29 de dezembro de 2010

Matthew Lipman (1922-2010)

Faleceu no domingo, 26 de Janeiro, Matthew Lipman.
Lipman foi conhecido por ser o criador do projecto educativo – Filosofia para Crianças – programa conhecido e aplicado em todo o mundo.
Dentro de um espírito prático e actual, Lipman procurava trabalhar as capacidades de raciocínio crítico das crianças através de um método de trabalho colaborativo, de um espaço de tolerância à diferença, de uma aprendizagem da escuta ao outro e do poder da ficçionar.
A sua ferramenta mais importante foi sempre conseguir que as crianças se questionassem.
E se a filosofia é uma forma racional de procura crítica da verdade, este modo de ser das crianças, encoraja o espírito autónomo na busca do saber, mostrando que a relação entre Filosofia, Educação e Democracia está presente em todos os nossos dias.
Aqui fica a minha sincera homenagem a quem sempre procurou trabalhar para potenciar o espírito crítico contra uma maré de resignação que se vai espalhando pelo nosso mundo.

27 de dezembro de 2010

Boas Festas a todos os meus Amigos

Desejo a todos os amigos umas festas felizes que se propaguem por todos os dias da Vossa vida..
Estarem ausentes não significa esquecimento. Significa apenas não estarem fisicamente comigo.
Porém trago-os em mim, por tudo o que aprendi. Há coisas que são eternas.

22 de dezembro de 2010

Boas Festas e um Feliz 2011

Gostaria de me dirigir a cada um dos que visitam este local, mas o tempo disponível esgota-se rapidamente deixando-me quase em risco de não chegar a tempo. E este é o modo que encontrei para desejar a todos um Bom Natal, junto daqueles que vos são mais queridos. Mais, que o Novo Ano possa finalmente trazer a realização de todos os vossos sonhos.
Espero também que esta quadra seja um momento de reflexão, só assim poderão definir os vossos objectivos e construir os Vossos Projectos no novo ano que se aproxima.

18 de dezembro de 2010

As voltas que o ano não deu!

Já que estamos a findar o ano convém lembrar o que deveria ter acontecido.
Em Janeiro Sócrates, Platão e Aristóteles deram início a uma interminável viagem!
Em Fevereiro nasce Jesus Cristo...
Em Junho Copérnico e Galileu alteram a nossa visão do mundo!
Em Setembro Darwin explica a muitos que o Homem é vizinho de um animal bem parecido...
E em Novembro Nietzsche e Freud mostram a importância da irrazão e do inconsciente!
Por isto tudo devemos festejar, mas...
Realmente importante foi ter o prazer de conhecer Georg Cantor! E ele merece o meu respeito e o meu estudo.

9 de dezembro de 2010

O tempo: o que compramos com o salário

Hoje a classe média já não consegue comprar propriedades com o seu salário. O melhor que ela consegue adquirir é tempo livre e qualidade de vida. E este facto faz da classe média o novo proletariado. O seu salário torna-se iníquo.
Perde-se o salário, perde-se o poder da classe. Não porque delapidou os seus bens, mas porque não os tem. Perde-se o tempo livre e perde-se a qualidade de vida. Perde-se tudo. Porque principalmente se perde a autonomia.
E no céu residem os dos super-salários: os que compram propriedades e que podem no futuro e de forma duradoura viver sem salários. Continuamente compram tempo e qualidade de vida.
Nós não gostariamos de fazer parte destes...

5 de dezembro de 2010

É tudo importante

Há tantas coisas importantes que eu poderia escrever aqui. Todas elas passam pela minha cabeça enquanto estou muito longe de todas elas!

1 de dezembro de 2010

Actualidades...(Só para pessoas novas)

A avó diz à neta:
- Eu, com a tua idade já trabalhava.

E a neta responde:
- E eu, com a tua idade vou estar a trabalhar...

19 de novembro de 2010

Conversas de adolescentes e adultos...

Um jovem arrogante, que assistia a um jogo de futebol, julgou ser necessário explicar a um senhor, próximo dele, porque é que era impossível a alguém da velha geração entender a nova geração.
E falando muito alto, todos em redor puderam ouvir estas palavras:
-Vocês cresceram num mundo diferente, num mundo quase primitivo! Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet , televisão, telemóvel, aviões a jacto, viagens espaciais.... Nós temos energia nuclear, carros eléctricos e a hidrogénio, computadores com grande capacidade de processamento e ...
Neste momento fez uma pausa para beber mais trago de cerveja.
O senhor, perto dele, aproveitou esta ocasião para interromper a liturgia do jovem adolescente e disse:
- Tudo o que disseste está certo, meu amigo. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados a inventá-las. E tu e os outros como tu o que é que estão a criar para a próxima geração?

17 de novembro de 2010

O Hotel Georg Cantor

O viajante vê o comprido hotel à beira da estrada e aproxima-se com intenção de pedir que lhe aluguem um quarto. Não se intimida com o aviso "Esgotado".
Eles devem ter um quarto, pensa consigo mesmo.
- Sim, temos vaga, responde-lhe o recepcionista, olhando de soslaio para o gerente.
- Como, ironiza o viajante, têm vagas e colocam o aviso "Esgotado" ?!!
- Perfeitamente, intervém polidamente o gerente, estamos esgotados e temos vagas. O Sr. ficará no quarto no 1. Assine o livro de recepção, por favor.
O viajante hesita em iniciar uma discussão. Enquanto assina o livro ouve o gerente falar ao microfone:
- Srs. hóspedes do Hotel Georg Cantor, acaba de chegar mais um viajante. Conforme combinado, cada um deve deixar seu quarto e ocupar o quarto seguinte.
Vendo que o viajante o olha interrogativamente, o gerente explica-lhe, com uma infinita paciência:
- Uma das regras deste hotel, que o Sr. aceitou quando assinou o livro de recepção, é que sempre que chega um novo hóspede o ocupante do quarto n deve mudar-se para o quarto n+1.
- Sim, observa o viajante, mas o que faz o hóspede do último quarto?
- Não temos último quarto, diz o gerente. O Hotel Georg Cantor tem um número infinito de quartos.
Sentindo-se extenuado, o viajante resolve ignorar o enigma.
Assim prossegue a rotina do Hotel Georg Cantor, rotina quebrada quando chega à estação um comboio infinito. Uma quantidade infinita de viajantes acorre ao hotel em busca de quarto. O recepcionista avisa pelo microfone:
- Srs. hóspedes do Hotel Georg Cantor, acaba de chegar um número infinito de viajantes. Conforme combinado, o hóspede do quarto n deve mudar-se para o quarto 2n ...
O recepcionista, percebendo que o gerente lhe faz um sinal, continua:
- ... ou melhor, o hóspede do quarto n deve mudar-se para o quarto 3n. Os novos hóspedes ocuparão os quartos 3n+1. Os quartos 3n+2 ficarão vazios e assim teremos sossego por algum tempo.

