24 de novembro de 2009

As pessoas em quem confiamos...

Esta não é uma questão de trabalho... mas uma questão de valores!
Contudo esta eé... uma questão demasiado politizada. A escolha de pessoas de confiança liga-se a critérios pessoais e não ao mérito.
E sendo assim isto é devastador em termos de resultados obtidos, da eficácia da sua gestão
Há pois que escolher, e escolher bem. A importância dos recursos humanos no sucesso das famílias, das associações e das empresas é demasiado grande. Eles são a peça-chave.
Reparem que não estou a falar daquelas empresas que exigem fidelidade canina aos empregados, já que onde não há uma relação de respeito e confiança os fins nunca serão atingidos.
Estou a referir-me a uma outra cultura humana de sucesso onde impera e se cultiva naturalmente o respeito mútuo, a relação de confiança, o ser uns com os outros.
Vão por mim e projectem os vossos valores... procurem o respeito mútuo, a fiabilidade, a lealdade, enfim, relações em que todos ganhem.

19 de novembro de 2009

Vamos ter Governador Civil

Manuel Macaísta Malheiros, ilustre Alcacerense, Juíz Conselheiro do Tribunal Superior Administrativo, poderá ser o próximo governador civil do nosso distrito.
Nos últimos tempos, foi também um dos grandes impulsionadores da Universidade Sénior de Alcácer do Sal, onde muitos de nós tivemos a sorte de partilhar as suas palavras.
Pois é mas... este «Jovem» de 69 anos de idade, sendo natural Alcácer do Sal pertence, no entanto, á classe dos cidadãos do mundo... com quem temos de o partilhar!
Vão por mim... e aproveitem estes dias para promover o que Alcácer do Sal tem de melhor: as suas pessoas ou, como se diz hoje, os seus recursos humanos.

9 de novembro de 2009

JN de hoje - crónica do Mário

"Os intocáveis - 00h30m

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano."
Não consegui resistir a copiar um texto que nos faz levar a acreditar que...
Vão por mim e saibam que na nossa terra não se passa nada disto.

3 de novembro de 2009

Morreu Claude Lévi-Strauss

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, considerado um dos intelectuais mais relevantes do século XX, destacado antropólogo e “pai” da corrente estruturalista das ciências sociais, morreu sábado aos 100 anos, informou hoje a editora Plon.
Vão por mim... e leiam algumas páginas da sua obra.

A Fábula do Porco-Espinho...

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinho, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos. Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso, precisavam fazer uma escolha: Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram ficar juntos...
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor um do outro... E assim sobreviveram.
Moral da História
A melhor relacão não é aquela que une pessoas perfeitas, mas aquela onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e a admirar as suas qualidades!