31 de dezembro de 2011

Que venha o 2012


Estou ansioso por ver 2012 chegar. Estou optimista. Isto porque os períodos de crise costumam inventar soluções e ideias inesperadas. Portanto, a inovação está aí...
E como todos, também tenho pela frente vários desafios e algumas mudanças.
E como em todos os dias da minha vida espero integrar um projecto novo e estimulante. 
A minha aventura neste blogue em 2011 está a chegar ao fim. E olhando para o ano 2011, vejo que aprendi imenso com as pessoas que conheci e com as que passaram por aqui.
Vamos lá a ver então como nos vai receber o 2012.

26 de dezembro de 2011

Brincadeiras para meninos em férias


Como tens um pouco de tempo livre experimenta fazer o seguinte:


a) Pega no livro que estás  aler;
b) Abre-o numa página qualquer;
c) Partilha 2 frases de qualquer sítio da página neste blogue;
d) Partilha também o título e o autor.


Eu agradeço que leiam.

25 de dezembro de 2011

Feliz Natal II



Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei !
Fernando Pessoa


Feliz Natal I


24 de dezembro de 2011

Histórias Falsas


Hoje acabei de ler mais o livro «Histórias Falsas» de Gonçalo M. Tavares. E não há nada para enganar. Este livro é mesmo um engano. É um conjunto de pequenas histórias que poderiam ser verdadeiras se não fossem quase falsas. Ou como diria o contramestre um conjunto de pequenas histórias que poderiam ser falsas se não fossem quase verdadeiras.
É curioso perceber como e quando um livro poderia ser verdadeiro até certo ponto... ou onde poderia ser uma ficção até certo ponto.
É desta forma que  Gonçalo M. Tavares  agarra em figuras ligadas à filosofia e constroi as suas histórias “reais” à margem do que viriam a ser as suas histórias míticas e/ou históricas. Ou seja, é um exercício da utilização da verdade/verosimilhança, como estratégia da ficção. 
Temos que apreciar as suas abundantes frases conceptuais, que parecem encerrar uma verdade inquestionável, quase impossíveis de alterar.

20 de dezembro de 2011

Ler

Um Livro Roubado pode ser importante para ensinar Tudo a muitas pessoas.

16 de dezembro de 2011

Como funciona um link?

Algumas vezes pensamos em alguém que já não vemos há muito tempo. e há dias em que pensamos muitas vezes. E não é que ela parece aparecer do escuro e manda um «Olá» sem que estivéssemos à espera?
Há quem envie um sms, há quem nos dê uma pancadinha nas costas, há quem se cruze numa qualquer esquina da vida e há quem nos procura!.
E como não podia deixar de ser começamos a pensar que fomos nós que a chamámos com os nossos poderes mentais e que ela nos ouviu!
Mas talvez tenha sido o contrário. E tenha sido aquela pessoa em quem pensamos que nos tenha alertado que queria estar connosco.
E para quê? Para dizer que ia aparecer outra vez na nossa vida.

11 de dezembro de 2011

A falência do «Público»

A publicidade já não dão para pagar facturas.
Segundo o último relatório da Sonaecom, relativo aos primeiros nove meses do ano, o jornal "Público" registou um prejuízo de 2,7 milhões de euros e os capitais próprios negativos estão avaliados em 936 mil euros.
A Administração vai baixar salários. A redução salarial - a segunda num período de dois anos - atingirá, desta vez, salários brutos acima dos 1.600 euros.
O que virá por aí?

10 de dezembro de 2011

Ler ao contrário

«Se quiséssemos situar no século VII, VI ou V a. C. o índice histórico de uma suposta origem da filosofia, colocar-nos-íamos no ridículo que arrasta todo o genetismo. O genetismo acredita poder explicar o filho pelo pai, o ulterior pelo anterior; mas esquece, não sem futilidade, que se é verdade que o filho procede do pai – porque não há filho sem pai -, a paternidade do pai depende da existência do filho e não há pai se não há filho. Toda a genealogia deve ser lida ao contrário. E foi assim que cheguei à conclusão de que a criatura é o autor do seu autor, que o homem tem criado Deus do mesmo modo que Deus tem criado o homem. Logo a origem da filosofia situa-se no dia de hoje

Jean-François Lyotard, Por quê filosofar?