14 de novembro de 2010

Porque é que as coisas se desarrumam?

FILHA: Papá, porque é que as coisas se desarrumam?
PAI: O que é que queres dizer com isso? Coisas? Se desarrumam?
FILHA: Bem, as pessoas gastam muitíssimo tempo a arrumar coisas, mas nunca parece que gastem tempo a desarrumá-las. As coisas parece que se desarrumam por si próprias. E depois as pessoas têm que as arrumar outra vez.
PAI: Mas as coisas desarrumam-se se tu não lhes tocares?
FILHA: Não, não se ninguém se lhes tocar. Mas se tu lhes tocares – ou se alguém lhes tocar – elas desarrumam-se e desarrumam-se ainda mais se não for eu a tocar-lhes.
PAI: Pois é! É por isso que eu bem tento evitar que mexas nas coisas da minha secretária. Porque as minhas coisas ficam ainda mais desarrumadas se alguém que não seja eu lhes mexer.
FILHA: Mas as pessoas desarrumam sempre as coisas das outras pessoas? Porque é que fazem isso, pai?
PAI: Bem, espera um pouco. Não é assim tão simples. Primeiro que tudo, que queres dizer com “arrumar”?
FILHA: Quero dizer que não consigo encontrar as coisas, e portanto parece tudo desarrumado. É como quando não está nada no lugar certo.
PAI: Bom, mas tens a certeza de que com “desarrumado” queres dizer o mesmo que qualquer outra pessoa?
FILHA: Mas, pai, claro que tenho a certeza, porque não sou uma pessoa muito arrumada e, se eu disser que as coisas estão desarrumadas, bom, tenho a certeza de que toda a gente concorda comigo.
PAI: Pronto, está bem, mas achas que queres dizer o mesmo com “arrumado” que as outras pessoas? Se a mãe arrumar as tuas coisas, sabes encontrá-las?
FILHA: Bem…algumas vezes, porque, sabes, eu sei onde ela põe as coisas quando faz arrumações.
PAI: Sim, eu também tento evitar que ela me arrume a minha secretária. Tenho a certeza de que eu e ela não queremos significar a mesma coisa quando dizemos “arrumar”.
FILHA: Pai, nós os dois queremos significar a mesma coisa quando dizemos “arrumado”?
PAI: Duvido, minha querida, duvido.
FILHA: Mas, pai, não é engraçado que toda a gente queira significar o mesmo quando diz “desarrumado”, mas toda a gente queira significar coisas diferentes quando diz “arrumado”? Mas “arrumado” é o contrário de “desarrumado”, não é?
PAI: Agora começamos a entrar em perguntas mais difíceis. Vamos lá ver isso outra vez. Tu perguntaste “Porque é que as coisas se desarrumam?” Já conseguimos perceber uma ou duas coisas – vamos mudar a pergunta para “Porque é que as coisas ficam num estado a que a Catarina chama “desarrumadas?” Percebeste porque é que eu quis fazer esta alteração?
FILHA: …Sim, penso que sim, porque, se quero significar uma coisa especial quando digo “arrumado”, então alguns dos outros “arrumados” das outras pessoas parecer-me-ão “desarrumados” a mim, mesmo que concordemos a respeito daquilo a que chamamos “desarrumado”.
PAI: Exacto. Deixa ver agora a que é tu chamas “arrumado”. Quando a caixa de aguarelas está arrumada, qual o sítio dela?
FILHA: Aqui no fim desta prateleira.
PAI: Bem, e se estivesse noutro sítio qualquer?
FILHA: Não estaria arrumada.
PAI: E se fosse no outro extremo da prateleira, aqui? Nesta posição?
FILHA: Não é o sítio dela, e de qualquer maneira teria de estar direita, e não assim de esguelha como tu a puseste.
PAI: Oh, no sítio certo e direita.
FILHA: Sim.
PAI: Bem, iso quer dizer que há muitos poucos sítios onde a tua caixa de aguarelas pode ser arrumada.
FILHA: Só um sítio.
PAI: Não, muito poucos sítios, porque, se a deslocar um pouquito, assim, ainda está arrumada.
FILHA: Está bem, mas muito poucos sítios.
PAI: Pronto, muito poucos sítios. E o urso, e a tua boneca e o Feiticeiro de Oz? E a tua camisola e os teus sapatos? É o mesmo para todas as coisas, não é? Cada coisa tem muito poucos sítios para estar arrumada?
FILHA: Sim, pai, mas o Feiticeiro de Oz pode estar em qualquer sítio nesta prateleira. E sabes que mais, pai, não gosto, não gosto mesmo nada quando os meus livros se misturam com os teus e com os da mãe.
PAI: Eu sei. (Pausa)
FILHA: Pai, tu não acabaste. Porque é que as minhas coisas acabam por ficar da maneira a que chamo “desarrumadas”?
PAI: Mas eu tinha acabado. É exactamente porque há mais maneiras a que tu chamas “desarrumadas” do que a que chamas “arrumadas”.
FILHA: Mas isso não é razão para que …
PAI: Mas é, é. É a razão real, e a única, e uma razão muito importante.
FILHA: Oh, pai, pára lá com isso.
PAI: Não, não estou a brincar. Essa é a razão, e toda a ciência depende dessa razão. Deixa-me arranjar outro exemplo. Se eu puser areia no fundo desta chávena e açúcar por cima e se depois mexer com uma colher, a areia e o açúcar misturar-se-ão, não é verdade?
FILHA: É, mas, pai, é honesto mudar para “misturado” quando começámos a falar de “desarrumado”?
PAI: Hum … pergunto a mim próprio … mas penso que sim … sim … porque podemos admitir que encontraremos alguém que pense ser mais arrumado ter a areia toda debaixo de todo o açúcar. E, se quiseres, eu poderei dizer que desejo que isso seja assim.
FILHA: Hum …
PAI: Está bem, vamos a outro exemplo. Às vezes vê-se nos filmes uma porção de letras todas misturadas e algumas de pernas para o ar. Então a mesa começa a oscilar e as letras começam a mover-se até se juntarem na posição certa par formar o nome do filme.
