30 de junho de 2011

Onde se joga o passado e o futuro

Atenas tornou-se outra vez o centro do universo civilizado.
Tudo se jogo num curto espaço e nuns poucos dias.
Por 155 votos contra 138 os Gregos aprovaram mais um plano de austeridade. Já poucos sabem quantos aplicaram mas muitos estão de acordo que serão precisos muito mais.
Mas, para que servem estes planos?
Eu posso dizer que servem para que um povo mostre aquilo que é. E ele está disposto a tudo.
A Europa é que, talvez, não esteja disposta a tudo. E se não está, deverá sair da Grécia. Recolham tudo o que por lá deixaram e deixem os Gregos ser, de novo, grandes.
E já agora... a senhora Merkel bem pode mudar de emprego. Eu proponho a Nexans, a abrir valas no fundo do Mar Báltico, num dos muitos submarinos que vendeu aos Gregos ou aos Portugueses!

18 de junho de 2011

Toda a gente gosta que lhe contem histórias

«Por essa altura, descobri que toda a gente gosta que lhe contem histórias. As pessoas querem sair por um momento da realidade e viver os mundos de ficção dos filmes, dos folhetins radiofónicos, dos romances. Até gostam que lhes contem mentiras, se as mentiras forem bem contadas. Daí o êxito dos vigaristas hábeis no falar.»

Hernán Rivera Letelier , A Contadora de Filmes

15 de junho de 2011

E agora...

E agora? E agora vão bater em quem?
Nos últimos anos, dezenas de bloggers, jornais, telejornais, comentadores, desenhadores, radicais, patetas, conservadores, estalinistas e bloquistas uniram-se para dar «porrada» no Sócrates e nos seus apoiantes. Valeu tudo.
Agora que o vento mudou, parece que há milhares de pessoas que vão para o desemprego. Ou será que vão arranjar outro «bomba da festa»?
E já agora. Julgam que agora vamos ser todos muito felizes?
Pensam que a «morte de Sócrates» trouxe maior felicidade a Atenas?
Esperemos que o memorando da troika tenha alguma cláusula sobre liberdade de expressão porque, a não ser assim, quem inventou este método vai ter de viver com ele.
O famoso mito do eterno retorno....

13 de junho de 2011

Day after

Faz hoje dez dias que aconteceram as eleições legislativas.

E só quero salientar que quase metade dos eleitores portugueses não votaram e não terá sido por ignorância!

Sobre os resultados, podemos constatar que o país virou à direita ficando evidente a derrota do Partido Socialista. E já agora... O BE teve uma derrota estrondosa, sem rumo.

E para concluir temos que concordar que o caminho a seguir pouco muda, com estas eleições. Elegeu-se uma pessoa nova que pode trazer uma nova metodologia. Veremos...

12 de junho de 2011

Os responsáveis pelo Estado também são os responsáveis pelo estado das coisas...

A notícia veio no jornal londrino "The Telegraph", e diz que J.M. Durão Barroso se fez acompanhar por uma delegação de oito pessoas para à cimeira das alterações climáticas e terá gasto 28 mil euros numa estadia de quatro noites num hotel em Nova Iorque, em Setembro de 2009.

Segundo o mesmo jornal, a Comissão Europeia terá gasto mais de 7,5 milhões de euros em jactos privados, entre 2006 e 2010. Existem ainda fortunas gastas em festas, prendas de luxo, aluguer de limousines e estadias em hotéis de cinco estrelas.

Por estes dias ainda só têm de pensar na Grécia...

6 de junho de 2011

É sempre bom reconhecer os erros...

Passam-se dias, meses, anos, décadas, séculos mas...Mas o ser humano, imperfeito por natureza, repete-se nos mesmos erros para o bem e para o mal.

Porque não aprende o homem com as experiências anteriores e com a sua capacidade de correcção? Porque facilmente o homem é aliciado para o incumprimento, o vício, a inveja, a gula, a soberba, e a ganância!

Mais. A existência de uma moralidade é insuficiente para que o homem opte por uma boa acção. E assim comete erros. E assim reconhece os seus erros. Mas é preciso mais... Há a necessidade de leis que mostrem o valor de um bom governo do estado!

4 de junho de 2011

E que faria eu com isso?

«Há "luvas" que não se ajustam às nossas "mãos", que por muito que digam a outros, a nós não nos acrescentam mais do que um incómodo, por vezes. A propósito me lembro de ter lido já por diversas vezes não sei em que livro, que certa senhora de classe social elevada ter-se-à dirigido a Genet, convidando-o a ir à janela para apreciar a vista da cidade de Paris, convite a que o escritor terá respondido: "E que faria eu com isso?".

Jean Genet

2 de junho de 2011

Mas nem sempre pode ser assim...

Eu já sabia... mas pensei acrescentar esta informação num local como este. E reparem como pode ser surpreendente e admirável.
Tenho três filhos. Todos os rapazes são iguaizinhos a mim. Cada um deles tem uma personalidade própria. Cada um tem, por isso, uma personalidade diferente. Tal e qual.
Tal e qual como eu tenho três personalidades diferentes: a que sou, a que penso que sou e a que os outros pensam que sou.

1 de junho de 2011

Se eu morasse em minha casa...

Imersos nas trivialidades de um labor quotidiano a casa onde residimos fica todo o dia abandonada. Levantar às sete, organizar as pastas de trabalho, abrir os portões...

É sempre agradável pensar numa casa grande, silenciosa e limpa onde não se ouve nem sequer um ruído. Apesar do universo ser infinito existem limites a ser respeitados. Fazer a leitura de um texto ou de uma casa vazia deve ter sempre em conta a realidade subjectiva dos personagens que os habitam. Na biblioteca com muitos livros de autores ibero-americanos, um par de chinelos de uma criança, um radio antigo que ainda toca. Todos estão prisioneiros numa das partes da casa deserta, sem ninguém.

A realidade tem contornos fixos, imoveis, constantes, sempre existentes, enquanto os personagens seguem o seu quotidiano ordinário e regulado. E estamos bem. A pouco e pouco começamos a habituar-nos. A pouco e pouco começamos a não pensar. Pode-se viver sem pensar. Pode-se viver sem pensar fora da nossa casa.
Mas quando regressamos e olhamos para o espelho sabemos que o reflexo não é o nosso. Temos de voltar a pensar. E pensamos que todos queremos um dia regressar a casa. A nossa casa.