7 de dezembro de 2011

Barriga de Atum


A barriga de atum é um petisco fabuloso. Aqui para nós, que ninguém nos lê (literalmente), sou um grande apreciador de barriga de atum. Prefiro-a grelhada na brasa e por isso vou-me especializando nessa variante.
Uma brasa homogénea e não muito forte, sem deixar passar muito.
Coloca-se na grelha a divina barriguinha de atum e ...Um fiozinho de azeite... Uns orégãos... No tacho uma batata cozida com feijão-verde...Na travessa uma salada de tomate, alface... no pirex uns alhos cortados aos bocadinhos... Tudo regado, agora generosamente, com uns jarrões de vinho tinto. Meu Deus!
Mais uma vez obrigado ao Zé Miguel.
Que maravilha estar em companhia de pessoal «number one».
Uma coisa vos garanto! Não vou deixar de continuar deliciar-me com as minhas barriguinhas. Nem que me dedique à pesca do atum.

5 de dezembro de 2011

A saber...

" Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um efeito, mas um hábito. "
Aristóteles


Obter o grau máximo de qualidade ou perfeição, ser excelente nas acções que realizamos, implica estar sistematicamente a ultrapassar os limites. E isto não é o mesmo que politicamente correcto.
Poderá ser um choque para alguns!
Fiquei encantado e quero agradecer a todos.

30 de novembro de 2011

Prazeres...


Quando deixamos a vida, a vida real, apesar de podermos deixar alguma coisa aos que cá ficam, não podemos levar nada connosco.
«Carpe Diem». Vale mais aproveitar o dia. É melhor aproveitar enquanto cá estamos.
E são esses momentos que recordamos. E são esses pequenos grandes prazeres que dão um sentido profundo à  minha vida e a mim mesmo, enquanto pessoa. Pelo menos as melhores recordações que tenho são momentos de grande prazer.
Existe algo melhor que um bom almoço, rodeado de amigos?
Ou uma esplanada espaçada de bem estar e falar com um copo de vinho tinto ou um balão de aguardente velha, enquanto se apanham uns raios de sol de inverno?
Este é um dos pequenos grandes prazeres de que hoje falo já que hoje o vivi!

24 de novembro de 2011

Temos culpa da dívida?


Como todos sabemos a linguagem faz parte do Homem. O Homem é um ser falante.
E é com esta linguagem que comunicamos com os outros. Mas assim como comunicamos e estamos de acordo com os outros pela linguagem, também é com ela que mostramos os desacordos e gerimos os respectivos conflitos.
Acordos e desacordos podem, pois, nascer da própria linguagem.
E depois desta introdução, o que pretendo dizer?
Apenas pretendo dizer que em alemão a palavra que traduz a nossa “dívida” é a mesma que diz a nossa “culpa””. «Schuld». Schuld tem os dois significados. E esta questão do significado pode ser uma das condicionantes para explicarem o estado de coisas.
Para a senhora Angela Merkel e todos os outros cidadãos alemães nós somo culpados pela dívida.
- Eles são culpados. Mais do que terem dívidas são culpados. E este não é mais do que um preconceito religioso...
Por isso eles não pensam como nós já que não querem acarretar com a culpa dos outros.
Quanto à dívida...essa não sabem o que lhe fazer. Nem nós.
Mas os nossos governantes portugueses sabem. Culpabilizam os cidadãos colando-lhes as dívidas dos «Outros».

23 de novembro de 2011

18 de novembro de 2011

Troca de correspondência entre Alemães e Gregos...


Um cidadão da Alemanha escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos nos iis.

«Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber»



Resposta de Georgios Psomás


«Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter,
sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter:
 na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás»

17 de novembro de 2011

Histórias Picantes

À semelhança do que muitas editoras fazem em volta das carnes, dos peixes e das sopas, a Casa das Letras reúne agora num volume um conjunto brilhante de histórias que ardem na boca.
Alguns já ouviram falar em múltiplas receitas picantes. Muitos já ouviram falar de histórias picantes.
Para quem gosta de ler e de pratos picantes, aqui tem este volume bonito que se pode tornar um excelente presente de Natal. 
E acreditem. Este livro «Picante» junta contos de diversos autores com receitas de fazer sair fogo pela boca.
O lançamento é hoje às 18h00, na Livraria Barata.

16 de novembro de 2011

Afinal?

Os representantes da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, a famosa «troika», tiveram ontem uma reunião com os deputados da comissão parlamentar que acompanha a aplicação do plano de ajuda externa a Portugal.
Um deputado português, quis saber a razão de estar previsto o pagamento, nos próximos quatro anos, de comissões no valor de 700 milhões de euros, aos quais se devem juntar os respectivos juros, indicados pelo Ministro das Finanças no Parlamento.
Os membros da troika desmentiram. A verba total, correcta, é de 400 milhões.
Afinal???
Para onde vai o dinheiro???
Assim é que é Vitor Gaspar.