FILHA: Sim, já vi isso e elas formaram a palavra DONALD.
PAI: Não interessa qual a palavra que formaram. O ponto é que tu viste a mesa a oscilar e, em vez de as letras ficarem mais misturadas do que antes, juntaram-se numa certa ordem, todas direitas, e formaram uma palavra – formaram o que muita gente chamaria uma palavra que faz sentido.
FILHA: Sim, pai, mas sabes que …
PAI: Não, não sei; o que estou a tentar dizer é que, no mundo real, as coisas nunca acontecem desta forma. Só nos filmes.
FILHA: Mas, pai …
PAI: Digo-te que é só nos filmes que se podem agitar coisas e elas parecerem organizar-se com mais ordem e significado do que tinham antes.
FILHA: Mas, pai…
PAI: Desta vez espera até eu acabar. Nos filmes, eles conseguem esse efeito filmando tudo de trás para diante. Põem as letras todas por ordem e formam a palavra DONALD; depois começam a filmar e a fazer tremer a mesa.
FILHA: Oh, pai, eu já sabia isso e tenho estado a tentar dizer-to. Depois projectam o filme ao contrário, para parecer que as coisas acontecem na ordem inversa. Mas eles tremem a mesa ao contrário? Têm de filmar de pernas para o ar? Porquê, pai?
PAI: Oh, meu Deus! …
FILHA: Porque é que eles têm de filmar de pernas para o ar, pai?
PAI: Não, não vou responder-te agora, porque ainda estamos no meio da pergunta a respeito de coisas desarrumadas.
FILHA: Está bem, mas não te esqueças, pai, de que tens de me responder noutro dia a respeito da pergunta sobre a câmara. Não te esqueces, pois não, pai? Porque eu posso não me lembrar. Por favor, pai.
PAI: Está bem, mas noutro dia. Agora, de que falávamos nós? Ah, sim, a respeito de as coisas nunca acontecerem ao contrário. E eu estava a tentar dizer-te que há uma razão para que as coisas aconteçam de determinada maneira se pudermos mostrar que há mais possibilidades de acontecerem dessa maneira do que de maneira diferente.
FILHA: Pai, não comeces a dizer disparates.
PAI: Não, não estou a dizer disparates: vamos começar outra vez. Só há uma maneira de escrever DONALD. Concordas?
FILHA: Sim.
PAI: Bem. E há muitas e muitas maneiras de misturar seis letras em cima da mesa. Concordas?
FILHA: Sim. Acho que sim. Podem algumas dessas maneiras ser de pernas para o ar?
PAI: Podem. Da mesma forma como eram mostradas no filme. Mas podia haver muitas e muitas como essa, não podia? E só um DONALD:
FILHA: Está certo. Mas, pai, as mesmas letras podiam formar OLD DAN.
PAI: Isso não interessa. As pessoas do filme não queriam escrever OLD DAN. Só queriam DONALD.
FILHA: Porque é que eles queriam isso?
PAI: As pessoas do filme que vão para o diabo.
FILHA: Mas foste tu que falaste delas primeiro, pai.
PAI: Sim, mas era para tentar explicar-te que as coisas acontecem de determinada maneira porque há mais possibilidades de acontecerem dessa maneira. Agora é altura de ires para a cama.
FILHA: Mas, pai, tu ainda não acabaste de me dizer porque é que as coisas acontecem dessa maneira, da maneira que tem mais possibilidades.
PAI: Está bem. Mas aguenta aí os cavalinhos – um já chega. De qualquer forma, já estou cansado do DONALD; vamos arranjar outro exemplo. Vamos atirar uma moeda ao ar.
FILHA: Pai, ainda estás a falar a respeito da mesma pergunta com que começámos? “Porque é que as coisas se desarrumam”?
PAI: Estou.
FILHA: Então, o que estás a dizer é verdade para a moeda ao ar, para o DONALD, para o açúcar com a areia e para a minha caixa de aguarelas?
PAI: Sim, é verdade.
FILHA: Oh, só estava a perguntar, mais nada.
PAI: Bom, vamos lá a ver se eu consigo dizer isto desta vez. Voltemos à areia e ao açúcar e vamos supor que há quem diga que ter a areia no fundo é “arrumado” ou “ordenado”.
FILHA: Pai, tem alguém de dizer qualquer coisa desse género antes de continuares a falar de como as coisas se vão misturar quando lhes mexeres.PAI: Sim, é exactamente esse o ponto. As pessoas dizem o que esperam que aconteça e então eu digo-lhes que não acontecerá porque há muitas outras coisas que podem acontecer. E eu sei que é mais natural que aconteça uma das muitas coisas que podem acontecer do que uma das poucas …
FILHA: Pai, tu estás sempre do contra, apostando em todos os cavalos contra aqueles em que eu quero apostar.
PAI: É verdade, minha querida. Eu faço-os apostar naquilo que eles chamam o caminho “arrumado”. Eu sei que há infinitamente mais caminhos “desarrumados”, e portanto as coisas tenderão sempre para desarrumadas e misturadas.
FILHA: Mas porque não disseste isso ao princípio, pai? Eu tê-lo-ia percebido logo!
PAI: Sim, penso que sim. De qualquer maneira, são horas de ir para a cama.
FILHA: Pai, porque é que os adultos fazem guerra, em vez de lutarem como as crianças fazem?
PAI: Não. São horas de ir para a cama. Falaremos de guerras noutra altura.
Gregory Bateson, Metadiálogos

5 de novembro de 2010

O Mundo

Segundo alguns filólogos a nossa palavra “mundo”, que traduz directamente o termo latino mundus, nos estratos mais arcaicos desta língua referia- se a um cofre ou a um pequeno baú no qual as mulheres guardavam os cosméticos e os instrumentos necessários para cuidar da sua aparência — da toillette – a fim de não estarem desarranjadas, impuras, numa palavra, imundas.

