato nos blogues.
Nacionalmente, todos os candidatos criam blogues, havendo mesmo alguns que criaram diferentes blogues dirigidos a diferentes públicos-alvo.
Daqui resulta que as organizações políticas, como não podia deixar de ser, dependem também dos blogues porque são eles quem detém os meios que permitem aos políticos chegar a grandes audiências, ao público que lhes pode legitimar a renovação do poder.

E em Alcácer do Sal o que é que está a acontecer?
O blogue «Alcácer do Sol», com a sua grande visibilidade, tem formado uma “rede” de relações, mais ou menos translúcida e imperceptível ao cidadão comum e deste modo tem procurado marcar a agenda política/mediática da nossa cidade. Afirmando-se como um espaço de opinião livre – mas representando, claramente, um contra poder - tem conseguido influenciar a opinião pública e condicionado as escolhas dos Alcacerenses.
E o que pretendo dizer com isto? Apenas que o poder tem que encontrar um blogue, á maneira do saudoso «Sal d’Alcácer», que:
a) faça o esforço de apresentar os seus projectos e métodos desmontando os argumentos dos cidadãos descontentes;
b) demonstre que existem espaços públicos onde todos podem participar numa comunidade verdadeiramente democrática;
c) afirme que as críticas ao poder devem ser enquadradas como elementos substanciais de uma verdadeira democracia mas como instrumento de autoavaliação para a construção de um plano de melhorias.

Vão por mim… pois se não houver diálogo, duas partes em confronto, não poderemos decidir de uma forma mais equilibrada. E a ser assim precisamos de mais um blogue para fazer o contra-contra-poder.

16 de junho de 2009

Elites políticas e sociais e o governo de Alcácer do Sal entre 1774 e 1834

Foi lançado recentemente o livro “Elites políticas e sociais e o governo de Alcácer do Sal entre 1774 e 1834”, de Sucinda Rocha.
Este livro vem oferecer um conjunto de conhecimentos sobre a história local nos finais do antigo regime.
Mais, elepretende fazer uma análise do poder local, do controlo político, e dos processos eleitorais emergentes.
Este é mais um livro sobre a nossa terra, que conta com o apoio da autarquia, o que vem provar que muitos trabalham e procuram os segredos daqueles que aqui viveram pois somos um exemplo de empreendedorismo e de dinamismo para todos em Portugal.
Vão por mim... dirijam-se à Biblioteca Municipal e comprem este livro para ficarem a conhecer melhor Alcácer d Sal e as suas gentes.

15 de junho de 2009

Bushidô, "o caminho do guerreiro"

A propósito da entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal ao jornal «Litoral Alentejano» onde ele afirma que "(...) Isso tem que ser rápido, eficaz e eu aqui tenho que funcionar como um samurai(...) " aqui ficam algumas palavras sobre o Bushidô, que poderá estar na base de uma determinada ordem de coisas.
Como sabem, o samurai é um guerreiro, originário do Japão, bem treinado e extremamente habilidoso cuja vida é regida pelo bushidô, um rígido código que coloca a honra acima de tudo.
E a maior entre todas as suas virtudes era a "Lealdade". Todos dentro da estrutura samurai têm o seu "lider" a quem devem lealdade. Cada um dos samurais tem de submeter as suas vontades à vontade de seu mestre.
Pois é vão por mim... e isto significa que as pessoas que estão à nossa volta têm de ser leais porque se não nem as relações familiares conseguem sobreviver... quanto mais as relações politicas.

8 de junho de 2009

Alcácer do Sal 2009 - Eleições Parlamento Europeu

Os números em democracia não enganam.
E assim o menor número de votos, e por isso a derrota, em todas as freguesias do concelho, constitui uma lição para o PS.
Em grande medida, a força de um partido como instituição política vê-se na hora das derrotas. Os grandes partidos não são só “grandes” quando ganham. Em democracia, perder não diminui; é simplesmente o resultado da vontade popular exercida livremente.
Quem, em Alcácer do Sal, entender esta verdade fundamental da democracia percebe a responsabilidade de estar no poder... e também na oposição.
Mais, querer liderar o partido que está no poder, neste momento na nossa terra, mostra credibilidade, responsabilidade e ganha o nosso respeito.
Ah! O respeito...
Pois, o respeito ganha-se e merece-se. Podemos não concordar com uma pessoa, não aceitar algumas das suas decisões, podemos encará-la mesmo como adversária, mas devemos respeitá-la... ao passo que há pessoas que não são dignas de respeito.
Quem é mais credível? Obviamente quem respeitarmos.
Um político tem a autoridade quando assume vontade de mudança, faz, manda e assume a acção. É a responsabilidade de quem responde no presente pelo passado recente e responderá no futuro próximo pelo presente e, por fim, o respeito de quem se dá ao respeito e não invoca afinidades de circunstância.
Vão por mim... pois esta é a questão que se coloca e não aquela que muitos começam a equacionar...eles vão perder e nós vamos ...afinal de contas nós sempre ...
Deixem-se disso, porque os Alcacerenses sempre souberam o que é melhor para a sua cidade e até agora sempre fizeram as opções correctas.