13 de novembro de 2011

Recordemos Amadis de Gaula...

"- Quero pôr-vos um nome que será conforme à vossa pessoa e à angústia em que sois posto:  que vós sois mancebo e mui formoso, mas a vossa vida está em grande amargura e trevas. Quero que vos chameis Beltenebroso".

Será que ele já conhecia algum dos nossos grandes líderes?

Quem vai a seguir?


Não sei bem porquê, mas ao ver este cartoon lembrei-me do que a senhora Merkel tem feito a muitos dos chefes de estado da zona Euro...
Depois do primeiro-ministro grego, Papandreou, já lá vai o italiano Berlusconi...

6 de novembro de 2011

Dia Mundial da Filosofia 2011

A 17 de Novembro comemora-se o Dia Mundial da Filosofia.
A propósito desta data, o projecto o projecto FilocriatiVIDAde,  filosofia e criatividade, vai realizar um Banquete Filosófico subordinado ao tema do amor. O «convidado de honra» será o mestre Platão e a sua obra Banquete.
O jantar terá lugar no Palácio dos Sonhos, sede do projecto DaCozinha, no próximo dia 18 de Novembro.

Inscreve-te e Participa...

3 de novembro de 2011

A crise na leitura... por austeridade

Dados recentemente divulgados revelam que os portugueses estão a comprar menos livros. Já agora, também estão a ler menos jornais. O número de leitores dos jornais portugueses, mesmo dos mais vendidos, chega a ser ridículo.
E ler livros é um privilégio de alguns com mérito!

2 de novembro de 2011

A crise... é já a seguir...


Então é só seguir o fio à meada...
.... a normalidade do funcionamento da União Europeia está em pleno.... os juros da Itália estão quase naquele ponto onde não deviam estar e já estão ... o presidente da Fiat - Ferrari quer que o Berlusconi vá a banhos para Montecatini e faça os seus bacanais sem problemas .... na Alemanha andam todos preocupados em saber a quem vão vender a tecnologia que fabricam e que os alemães não querem comprar ...o Mister Cameron lá das Ilhas Britânicas pensa que... e como não está dentro está determinado em vender a sua posição mesmo que ninguém pareça interessado no que ele tem para dizer .... o Monsieur N. Sarkozy anda numa roda viva da maternidade para a cimeira mas também está determinadissimo e aguarda mais um par de excelentes sapatos com saltos altos .... o J.M. Barroso pensa que é o máximo, sabe como é... e rapidamente torna a ignorar realmente a natureza da coisa em si mesmo .... e já o nosso P.P. Coelho percebe bem o buraco, tapa-o com o dinheiro do povo e vai para a América saber das melhoras financeiras do comandante lá do sítio! 
E já agora na votação do referendo Grego esperamos que não haja. Votamos a favor da abstenção .... 
palavras para quê?

Sim ao referendo

G. Papandreou, primeiro-ministro da Grécia, disse que ia referendar o pacote decidido em Bruxelas (no passado 27 de Outubro) pela Droika Merkel & Sarkozy. Porque será que quer referendar o perdão de 50% da dívida grega aos bancos? Como era de esperar, o anúncio pôs os economistas e engenheiros financeiros em polvorosa.
Mas Papandreou ainda fez melhor: vai pedir uma moção de confiança no parlamento.

É assim que se procede nos países democráticos. Têm de ser os Gregos a dizer se querem continuar a ser tratados como até agora.

30 de outubro de 2011

Hora de inverno

Não fiquei espantado que o iPad tenha actualizado imediatamente a nova hora de inverno.
Mas ainda vou ficando espantado que o sino da igreja dê as badaladas certas. Como se o vento tivesse mãos para acertar as horas de ouvido...

26 de outubro de 2011

Nem crise nem recessão



Hoje fui almoçar a um excelente restaurante em Santa Catarina de Sítimos. A comida estava divinal. A cozinheira foi excelente. O ambiente saudável era espirituoso.