30 de outubro de 2010

Eça de Queiroz já era!

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha, A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo."

Eça de Queirós

27 de outubro de 2010

Eu gostava de ter vivido no futuro

Se eu ainda me lembrasse daquilo que um dia serei.
Quando há decisões importantes a tomar toda a ajuda é pouca. Recorremos a tudo até às nossas recordações do passado. Todas as nossas experiências anteriores têm a sua importância. Mas tudo isto é pouco comparado com o que o futuro me poderia ensinar.
Quando toda uma vida regressar ao presente algumas decisões foram simples. Tão simples que saberei todas as suas consequências sem conhecer quaisquer das suas causas. Tão simples que conhecerei a finalidade da vida e não a sua origem.
Quem nos ajudará? Ninguém que tenha vivido mas alguém que vai viver!

21 de outubro de 2010

É sempre bem entregue

O dissidente cubano Guillermo Farinas foi escolhido, pelos líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu, para Prémio Sakharov.
Quando é que um de nós receberá este galardão?

20 de outubro de 2010

Uma hora que contém quase duas vidas!

Mil cidades, duas cidades, a mesma cidade. Tudo e todos podem ser em todos os lados. Todas as distâncias se podem percorrer: a pé, de carro, de autocarro. Percorrer ruas, contemplar os edifícios, olhar as pessoas.
Reparei nos olhos tristes da casa de onde vim. Mas imaginei o sorriso nos lábios da casa para onde vou. Passado, presente e futuro.
E a luz do sol que tarda em aparecer ainda não mostra nitídamente a cidade real das casas, das máquinas e das pessoas. A estrada não é perigosa e os passos foram dados com toda a clareza. O percurso pode ser curto mas o tempo é longo e nunca consumido. E o espaço geográfico que impede a simultaneidade de tempos alheios espartilha a física que o corpo habita. Temos de inventar. A expectativa é sempre intensificada pela demora da possibilidade. Está à vista a reciprocidade e o intercâmbio de representações fisícas inerentes ao contacto com o outro.
- O que poderei aprender hoje?
Na vertigem da velocidade o encontro é fugaz. O silêncio do comum no espaço privado. Uma troca de olhares em pleno anonimato. A comunicação nunca é plena mas recortada pela mudança dos tons e das cores. Vários fragmentos são projectados em mil direcções. Resta apenas o texto num novo livro de ponto aberto para o efeito. No fim todos saem. O tempo acaba. Ficamos isolados nas ruínas das nossas construções.
Mas hoje a existência da cidade real é quebrada pela cidade virtual. Novos sujeitos descorporizados podem estender o seu braço num novo espaço concreto. E este encontro interior é uma realidade maior e mais subtil do que o encontro físico.
Quando regressamos ao futuro tudo parece calmo. A realidade é análoga. Tudo pode permanecer idêntico. Os olhares repetem, as máquinas giram e as casas confortam.
A visão do futuro está diante de mim. Só tenho de a informar que as letras e as palavras do texto construído vão ser públicas.
Só o passado tem futuro e o presente é para ser pintado em misturas de cores vivas. Há sempre uma questão a colocar: Queres repetir?
Amanhã, todos os dias lá regressaremos. E o futuro é mais uma vez antecipado... a crédito?

13 de outubro de 2010

Rua!

Já te tinha feito tantos avisos. E sempre fizeste aquilo que quiseste!
Um dia tinha de acontecer...
- Por isso RUA.

12 de outubro de 2010

A coisas não são como deveriam ser!

Quem corrupia pelas bermas desta cidade fica a perceber que o mundo não está bem feito.
Por um lado assistimos á visita de muitos lagostins que saindo do rio Sado acabam por morrer na marginal. Parece que estão perdidos... Será que querem ir a algum lugar?
São às centenas os atropelamentos.
Por outro lado assistimos a um enorme vazio nas diferentes actividades desenvolvidas pelas associações da terra. Parece que estão desaparecidos... Será que podem ir a algum lugar?
São às centenas os lugares vazios.
Talvez tenhamos de dar mais atenção aos lagostins e às pessoas. Podíamos mandar os lagostins, com as pinças em riste, acordar as pessoas. Podíamos mandar as pessoas, de saco em punho, caçar estes crustáceos. Podíamos...
Mas também é verdade que eles, assim como nós, usam uma carapaça para não mostrar aos outros as suas fraquezas internas.

5 de outubro de 2010

Tudo se passa em cada um momento da vida!

Cada um dos momentos da nossa vida é único. Em todos eles colocamos um pouco de nós. Em cada um deles tocamos um bocado de uma coisa, uma minúscula partícula de um mundo «enorme» que está à nossa volta.
Por vezes um movimento, por vezes uma expressão, por vezes uma palavra!
E em cada um que está à nossa frente acontece o mesmo. Cada um olha para o rosto do outro que nos remete para os rostos dos outros. Em cada um estão os outros e todos juntos olhamos o mundo como um todo.
Esta é uma visão não-fragmentada da realidade, em que cada sensação, cada sentimento e cada pensamento se equilibram, se reforçam e se controlam reciprocamente. Todo este movimento, dentro de mim, dá-me uma consciência plena, em todo e cada um dos momentos, do que me rodeia, permitindo-me tomar as decisões consideradas, no momento, certas.
«Um por Todos e Todos por Um»
Isto implica respeito pela vida, onde o Homem e a Natureza formam um conjunto indissociável, interdependente e em constante movimento.
E cada um de nós só pode ser no encontro do outro, só pode ser ao olhar para cada um dos outros, só pode ser em comunhão com Todos. E o todo não é cada um de nós mas algo novo: uma relação conjunta e totalizante na busca da felicidade.
Por isso sejamos autónomos e liberte-mo-nos das nossas próprias grilhetas e das que os outros nos colocaram. Livres viveremos uma vida em cada momento que vivemos.