4 de junho de 2009

Corrida às Autárquicas - Parte II

Já que toda a gente falou disto... agora também quero falar eu ...
Devagar, devagarinho continua a corrida para as diferentes eleições autárticas: Assembleia, Câmara Municipal e Juntas de Freguesia do Concelho de Alcácer do Sal.
O pontapé de saída foi dado pela alteração da composição da Vereação da CDU. Os «camaradas» Jerónimo Matias e João Sequeira deixaram de exercer funções de vereadores e foram substituidos por outros «camaradas».
Agora é o PS que substitui um dos seus «motores de ignição», o vereador João Massano. Os motivos da substituição ficam a dever-se a questões andamento metodológico, o que significa que também o partido do poder afina os motores e prepara com muito profissionalismo a manutenção no poder.

Mais uma vez, preocupante é o silêncio do PSD, do CDS e do Bloco. Será que ainda existe uma(s) distrital(ais) ou concelhia(s) deste(s) partido(s)?

Quanto ao resto não sei. Mas ainda existem algumas indefinições que devem ser resolvidas e que preocupam todos os Alcacerenses.
Vão por mim... que, devido ao grande envolvimento de todos os cidadãos, quem ganha são sempre os melhores... e estes eu espero que sejam... aqueles que vocês sabem.

3 de junho de 2009

Notícias de Cabo Verde

Cabo Verde é o quinto país mais desenvolvido de África. Apostou na educação, saúde e turismo e em 30 anos fez-se luz sobre o caminho a seguir . Um paraíso com muitas limitações...
De lá vem a seguinte notícia...

Não se via uma mulher cabo-verdiana a consentir que um cabo-verdiano lhe pusesse uma mão em cima. Era só com os portugueses. Depois da independência mudou tudo», diz António Rodeia, alentejano de Alcácer do Sal, que faz 99 anos em Agosto e está há 50 no país, no Mindelo, ilha de São Vicente.
Mantém intacto o sotaque cadenciado da sua terra. A explicação é fácil. «Não falo crioulo. Percebo, mas não me interessa. Sou português», orgulha-se, saudosista.
Antigo encarregado na construção civil, foi para Cabo Verde na ambição de conhecer África. Pôs o pé na fervilhante Rua de Lisboa. «Em Alcácer não havia uma rua como aquela! Julgava que eram as choupanas como se via no cinema», espanta-se, ainda. Deixa as tardes deslizarem no Café Paris, vê o movimento desenrolar-se na rua, com muita gente a parar à hora dos pastéis fritos de atum, milho, carne…
Todos o conhecem e estimam, apesar da sua intransponível distância e de se comportar como se a independência não tivesse acontecido. «Ninguém se meteu comigo. Nunca me sentei à minha mesa com um cabo-verdiano. Respeitei-os sempre. Mas mantive a minha superioridade».
Não tem contacto com outros portugueses, os da sua época já morreram. A mulher, Alexandra, cabo-verdiana de 78 anos, observa-o e sorri - ele não se cansa de falar do passado, das lembranças do que era a Lusitânia que deixou.
António Rodeia mantém o pensamento na pátria. Está a par da política. E do futebol. Benfiquista ferrenho, acompanha os jogos. «O Benfica dá muitos aborrecimentos… e eu não sei perder».
O desporto-rei é também o ponto de ligação mais forte e espontâneo entre os cabo-verdianos e Portugal. É comum ver os jovens com camisolas das águias, dos leões ou dos dragões. Vibram com as equipas portuguesas, da mesma forma que sofrem da febre das telenovelas brasileiras: os clubes de vídeo alugam cassetes com episódios das novelas que estão neste momento a passar no Brasil.
António Rodeia, o orgulhoso português que recusa falar crioulo."

Vão por mim... e se quiserem valorizar alguém... podem ir até Cabo Verde e conhecer um homem que gosta de Alcácer do Sal.

1 de junho de 2009

Dia Mundia da Criança

Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.
Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.
E o dia 1 de Junho é uma homenagem, é uma comemoração, é uma data para ficar na memória, para lembrar quando deixámos de ser criança e de ver nos nossos filhos todos os momentos de alegria pelos quais eles passam e pelos quais nós passámos!
O Dia da Criança aqui está, e os preparativos já deviam ter acontecido…Bem mais do que aquela conhecida correria para comprar presentes, esta data reforça o quanto é importante a participação dos pais, da família e de outros familiares na vida de uma criança. Brincar, fazer um piquenique, passear no parque, jogar bola, ou....
Vão por mim... neste dia apenas devemos estar com elas e brincar. As crianças são o melhor do mundo e o melhor de Alcácer do Sal.