Para entrada queijo de cabra curado e banha de porco do cozido a meias com um pão do Torrão. Os convivas iam entrando. De todas as idades. Homens há muito habituados a viver da terra. Vão fazendo contas à vida. A chuva da manhã tinha juntado alguns deles junto a um telheiro os quais, sem poderem iniciar a jorna, foram mastigando uns figos secos e bebericando uma aguardente de pêro.
Grão com mão de vaca numa mesa corrida para treze. Vinho tinto alentejano produzido por um casal holandês.
Afinal só participaram dez convivas mas o final foi o mesmo. O tacho da comida foi embora e apenas restaram umas couves do cozido de alguém que queria «algo diferente».
Falou-se um pouco de tudo. Conversas sobre vacas, ovelhas e galinhas. Se a chuva veio para ficar. Todos queriam vender um animal para a arca.
A crise também apareceu lá no Telejornal. Víamos o que ia acontecendo e comentávamos como quem não quer saber.
- Será que o meu rebanho dura todo o inverno?
Depois de umas sobremesas doces e escorregadias provou-se a aguardente da casa e esperou-se que a chuva passasse. O que poderíamos fazer?
Admiramos os Gregos que são amigos e trabalhamos para voltar a estar todos juntos outra vez. Nem crise nem recessão.

24 de outubro de 2011

Privado VERSUS Público


Meus caros leitores:
Esta história, enviada por email por uma amiga, é elucidativa e não resisti a publicá-la...

«Trabalho no privado e ganho 475€ na folha de ordenado e por "baixo da mesa" recebo da Empresa onde trabalho mais 1200€ em papel moeda. Tenho direito a automóvel da Empresa de alta cilindrada e envelopes mensais recheados com 300 € para gasóleo.
Tenho ainda direito a almoço completo no bar da Empresa com grande variedade e qualidade pagando apenas uma senha no montante de 1 € por dia.
Quando vou à Caixa de Previdência, marcar uma consulta estou isento de taxa moderadora, porque na minha folha de ordenado apenas aparecem os 400€.
Esta é a realidade de milhares de trabalhadores portugueses!
A minha esposa que tirou um curso superior, trabalha na função pública com horário oficial das 09 às 17h. Nunca consegue sair antes as 19:30 horas, sem ganhar um cêntimo que seja, dado que do quadro de 6 funcionários 3 foram aposentados e não foi colocado mais nenhum!
Ganha 800 €uros, já com subsídio de refeição incluído, desconta
mensalmente 150€ de I.R.S; 50€ para a Caixa Geral de Aposentações, 25€ para a ADSE, 10€ para uma verba que se destina ao pagamento futuro do funeral (comum a todos os funcionários públicos), e outros mais descontos que não me lembro.
Feitos os descontos fica com 565€ "limpos", dos quais ainda retira 58€ mensais para o passe e gasta cerca de 5€ diários para almoçar de pé ao balcão de um café.
Trabalha num Edifício público degradado, a manusear pastas de
documentos cheias de pó onde circulam baratas ratos e outras pragas, e com computadores e sistemas informáticos do século passado, sempre a encravar. Atende dezenas de cidadãos por dia portadores das mais diversas doenças infecto- contagiosas e tem a seu cargo assuntos de muita responsabilidade.
Há dois anos que o Sócrates lhe congelou o ordenado e não preenche o quadro de pessoal, no entanto, os inspectores do serviço, aparecem a cada passo em cena, de forma prepotente a dizer que o trabalho devia estar mais em dia!
Quando a minha esposa vai à Caixa de Previdência marcar uma consulta paga taxa moderadora.
Se for a um médico da ADSE de descontos obrigatórios, paga a
totalidade da consulta, e largos meses depois, recebe uma pequena
percentagem do que pagou.
Todos os dias no serviço "ouve bocas" dos utentes contra a função
pública, que imaginam ser um "mar de rosas".
E vocês neste cenário socratista, gostariam de ser funcionários
públicos? Eles é que são os parvos que pagam os impostos na totalidade e sustentam o país!
É claro que eu com o que ganho por fora, comprei um seguro de saúde a uma Companhia de Seguros, e vou aos médicos que quero!
Sou um "coitadinho" do privado que só ganho oficialmente 400€, tinha direito a isenção de taxa moderadora, mas mesmo assim não estava para esperar 6 anos por uma consulta, que com a saúde não se brinca!
Quando a minha esposa chega a casa vem exausta de um trabalho, que se fosse num privado, aparecia o IDICT e a ASAE e encerravam de imediato a porta por falta de condições!
Quando o Sócrates atacava a função pública, era apenas música para analfabetos que apenas possuem orelhas!»

Não sei quem escreveu este texto, mas devemos agradecer, por expor grandes verdades da nossa realidade... 

21 de outubro de 2011

Aquilo que realmente não vemos!