1 de outubro de 2010

E assim vão os trabalhos e os dias

Desde já quero agradecer a quem me enviou esta fábula deliciosa do Século XXI. E depois apenasdizer que cada um de nós podemos fazer assim várias vezes por semana...

Cliente – Estou!
Volafone – Está? Estou a falar com o senhor Nuno?
Cliente - Sim...
Volafone - Sr. Nuno, como vai? Aqui é da Volafone e estamos a ligar para lhe apresentar a promoção Volafone 1.382 minutos, que oferece...
Cliente - Desculpe (interrompe), mas com quem estou a falar?
Volafone - O sr está a falar com Natália Bagulho da Volafone. Eu estou a ligar-lhe para...
Cliente - Natália, desculpe-me, mas para minha segurança gostaria de conferir alguns dados antes de continuar com a nossa conversa, pode ser?
Volafone - ...Sssssim, pode...
Cliente - A Natália trabalha em que área da Volafone?
Volafone - Telemarketing Pró-Activo.
Cliente - E tem número de funcionária da Volafone?
Volafone - Desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
Cliente - Então terei que desligar, pois não estou seguro de estar realmente a falar com uma funcionária da Volafone.
Volafone - Mas eu posso garantir...
Cliente - Além disso, sempre que tento falar com a Volafone sou obrigado a fornecer os meus dados a vários interlocutores.
Volafone - Tudo bem, a minha matrícula é Volafone-6696969-TPA.
Cliente - Só um momento enquanto verifico.
Cliente - ...??? (Dois minutos mais tarde) - Só mais um momento, por favor.
Volafone - ...??? (Cinco minutos mais) - Estou sim?
Cliente - Só mais um momento, por favor, estamos muito lentos hoje cá por casa.
Volafone - Mas, senhor... (Um minuto depois)
Cliente - Pronto, Natália, obrigado por ter aguardado. Qual é mesmo o assunto?
Volafone - Aqui é da Volafone, estamos a ligar para oferecer a promoção Volafone 1382 minutos, pela qual o Sr. fala 1.300 minutos e ganha 82 minutos e bónus, além de poder enviar 372 SMS totalmente grátis. O senhor estaria interessado, Sr. Nuno?
Cliente - Natália, vou ter que transferir a sua ligação para a minha mulher porque é ela quem decide sobre alteração de planos de telemóveis.

Por favor, não desligue, pois a sua chamada é muito importante para mim...

(Pousa o telemóvel em frente ao leitor de CD´s, coloca uma música «Pimba» a tocar em repeat mode e vai beber um cafézinho...)

E fiquem assim... que tudo pode acontecer até aquele que está do outro lado pode desligar...


30 de setembro de 2010

No final do primeiro ciclo

Depois do período atribulado de férias convém voltar a ser aquilo que fazemos durante todo o ano. E este primeiro mês tem-se revelado bastante promissor.
Não há nada como conduzir pelas estradas que já conhecemos, ver as casas brancas riscadas a cores alentejanas e falar com as pessoas que falam conosco.
E não há nada melhor que ir acumulando caixas e caixotes que vamos metendo uns sobre os outros e ou noutros casos felizes metendo uns dentro dos outros.
E assim vamos acumulando na arrecadação caixas de papelão de todas as cores que mais tarde poderão servir para meter outras coisa, que já têm dentro de si parafusos e pregos que não fazem falta e que na próxima vez que forem precisos já não nos lembramos onde estão.
E assim nos preparamos para os tempos que se advinham difíceis em que alguns nos oferecem ricos presentes embrulhados com os melhores papeís da china que contêm umas caixas dentro de outras mas que no fim nada têm.
Poderíamos dizer que no final estava um ovo, o símbo da vida, a raiz que nos pode fazer renascer para um novo modelo de fazer caixas e onde todas encaixariam, na perfeição, na nossa arrecadação.
Por isso vão por mim e arrumem bem as vossas caixas.... e verão que o Natal vos recompensará com mais um conjunto bonito de presentes e papéis, caixas e caixotes para poderem deitar para o lixo a maior parte do papelão que têm na arrecadação.

29 de setembro de 2010

Nem sempre podemos fazer o melhor...

Quando pensamos que tudo está preparado e organizado há sempre um factor novo que pode interferir negativamente no desenvolvimento de uma ideia ou de uma actividade.
Há quem pense que tem tudo sob o seu controle. Há quem pense que pode controlar sempre, no momento, novas variáveis. Mas, também existem aquelas pessoas que reconhecem que, nalguns momentos da sua vida, nada poderiam fazer para atingirem os objectivos propostos.
Mais importante é que, estes últimos, reconhecem diante dos outros que poderiam fazer melhor mas que...
Se cada um de nós controlasse todos as factores que intervêm na nossa vida...
Se cada um de nós controlasse todos as factores que intervêm na vida dos outros...
Talvez fosse melhor um pouco de bom senso!
Por isso vão por mim... e digam ao outro, que está diante do vosso rosto, que erraram

27 de setembro de 2010

Dia Mundial do Turismo

Nós queremos que Alcácer do Sal seja um destino turístico por excelência.
E o Dia Mundial do Turismo, que se realiza a vinte e sete de Setembro, seria uma oportunidade única para traçarmos os objectivos a alcançar nesta área.
Vão por mim e... façam do Turismo uma das bandeiras do nosso concelho.

13 de setembro de 2010

Hoje vou limpar os pneus e os tapetes dos carros...

