30 de maio de 2011

O limiar da resistência

«Então Dédée disse que ia preparar nescafé. Alegrei-me por saber que pelo menos têm uma lata de nescafé. Sempre que uma pessoa tem uma lata de nescafé percebo que não está na última miséria; ainda pode resistir um pouco


Julio Cortázar

28 de maio de 2011

Já se vendem mais livros digitais que impressos...

Cada vez mais há um maior grupo de leitores a consumir livros digitais. E quem ganha são as livrarias que vendem na Internet.

E uma das provas desse facto é que a Amazon.com, empresa de comércio electrónico americana, afirmou que a venda de e-books (livros electrónicos) já superou a de exemplares impressos (capa dura ou brochura).
«Os consumidores estão a comprar livros em formato Kindle [leitor de livro electrónico da empresa] com mais frequência que livros impressos. Nós tínhamos esperança que isso aconteceria, mas nunca imaginamos que seria tão rápido», disseram os directores da Amazon, em comunicado à imprensa.
E assim, desde 2007 que a quantidade de livros digitais vendidos se vai aproximando e superando a de livros impressos.
Temos todos de nos ir adequando... principalmente porque os mais jovens já os utilizam no seu dia a dia.

Temos de tentar juntar o novo com o velho

Vai para uns dias que li a notícia que fechou a última empresa que ainda fabricava máquinas de escrever. Lembram-se delas?

Com as tablets, os portáteis e os computadores de secretária cada vez mais baratos, o fim desta maquineta, que acompanhou várias gerações de estudantes, já estava anunciado há muito tempo. Um dia teria de acabar e acabou.

Faz-me pena, porque fez parte da minha vida e haveria várias histórias a contar. Mais, os computadores dificilmente substituirão o charme dessa antiga maquineta.

Mas devo dizer: ainda tenho uma máquina deescrever em casa que vou guardar para o resto da vida...

E já agora vou contar uma história sobre computadores e máquinas de escrever. Estava um avô a «teclar» numa dessas velhinhas máquinas, mecânica ainda, quando o neto de oito anos se aproximou, visivelmente curioso. Ficou a ver o avô a dactilografar durante uns segundos, mal acreditando no que os seus olhos viam. Depois, boquiaberto e entusiasmado, exclamou: «Mas o avô tem um computador que escreve e imprime ao mesmo tempo!»

Enfim… era tão bom conciliar a tecnologia antiga com a tecnologia actual...

Algo universal como o Homem...

27 de maio de 2011

Todos os livros merecem uma capa!

Parece que há uns anos para cá, as editoras que precisam de somar vendas para subsistir, põem nos livro de literatura (mas que pode ser lido por toda a gente) uma dessas capas cheias de flores, que geralmente apelam a um público mais dado à ficção romântica e comercial.

A coisa parece que resulta, porque os clientes dão muita importância às capas e, como seria de esperar, os hipermercados apostam sempre em grande. Não sei, porém, se esses livros chegam ao seu público-alvo, que se calhar aquelas capas floridas afastam...

E isto vai acontecendo, quase sempre a mesma coisa, com os livros que vamos comprando recentemente, que sendo obras francamente literárias, têm aquela capa típica daqueles livros americanos muito leves passados com ricaças com casas na Florida...

Confesso que fico um bocado arrepiado quando vejo aquelas capas, mas, como tenho «uma mente aberta», e não me importo de capas «giras» compro-os na mesma e leio.

Há livros que merecem sempre a pena.... até com capas que parecem caídas do Moulin Rouge, Paris.

24 de maio de 2011

Instruções para dar Corda no Relógio

«Lá bem no fundo está a morte, mas não tenha medo.

Segure o relógio com uma mão, com dois dedos na roda da corda, suavemente faça-a rodar. Um outro tempo começa, perdem as árvores as folhas, os barcos voam, como um leque enche-se o tempo de si mesmo, dele brotam o ar, a brisa da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.
Quer mais alguma coisa? Aperte-o ao pulso, deixe-o correr em liberdade, imite-o sôfrego. O medo enferruja as rodas, tudo o que se poderia alcançar e foi esquecido vai corroer as velas do relógio, gangrenando o frio sangue dos seus pequenos rubis. E lá bem no fundo está a morte, se não corrermos e chegarmos antes para compreender que já não interessa nada.»