As coisas mais importantes e misteriosas da nossa vida não são fabricadas e embaladas numa qualquer indústria, como se fossem latas de salsicha em miniatura. Os factos realmente marcantes não trazem o prazo de validade à vista,  daí ser tão difícil dizer ao certo o dia em que começam ou acabam.
Quem olha ao seu redor, vendo quem corre ao desvario,  está sempre de olhos vendados para o que a vida realmente mostra.
Aprendemos a tactear com os olhos, procuramos agarrar o sentido das imagens e  simplesmente estamos condenados a construir a memória do que não foi testemunhado.
Por outro lado, também os que nos rodeiam têm os olhos tapados para ver, precisamente, quem os vê.
Uma imagem desconhece sempre o rosto dos seus espectadores.
Todos queremos conhecer quem e o que nos rodeia mas deles apenas ficamos com sinais sem nome escondidos em lugares secretos.

19 de outubro de 2011

Diogenes também tinha um cão


Diógenes, o grande filósofo cínico dos  séculos V-IV a.C. dizia ao colossal conquistador Alexandre Magno para não lhe fazer sombra. 
Exigia, pois, o gozo do sol. O filósofo que que sempre desprezou de forma ostensiva os ricos, os poderosos e as convenções sociais era apenas um mendigo que queria gozar o sol. E tal atitude terá deixado estupefacto o Grande Alexandre que tentara ser prestável do alto do seus poderes imensos ante alguém necessariamente menor. Mas para ele tudo o mais não passava de vento e passageiro e dessa perspectiva ainda temos muito que aprender...
E esta famosa acção de Diógenes, algo confrangedora na ressaca consumista Grega dos tempos que correm, talvez escape aos seus arruinados descendentes, mas o exemplo do cínico que mendigava junto às estátuas é-lhes provavelmente mais próximo. 
Sempre que pedia Diógenes dirigia-se às estátuas inertes e silenciosas pois que, afirmava, era coisa que o habituava ao "não" e "toma lá nada" como exemplos da dádiva e compreensão do dia a dia. 
Dos cães que sempre acompanharam o filósofo sobra ainda agora a ironia da presença destemida nas manifestações no centro de Atenas de "Loukanikos", o último em linha da estirpe de rafeiros impenitentes que sempre ladraram à desordem que é lei das mulheres e dos homens. 
Os gregos têm a sombra de Diógenes cada vez mais por perto...
Mas eu penso que merecem o nosso respeito e uma demonstração clara que estamos com eles e que somos como eles: civilização Ocidental.

18 de outubro de 2011

Foto com 18.000 homens tirada em 1918


É incrível que esta foto, tirada há tantos anos,  ainda exista! 
Esta foto foi tirada em 1918. 
Acampamento de treino de Camp Dodge, Iowa. 

17 de outubro de 2011

Escutem: o que nos dizem não é a realidade!


No campo da filosofia da linguagem já se conseguiu provar que a função de uma palavra não se resume à sua capacidade de referir uma coisa que existe no mundo. A palavra pode, agora, ser entendida como um instrumento de referência ou entendida como um instrumento de significação.
Basta observar uma criança. Ela aprende a falar atribuindo, precisamente, um conjunto rígido de sons a um objecto concreto que lhe desperta curiosidade ou afecto ("papá", "mamã", "ão ão", "papa", etc.). Mas depressa se vai habituando a utilizar as mesmas palavras em sentidos diferentes. Pensa-as sem objecto.
Penso que seríamos mais rigorosos se formulássemos o problema do seguinte modo: uma palavra refere sempre uma coisa que existe no mundo mas, uma palavra, pode também ser pensada separada da realidade. Uma palavra por si só não tem valor nenhum. Apenas associada tem valor. Há quase sempre "aquilo" a que uma palavra se refere. Mas a palavra tem vida própria.
O que caracteriza a linguagem não é apenas referencial e por isso temos a faculdade de a pensar e re-pensar. A in-coincidência discurso-objecto é por isso um dado essencial e a linguagem poderá encerrar um suposto mundo estável, indiscutível,  que no limite se impões como verdade-tirana.
O domínio da linguagem passa a ser probabilístico e não a lógico.
Os nomes das coisas deixam de estar cristalizados.
Mesmo que estejamos apenas reunidos, ao sábado, à volta de uma mesa carregada de «minis» a dizer meia dúzia de disparates, estamos a tentar construir a possibilidade de relações afectivas. Escolher o que se diz, o que se não diz, o que se diz literalmente, o que se diz com o olhar, etc.
E a verdade de uma frase é um conjunto infinito de mundos possíveis nos quais a frase é verdadeira. Permite tanto formular hipóteses científicas como juras de amor eterno, permite construir promessas aos eleitores ou sonhar com o Paraíso.
Naturalmente... É pela linguagem que nos enganam. A mentira consciente está por aí em abundância. 
Triste sina a nossa. Construímos a arma perfeita. Mas essa arma, a palavra, é usada para nos enganar. E nós acreditamos.
Aquilo que estamos a viver realmente, só se passa na Grécia. E dessa teremos de fugir.
Viva a Grécia... Aquela que inventou a palavra em democracia!