A receita é simples.
-500 Ml de Glicerina;
- 250 Ml de Álcool Azul;
-100Ml de Água.
Mistura-se tudo, agita-se e aplica-se nos pneus e nos tapetes com uma esponja ou um pincel.
O resultado tem sido óptimo. O material parece que fica novo e brilhante.

12 de setembro de 2010

Vai começar...

De repente acabaram as férias.
O tempo voou e as pessoas convergem para a escola.
Amanhã tenho de mudar. Tenho que renovar o exercício físico e intelectual.
Mas , mais uma vez, tenho a convicção que novas experiencias me esperam: afinal em todos estes anos de profissão tenho aprendido... com os mais novos.
Por isso...

3 de setembro de 2010

Pelo Rio Sado

Por este rio abaixo... Por este rio...
Um dia, um cenário único de natureza.
A possibilidade de ver as paisagens de sonho.
Participar nas manobras de marinhagem.
Um cenário diferente num cruzeiro único.
Venham outra vez...

27 de agosto de 2010

Era Uma Vez...

Penso que vou passar a começar as minhas publicações com "Era uma vez..."
É que com o fluir dos tempos começo a ter dificuldades a datar e a localizar os factos...
Por isso entoem comigo e digam ... Era uma vez...

23 de agosto de 2010

O Património de Alcácer do Sal

Temos que conhecer a região de Alcácer do Sal. Temos de conhecer o seu património construído. No património construído, destaca-se o castelo, monumento de construção muçulmana, na continuidade de edificações da Idade do Ferro e romanas. Os seus muros e torres foram construídos em taipa, possivelmente datados do século XII.
A Igreja do Espírito Santo, composta por um belo portal manuelino, possui no seu interior uma pia baptismal com a forma de coroa real invertida.
A Igreja de Santa Maria do Castelo, fundada pela Ordem de Santiago, é um dos mais interessantes exemplares do romântico tardio que se conservam no Sul de Portugal.
A Igreja de Santiago é constituída por uma só nave setecentista, vários painéis com representações da vida de Santiago, assim como da Virgem em azulejos azuis e brancos do século XVIII.
O Fórum Romano, descoberto em 1983, possui uma grande muralha daquele período e uma sala de planta rectangular, formada por lajes de mármore branco-acizentado.
Estes são apenas algns dos exemplos!
Por isso vão por aí... e conheçam a cidade de Alcácer do Sal.

18 de agosto de 2010

Chamo-me... Pedro Nunes

Nasci em Alcácer do Sal.
Fui um matemático muito famoso durante a minha vida e há quem diga que fui o mais um dos mais importantes de todos os tempos.
Nós, os Alcacerenses, somos gente igual a todos os outros. A unica diferença é que gostamos muito de nossa terra.
E sobre o Nónio, sabes alguma coisa?
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Autores: Henrique Leitão e Jorge Miguel
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Vão por mim e divulguem... tudo o que diga respeito a Alcácer do Sal!

Pedro Nunes... Ensina na Universidade

Jorge Miguel

Mais uma fábula...

Perguntassem o que lhe perguntassem, ele tinha sempre uma resposta para tudo.
Afinal, ele era o homem que sabia tudo e que tudo sabia. Mais, respondia sempre a tudo com muita sabedoria.
Até que um dia...
Uma criança pobre perguntou-lhe como se chamava e ele... após uma prolongada pausa... ficou boquiaberto sem saber o que dizer.
Rodou sobre os próprios calcanhares e afastou-se ligeiramente..... rapidamente e penosamente a transpirar sob o peso da comoção.
Nunca mais o viram.

17 de agosto de 2010

Gastronomia... em Alcácer do Sal é assim...

Açorda de espinafres com ameijoas do rio Sado
Porque a imaterialidade nos remete para pessoas. Porque a cozinha desta cidade e deste concelho, enquanto parte integrante dessa mesma imaterialidade, são gostos, saberes, imaginação, ficção, fluxos, história, memória, festas e pessoas. Portanto venham comigo e... vamos falar, dialogar, partilhar, com pessoas...
...quanto ao petisco, um verdadeiro manjar!!!!

16 de agosto de 2010

Sobre as férias...

Há pessoas tão aborrecidas que nos fazem perder um dia inteiro em cinco minutos.

Jules Renard

13 de agosto de 2010

Arrozais entre Alcácer do Sal e a Comporta

Montalvo - Alcácer do Sal

A Responsabilidade da Regeneração

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal apresentou uma candidatura ao Programa Operacional Regional do Alentejo no âmbito do desenvolvimento e regeneração urbana. O plano, denominado de RUAS - Regeneração Urbana de Alcácer do Sal…"do Castelo ao Sado", abrange uma área de 61.039 metros quadrados e um total de 8.5 milhões de euros de investimento.
A apresentação da candidatura foi ratificada por unanimidade em reunião de Câmara e a área de intervenção proposta no programa de acção abarca o centro histórico da cidade e a frente ribeirinha.
E...
Sendo assim...
O trabalho de regeneração urbana no centro histórico de Alcácer do Sal vai ficar por muito dinheiro e precisa da colaboração de todos os Alcacerenses...
Vão por mim e... promovam um futuro mais atractivo e organizado da imagem de Alcácer do Sal e reclamem que a ligação entre o casario em anfiteatro e o rio Sado é fundamental para levar a nossa cidade a um patamar mais elevado.

11 de agosto de 2010

O futuro...com a agricultura

Apesar da pouca importância económica que a agricultura tem para o nosso quotidiano nunca poderemos enfrentar o futuro sem ela.
Temos de fazer um aproveitamento sustentável dos recursos do nosso concelho, particularmente, do pinhão, do arroz, do mel, do vinho, do tomate... Há que fazer uma gestão saudável do rio, da floresta, ...
Alcácer do Sal é ponto estratégico na geografia das comunicações, estamos no centro...
E boa parte destas potencialidades devem gerar emprego, o aumento demográfico e o rejuvenescimento da população.
Os produtos agro-pecuários, sendo sempre parte da solução, associados à culltura e ao turismo podem surtir um efeito de esperança a breve prazo.
Vem comigo plantar uma àrvore e... é assim que fazemos a diferença e melhoramos o futuro da nossa cidade!