Julio Cortázar, Histórias de Cronópios e de Famas

23 de maio de 2011

Estudar para viver mais

Antigamente, dizíamos aos miúdos, quando não queriam comer, que o papão ou o velho do saco as vinham buscar. Ameaças parvas que, graças a Deus, apesar de continuarem na moda não são eficientes relativamente à televisão, à PSP ou ao computador.
Mas isto era antigamente... no século passado...
Numa notícia que li há poucos dias, tomei conhecimento que os pais e encarregados de educação de meninos e meninas que não querem estudar podem dizer-lhes umas palavras horrorosas: que, se não forem à escola e não aprenderem, vão viver menos tempo do que os marrões. É verdade... um estudo publicado na revista Brain, Behavior and Immunity mostra que o envelhecimento das células é mais rápido nas pessoas sem qualificações académicas e que, quanto maior for a «educação formal», mais longa e saudável será a vida.
Claro que a educação ajuda a tomar medidas e decisões inteligentes.... mas esta notícia, a ser verdadeira, pode criar uma geração que não vai querer trabalhar antes de chegar a velha – se lá chegar…

20 de maio de 2011

Distribuição do Tempo

Cada vez são mais os que crêem menos
Nas coisas que preencheram as nossas vidas,
Os mais altos, os incontestáveis valores de Platão ou Goethe,
O verbo, a pomba sobre a arca da História,
A sobrevivência da obra, a descendência e as heranças.

julio cortázar

19 de maio de 2011

Debates na TV

Se os debates eleitorais fossem um torneio de futebol alguns partidos seriam como as equipas a lutar pelos lugares europeus. Jogando sempre para o empate, perdendo a maior parte dos jogos e combinando alguns jogos para se limitarem a passar bolas nos respectivos campos.

18 de maio de 2011

Marionetas

Uma senhora que quer governar outro país da União Europeia para além do seu.


Um país que não é governado!

17 de maio de 2011

Ainda bem que é o amigo Bernard-Henri Lévy a dizer isto...

«Je ne sais pas ce qui s’est réellement passé, avant-hier, samedi, dans la chambre du désormais fameux hôtel Sofitel de New-York.[...] Ce que je sais c’est que rien, aucun soupçon, car je rappelle que l’on ne parle, à l’heure où j’écris ces lignes, que de soupçons, ne permet que le monde entier soit invité à se repaître, ce matin, du spectacle de sa silhouette menottée, brouillée par 30 heures de garde à vue, encore fière. [...] Et ce que je sais, encore, c’est que le Strauss-Kahn que je connais, le Strauss-Kahn dont je suis l’ami depuis vingt cinq ans et dont je resterai l’ami, ne ressemble pas au monstre, à la bête insatiable et maléfique, à l’homme des cavernes, que l’on nous décrit désormais un peu partout: séducteur, sûrement; charmeur, ami des femmes et, d’abord, de la sienne, naturellement; mais ce personnage brutal et violent, cet animal sauvage, ce primate, bien évidemment non, c’est absurde. [...] Son arrestation survient à quelques heures de la rencontre où il allait plaider, face à une chancelière allemande plus orthodoxe, la cause d’un pays, la Grèce, qu’il croyait pouvoir remettre en ordre sans, pour autant, le mettre à genoux. Sa défaite serait aussi celle de cette grande cause. Ce serait un désastre pour toute cette part de l’Europe et du monde que le FMI, sous sa houlette, et pour la première fois dans son histoire, n’entendait pas sacrifier aux intérêts supérieurs de la Finance. Et, là, pour le coup, ce serait un signe terrible

13 de maio de 2011

Penhoras...

A situação está tão difícil que até o empenho, dos que querem levar isto para diante, está penhorado!

8 de maio de 2011

Num reino onde tudo é verde

Via Verde, Recibos Verdes, Carta Verde, Boina Verde, Vinho Verde, Chá Verde, Guia Verde...
Terra Verde, Cabo Verde, Castro Verde, Vila Verde...
Verdes Anos...
Cesário Verde...
Tudo Verde!

7 de maio de 2011

As loucuras de uma vida em desagregação...

Calígula ficou na História como um dos Imperadores Romanos mais loucos, com relações esquisitas, vários casamentos falhados e uma saúde frágil que talvez explique o seu comportamento.

Uma das suas maiores excentricidades terá sido mesmo o tratamento que terá dado ao seu cavalo preferido que tinha o nome de Incitatus. Este cavalinho vivia no maior luxo imaginável: num estábulo de mármore, com uma manjedoura de marfim, enfeitado com um colar de pedras preciosas. Dormia mesmo no meio de mantas de cor púrpura. Tão afamado o cavalo era que muitas vezes foi convidado para jantar com o próprio imperador, que lhe oferecia cevada dourada como manjar.

E este delírio de Calígula foi ao ponto de ter mesmo pensado em fazer de Incitatus cônsul.

Pensem nos tempos que correm e reparem nos cavalos imperiais a comerem em manjedoiras douradas....

3 de maio de 2011

Mais do que uma experiência....

Num dia excessivamente ocupado também podemos fazer experiências. Trabalho ao mais alto nível; futebol ao mais alto nível; politica ao mais alto nível; tecnologia ao mais alto nível.
Afinal tudo correu como estava previsto. Tudo acaba bem quando os diferentes passos são planificados correctamente.
Hoje comecei a usar a app blogsy... E agora participar neste blogue vai ser mais fácil.
Hoje tudo correu bem mas, amanhã, será que conseguiremos dar contentamento a todos os nossos desejos?
Desejos que devem coincidir com aquilo que necessitamos...