14 de outubro de 2011

Comunicado


Caros amigas e amigos:

Não preciso de vos dizer que vivemos momentos da maior gravidade. Todos (...) estão a sentir nas suas vidas os efeitos de um terrível estrangulamento financeiro da nossa economia.para cumprir as suas funções básicas (...).
Assim, informo que a partir deste momento não irei oferecer prendas de Natal a ninguém, folar da Páscoa, assim como quaisquer presentes de aniversário. Deixarei de trabalhar no meu computador e ou imprimir qualquer folha para a Escola. Pautas, grelhas, actas, testes, planificações....
Se o meu plafond terminar terminou. Deixarei de imprimir e fotocopiar mesmo que isso implique a não realização de funções básicas!
A partir de agora os materiais de trabalho passarão a ser requisitados; livros, canetas, lápis e papel...
Como a Internet não é uma necessidade ela será desligada. Deixarei de ter e-mail. Não acederei ao Moodle...
..................
No início do próximo ano, e em função da volatilidade da situação, outros cortes irão ser feitos e anunciados em devido tempo...
Esta medida é temporária e vigorará apenas durante (...) o tempo que eu julgar necessário. A gravidade da situação assim o exige. Mas também o exige a grandeza do propósito.

Obrigado pela compreensão.

* O texto em itálico é retirado do discurso de Pedro Passos Coelho, de 13-10-2011.

12 de outubro de 2011

Um dia recuperarei esta mensagem... Tenho a certeza!


"Alguma coisa está agora a acontecer. O que é, não é exactamente claro. Mas podemos, finalmente, estar a assistir ao nascimento de um movimento popular que, ao contrário de outros, está irritado com as pessoas certas."

Aquilo que acabaram de ler é o comentário do economista norte-americano Paul Krugman (Prémio Nobel da Economia de 2008), acerca do recente movimento «Occupy Wall Street».
Este movimento surgiu no centro financeiro de Nova Iorque mas rapidamente se alargou a outras cidades dos Estados Unidos e manifesta-se contra a ausência de repercussões legais sobre os responsáveis e beneficiários da crise financeira e económica em todas as partes do mundo e particularmente na Grécia e na Europa.
Em resumo, eles exigem medidas contra quem, detendo o poder, agiu de forma errada. Querem que a gula financeira e empresarial seja abolida!

Penso que havemos de ouvir falar, repetidamente, deste "pequeno" movimento. 

10 de outubro de 2011

Será que o IVA dos livros vai aumentar?


Se o próximo Orçamento do Estado contemplar uma subida do IVA para os livros (que está nos 6%), a maioria dos portugueses, já em grandes dificuldades económicas, arrisca a nunca mais ler.
E depois, que tal criar um novo Plano Nacional da Leitura?
Contradições...

7 de outubro de 2011

Nobel da Literatura

Tomas Tranströmer, 80 anos, poeta sueco, ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Um dos seus poemas é sobre Alfama.

3 de outubro de 2011

Há quem ofereça livros!

O jornalista do Jornal Público, João Pedro Pereira, por razões várias, desistiu de acumular livros.
Por isso, montou um pequeno site onde põe os livros que tenciona dar.
E mesmo que não queiram nenhum, podem saber de alguém que lhes queira dar um futuro diferente do que o contentor da reciclagem, diz ele.
Ai os livros.... Ninguém lê... Reparem no que aconteceu... http://folhear.com/livros/2011/10/um-dia-bastou/#more-191 ...
... e talvez, um dia, podem receber o livro que sempre quiseram ler.

30 de setembro de 2011

Para acautelar...


Tenho amigos, em diversos graus, de todo o arco político.
Como é natural, na política e em democracia, cada um tem a sua opinião sobre  o que se passa.
Alguns, diziam sobre o anterior governo o que Fidel nunca disse dos capitalistas. Até gosto desse tipo de argumentação.
Mais: penso que a multiplicidade de opiniões é salutar neste sistema político. A tolerância fica bem a todos.
(...)
Por isso, não compreendo como, agora, alguns desses amigos vêm dizer, sobretudo aqueles que pensam que o último governo foi o pior desde o nascimento de Cristo, que esta é a melhor governação desde a invenção da roda.
Tudo é aceitável. Mas também terão de ler as minhas opiniões. E quem não conviver bem com a minha opinião que meta  férias.
Pode ir à Grécia, à Alemanha ou à China, tanto faz.