9 de agosto de 2010

“MãoAnimal” Ilusões de Guido Daniele



A História do Mundo em 100 Objectos

O saber não ocupa lugar...
Contar a história através das coisas, quer se trate de uma múmia egípcia ou um cartão de crédito...
O Museu Britânico reuniu várias coisas de todo o lado e a partir delas tenta contar uma história do mundo. Quando as pessoas vão ao museu apenas vêm aquilo que foi escolhido por eles e fazem a sua própria viagem ao longo do tempo, mas...
Tenho acompanhado este conjunto de documentos religiosamente e admito que já ouvi alguns episódios mais do que uma vez, sendo que em cada um descubro novos tesouros ...
Este programa é sem dúvida uma revelação ao nível do Cosmos, de Carl Sagan...
Por isso aproveitem as férias e aprendam... porque este é sem dúvida um programa obrigatório!

6 de agosto de 2010

Temos que continuar a crescer...

... Quinta, Sexta, Sábado e Domingo...
Todas as semanas, todos os meses, todos os anos... Malditos dias de descanso em que não podemos trabalhar no duro e ajudar a elevar os índices de produtividade do nosso concelho e do nosso país.
Por esta altura, parece que ninguém produz, ninguém contribui para o crescimento de si mesmo e dos outros... Isto tem de acabar.
Esta apatia só deveria acontecer nos feriados com tolerância de ponto, no Carnaval, na Páscoa, em dias de jogos para as competições europeias, durante o Mundial e Europeu de futebol e na semana entre o Natal e o Fim de Ano. Mas não. Vai acontecendo um pouco por todo o lado...
Por isso não fiquem aí... e façam aquilo que querem que os outros façam por vocês...

5 de agosto de 2010

É só abrir e fechar...

Um mecânico está a desmontar o motor de uma mota quando entra na sua oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Com o seu olhar vai acompanhando o mecânico a trabalhar.
O mecânico diz-lhe:
- Doutor, olhe para este motor. Abro-lhe o coração, tiro as válvulas, conserto-as, ponho-as outra vez e fecho novamente. Quando termino, volta a trabalhar como novo. Então, porque será que ganho tão pouco e o doutor tanto, quando o nosso trabalho é praticamente o mesmo?
O cirurgião sorri e inclinando-se segreda ao ouvido do mecânico:
- Tem que tentar fazer isso com o motor a funcionar..

4 de agosto de 2010

E se fosse o Turismo Inclusivo?

As Actividades Turísticas devem respeitar a igualdade entre o homem e a mulher, devem promover os direitos humanos e especialmente os direitos específicos de grupos alguns como crianças, idosos, deficientes, minorias étnicas...
E antes de mais deveriamos abrir um espaço de estudo, reflexão e conscientização quanto à questão do turismo inclusivo...
Como todos sabemos a segmentação de mercado faz surgir nichos cada vez mais especializados, como o do deficiente físico, exigindo uma atenção mais acuidada para que ele possa desfrutar das mesmas oportunidades... Mais, é primordial que haja condições, tanto dos profissionais que estãona sua recepção tanto ao nível das mudanças na arquitectura.
E, no entanto, apesar da simplicidade são negadas essas possibilidades de acesso aos produtos turísticos...
Vão por mim e... mostrem que a adaptação das condições exigidas nas entidades ligadas ao turismo, exige muito pouco. Apenas necessitam de responsabilidade social, de consciência inclusiva, de pesquisa de mercado, de atitudes empreendedora, criatividade e inovação.

Vá ao Torrão...

Destaque: Sábado às 21.00 horas « Grupo Feminino de Cantares do Xarrama»

3 de agosto de 2010

Fazer do Turismo uma âncora

A apresentação de múltiplas propostas de revitalização da cidade de Alcácer do Sal é de extrema importância para as gentes da nossa terra.
Por vezes parece que as várias possibilidades estão desligadas umas das outras mas, todos em conjunto, podem ser genericamente interessantes.
E a ideia da aposta em equipamentos culturais como âncora seria excelente... Mais do que atrair visitantes que procuram uma experiência autentica, o património histórico e cultural pode ser o motor de um desenvolvimento sustentado.
Âncoras culturais precisam-se na zona alta do castelo e na zona baixa do rio. Com uma sinalética visível e uns funcionais vasos comunicantes capitaliza-se o monumento âncora e torna-se mais atraente o percurso até ao outro ponto estratégico turisticamente desejável.
A âncora tornar-se-ia assim a ponta de uma rede cultural, um ciclo virtuoso de sustentabilidade.
Por exemplo, a Cripta Arqueológica, uma das principais atracções da nossa cidade, funcionaria como «hub», recebendo os visitantes e distribuindo-os para outros destinos. E neste caso, outros pontos de interesse como uma zona dedicada ao artesanato outra onde se concentraria a oferta gastronómica local ou ainda outra que ajudasse o turista a contruir um itinerário para visitar e explorar o nosso concelho... e o Torrão é aqui tão perto.
Há que dar unidade a um todo inicialmente disperso. E esta dinamização de corredores culturais ancorados em centros estratégicos gerariam um efeito económico multiplicador como a dinamização do comércio local e a divulgação da marca de Alcácer do Sal...
Vão comigo e façam turismo... e já agora saibam que esta pode ser uma realidade a muito curto prazo na nossa cidade. Mais turistas levam a um maior investimento no património, que por sua vez atrai mais turistas.

2 de agosto de 2010

Âncora

Uma âncora é um instrumento náutico pesado, geralmente de metal, que serve para prender o barco em fundos rochosos, lodosos ou arenosos, fixando-os na posição desejada.
Será que temos uma âncora em Alcácer do Sal?
Procurem comigo e ... digam quais são as nossas âncoras...

1 de agosto de 2010

Frases para pensar...

"E quem gosta da Comporta, já não vai à Comporta..."
Quem disse isto não fui eu, mas como vou passando por lá acabei de constatar o óbvio...
Por isso, ao fim-de-semana, sigam-me e vamos até Tróia...

30 de julho de 2010

Um Julho de 2010 Quente

Segundo o Instituto de Meteorologia, "a região de Alcácer do Sal esteve sob a influência de uma onda de calor entre os dias 23 e 28 de julho".
E no dia 27 de Julho Alcácer do Sal foi a região mais afectada por esse calor registando a temperatura mais alta do país: 42,6 graus centígrados..
Vão comigo e desaparecem num bonito lençol de água...

26 de julho de 2010

CyberFriends... embora lá...

Há quem pense que as coisas da Internet são todo um perigo, ciladas, perversão, etc., etc.

E aqueles que mais desdizem são os que não gostam de praticar! A mim arrepia-me, ver, ler e ouvir personalidades dizerem com um ar sapiente: isto das novas tecnologias é para os …

O que eu verdadeiramente penso é que todos aqueles que se recusam a aceitar a evolução dos tempos, vêem passar ao lado todo um somatório de possibilidades que estas inovações nos proporcionam. Não é só em termos pessoais, mas também em termos profissionais! É extremamente importante procurar acompanhar toda esta corrente de informação tecnológica, posta afinal de contas, para o nosso benefício!

Claro que como em tudo na vida, tem de haver moderação no uso de tudo o que compõe este manancial de possibilidades para podermos tirar todo o benefício! Temos que de ser inteligentes e pôr a nossa massa cinzenta em permanente acção! Ou será que andamos neste mundo só por andar?

Por isso não tenham medo e naveguem...

Vá comigo... e torne-se um compincha no FacaBook... porque é um espaço que deve estar quase a ser substituído por outro ainda melhor...

16 de julho de 2010

Boa Notícia

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal decidiu oferecer os manuais escolares a todos os estudantes do 1º ciclo, da rede pública do concelho, para o próximo ano lectivo ( 500 alunos).
A Câmara Municipal considera este investimento na educação como uma aposta no futuro das nossas crianças e, apesar do esforço financeiro, será um apoio muito importante para a grande maioria das famílias de Alcácer do Sal.
A autarquia anunciou ainda outras medidas como o apoio financeiro a alguns dos alunos mais carenciados do concelho, atribuindo 50 euros a alunos do escalão A e metade do valor aos alunos do escalão B.
Por isso escutem o futuro e... ofereçam mais educação aos vossos filhos tendo como o objectivo uma melhor qualidade de vida em Alcácer do Sal.

14 de julho de 2010

Finalmente....

O nosso Presidente da República, depois de uma leitura muito atenta ás mensagens deste blogue, declarou « A resposta às situações de emergência social não podem deixar de ser uma primeira prioridade, as pessoas estão de facto primeiro»...
Por isso vão por mim e... respondam sempre ás pessoas e não se preocupem com as coisas...

13 de julho de 2010

O futuro está aí...

E se quem nos governa desse mais atenção a todos os Alcacerenses e ajudasse a desenvolver condições mais favoráveis para que a próxima geração possa ser livre, solidária, feliz e trabalhadora?

12 de julho de 2010

A propósito da paternidade...

Todos sabemos o que é ser filho... Todos sabemos o que é ser pai...
Mas será que o dinheiro serve para se poder ser Pai???!!! Poderemos comparar o dinheiro de uns á presença dos outros?
Há alguns que são um fenómeno global... e como deuses que são tudo podem...espalham o seu sémen por aí e são pais...
Todo o seu poder continua concentrado em si mesmo... eu sou o centro do mundo e nada poderia partilhar...
O casamento ou regime familiar, a infidelidade ou o divórcio são instituições que poderiam e deveriam ser partilhadas... mas não... Quero todo o Poder...!!!
E assim anulou-se a família e a mãe... e a mulher ficou reduzida a uma operária anónima que trabalha para sobreviver nesta vida!!!
A procriação por encomenda pode ter estas nuances....
Mas uma coisa seria e é sempre certa: o filho terá sempre o nome do Pai...
Como um herói de outros tempos tudo tem o seu auge... mas a vida ensina que ...
Por isso vão por ele... e se quiserem estar sozinhos tornem-se deuses por um dia...

6 de julho de 2010

Prove Portugal... em Alcácer do Sal

Alcácer do Sal há muito que vem apostando num turismo de valor acrescentado, do qual terá de fazer parte o gastronómico.
E este Turismo será um convite para pessoas genuínas, de qualquer parte do mundo, que percorrem as nossas terras procurando novos sabores no prato e no copo.
E é este, segundo o Turismo de Portugal, um dos grandes objectivos do programa «Prove Portugal» que pretende «garantir a qualidade dos produtos nacionais, da restauração, vinhos e da diversidade culinária». Ele pretende, também, aumentar a visibilidade, o reconhecimento e a percepção, nacional e internacional, de uma Gastronomia de excelência, sustentada em produtos genuínos de grande qualidade e em profissionais que, a cada dia, reinventam a nossa cozinha e os nossos vinhos.
E como este programa conta com a mobilização dos agentes públicos e privados nós em Alcácer do Sal devemos procurar intervir e actuar, rapidamente, na concretização da promoção da identidade gastronómica de nossa cidade e do nosso concelho.
Por isso vem comigo.... e famos fazer da gastronomia de Alcácer do Sal um factor competitivo e diferenciador no século XXI.

4 de julho de 2010

Estes são os dias quentes de Verão...

O Verão já chegou.... para quem ainda não tinha reparado...
As temperaturas elevadas que se têm feito sentir nos últimos dias indicam-nos o caminho da Comporta...
40 graus para Alcácer do Sal???!!!
Nunca é demais recordar que a exposição a temperaturas elevadas durante vários dias pode provocar desidratação e agravamento de doenças crónicas, sendo especialmente vulneráveis as crianças nos primeiros anos de vida, idosos e doentes crónicos.
Mas, nem tudo são boas notícias... temos de continuar a trabalhar...
Por isto tudo... fiquem comigo... que quietinhos e á sombra é que estamos bem...com muito gelo!