28 de setembro de 2011

Dia do Diploma


Depois de amanhã, Dia do Diploma, os melhores alunos do ensino Básico e Secundário iam receber o Prémio de Mérito. Um diploma e um cheque de 500 euros.
Iam... mas já não vão. Alguém mandou cancelar o prémio.
As escolas e os alunos foram apanhados de surpresa mais uma vez. Depois de uma certa tradição, sobre a qual muitos não estariam de acordo, o procedimento acaba sem muitas informações.
Lá se vai o mérito.. ( Mais uma vez se confirma que só tem mérito quem os políticos querem!)
Mas... e isto é tipicamente português... Como as cerimónias do Dia do Diploma vão ter lugar nos termos em que estavam previstas, embora sem prémio.... poderia existir a possibilidade de professores, pais e alunos dizerem o que pensam... 
Mas,  também não irá acontecer tal coisa!

23 de setembro de 2011

Vivo até à Morte


Paul Ricoeur (1913-2005) foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial.
O seu trabalho estendeu-se aos mais variados campos, desde o simbolismo religioso à psicanálise, passando pelas teorias da história, análise filosófica da linguagem, ética, estruturalismo, teoria crítica, teologia, semiótica, psicologia, estudos bíblicos, teoria literária, fenomenologia e hermenêutica, numa abordagem intelectual verdadeiramente interdisciplinar.
Neste livro de 1996 «Vivo até à Morte» Paul Ricoeur, com 83 anos, coloca questões como “Que posso eu dizer da minha morte?”, “Como fazer o luto de um querer-existir depois da morte?”.
São, por vezes, textos curtos, escritos com a mão trémula, uma vez que se encontrava já muito cansado. O último, de 2005, foi escrito um mês antes da sua morte.
Esta é uma longa reflexão sobre o morrer, sobre o moribundo e a sua relação com a morte e também sobre a vida após a morte.
Um belo texto que aconselho a todos os que querem viver melhor.

20 de setembro de 2011

Pensamentos do dia...


"Já que colocam fotos de gente moribunda ou morta nos maços de cigarros, por que não colocar também de gente obesa em pacotes de batata frita e salgadinhos, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas, de gente sem teto nas contas de água e luz, e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?"
Anónimo

15 de setembro de 2011

Eu vou revender botijas de gás


É claro que todos aqueles que usam botijas de gás em casa sabem que elas não são utilizadas até ao fim. Pelo menos na minha casa é o que acontece.
Ora, quando compramos uma botija de gás, compramos 45 Kg de gás. Mas quando  compramos outra, voltamos a pagar 45 Kg, já que não se tem em conta o peso da que entregamos para que se possa deduzir o gás que ela ainda leva.
Assim, o que acontece é que quem recolhe as botijas, volta a enchê-las, sem nunca gastar no enchimento aquilo que factura.
E é esta prática corrente que se torna ideal. É um nicho de mercado a explorar já que «ainda ninguém se lembrou de vender o gás ao Kg».
É o exemplo real do mercado do capital: todos perdem e só um ganha!

14 de setembro de 2011

Formação em Filosofia. Procura-se! Viva ou morta!

Ando com uma dúvida. E nada melhor do que a partilhar com o objectivo de melhor a esclarecer. E é uma dúvida de cariz meramente profissional.
Para ser sincero já sei que não vou progredir na carreira, mas, por via das dúvidas, vou fazendo formação. 
E a minha dúvida neste momento é a seguinte: vendo-me forçado a fazer formação na minha área de especialidade, onde é que se arranja tal formação? Ou seja, onde é que eu e os meus colegas de filosofia fazemos formação? Onde fazê-la é a minha questão?
Mas...
Há uma solução que tenho vindo a magicar: eu próprio preparar a formação. Ser formador e formando, ao mesmo tempo. Mas para tal preciso de tempo para preparar e acreditar a acção, tempo para dar a formação e tempo para receber a dita acção de formação... E no meio disto tudo, tempo é a coisa mais rara nos tempos que correm...
Se alguém conhecer outra via.... agradeço, desde já, a indicação para lá chegar... em tempo útil.

12 de setembro de 2011

Mistérios e questões

“É muito perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão completamente equivocadas”

Voltaire

10 de setembro de 2011

O pedinte e a lima

Um pedinte entrou  numa loja de um ferreiro pedindo caridade às ferramentas.
Depois de receber alguma coisinha de todas reparou que só faltava a lima. Aproximou-se e suplicou-lhe que lhe desse alguma coisa.
- Bem enganada estás - disse a lima - se pensas que te darei alguma coisa. Eu que tenho o costume, não de dar, mas sim de receber de todos!

Assim... Nunca deves esperar receber de quem só tem vivido de tirar aos outros...

8 de setembro de 2011

De regresso às aulas...

É isso mesmo... Custa sempre um bocado regressar ao trabalho depois de uns longos dias de descanso e horas de leitura muito reconfortantes.
Mas como trabalhei muito na escolha dos livros que levei comigo para férias, o tempo foi precioso e muito bem utilizado. Deu mesmo para tudo.
Agora estou de regresso e terei mais tempo para partilhar algumas ideias que nos tornam próximos. E para quem pensa que não me teria de aturar mais, estava redondamente enganado. Até porque tive saudades de estar aqui com todos.

6 de setembro de 2011

Café que J.Cortázar frequentava fecha... e abre a Nike!

Um dos cafés mais famosos de Buenos Aires acaba de fechar as portas.
O Richmond integrava a lista dos cafés mais notáveis da capital da Argentina e fazia parte do cenário boémio nos anos de efervescência cultural da cidade.
Este café, fundado em 1917, era um ponto de encontro de políticos, escritores e artistas, além de ser uma das atrações turísticas da cidade. Por lá passavam regularmente Júlio Cortázar, Jorge Luís Borges, Saint- Exupéry ou Graham Greene, o que colocava este café no coração da história da literatura do século XX.
No passado dia 14 de Agosto o café foi encerrado e os moveis retirados para dar lugar a uma loja da Nike. Mas, como foram os próprios proprietários do café que negociaram directamente com a Nike, o desaparecimento parece ser o destino mais que certo desta casa.
Esta é a tal forma simples da sociedade capitalista! Eu também sou... mas tenho pena!

1 de setembro de 2011

Esta é boa....

Nada de melhor para começar o mês de Setembro de 2011...

«A única certeza que podemos ter em relação às previsões do ministro das Finanças é que estão erradas
Miguel Beleza

29 de agosto de 2011

Génio, precisa-se...

Uma das ideias mais inquietantes, aprovada pelas maiorias, é que os génios são loucos. E isto significa que são seres com atitudes estranhas, comportamentos esquisitos e até com um perfil moral diminuto...
Mas esta é uma ideia que me preocupa. Como é que os que são verdadeiramente inteligentes, aqueles que elevaram a humanidade acima do animal selvagem, se apresentam como (in)humanos que num último confronto com a natureza tentam ir mais longe do que o permitido, criam a desordem na ordem, o caos num mundo organizado e um desconcerto supremo na engrenagem celeste.
Nada disto é lisonjeador para a natureza humana. Mas mais uma vez precisamos de um pateta genial que, com atitudes suficientemente bizarras, substituia um paradigma decadente por estado de esperança.
Que apareça, pois, um novo génio...


22 de agosto de 2011

16 de agosto de 2011

Os 10 mandamentos de Maquiavel

Numa daquelas conversas do dia a dia, que convidam à reflexão sobre alguns aspectos políticos da nossa vida hoje, surgiram algumas referências aos dez mandamentos de Maquiavel.
Por vezes ninguém acredita. e mesmo sem dar a certeza mandei que aprendessem através de uma pesquisa no google.
E como eu percebi, só nesse momento, que há público para estes ensinamentos resolvi adiantar, neste espaço, mais algumas informações.
Mas antes de mais... quem foi o tal Nicolau Maquiavel?
Foi, segundo rezam as crónicas, um notável escritor e político italiano (1469-1527) que teve a brilhante ideia de escrever os tais 10 mandamentos que ficaram célebres. E porque será? Já vão perceber porquê.
Eu li-os com redobrada atenção e sabem que.... facilmente, consigo, sem grande esforço, elaborar uma extensa lista de «políticos» que os cumprem à risca...
Aqui vão:
«1 - Zelai apenas pelos vossos interesses.
2 - Não honreis a mais ninguém além de vós.
3 - Fazei o mal, mas fingi fazer o bem.
4 - Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes.
5 - Sede miseravéis.
6 - Sede brutais.
7 - Lograi o próximo toda vez que puderdes.
8 - Matai os vossos inimigos e, se for necessário, os amigos.
9 - Usai a força em vez da bondade ao tratardes com o próximo.
10 - Pensai exclusivamente na guerra.»