30 de setembro de 2011

Para acautelar...


Tenho amigos, em diversos graus, de todo o arco político.
Como é natural, na política e em democracia, cada um tem a sua opinião sobre  o que se passa.
Alguns, diziam sobre o anterior governo o que Fidel nunca disse dos capitalistas. Até gosto desse tipo de argumentação.
Mais: penso que a multiplicidade de opiniões é salutar neste sistema político. A tolerância fica bem a todos.
(...)
Por isso, não compreendo como, agora, alguns desses amigos vêm dizer, sobretudo aqueles que pensam que o último governo foi o pior desde o nascimento de Cristo, que esta é a melhor governação desde a invenção da roda.
Tudo é aceitável. Mas também terão de ler as minhas opiniões. E quem não conviver bem com a minha opinião que meta  férias.
Pode ir à Grécia, à Alemanha ou à China, tanto faz.

28 de setembro de 2011

Dia do Diploma


Depois de amanhã, Dia do Diploma, os melhores alunos do ensino Básico e Secundário iam receber o Prémio de Mérito. Um diploma e um cheque de 500 euros.
Iam... mas já não vão. Alguém mandou cancelar o prémio.
As escolas e os alunos foram apanhados de surpresa mais uma vez. Depois de uma certa tradição, sobre a qual muitos não estariam de acordo, o procedimento acaba sem muitas informações.
Lá se vai o mérito.. ( Mais uma vez se confirma que só tem mérito quem os políticos querem!)
Mas... e isto é tipicamente português... Como as cerimónias do Dia do Diploma vão ter lugar nos termos em que estavam previstas, embora sem prémio.... poderia existir a possibilidade de professores, pais e alunos dizerem o que pensam... 
Mas,  também não irá acontecer tal coisa!

23 de setembro de 2011

Vivo até à Morte


Paul Ricoeur (1913-2005) foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial.
O seu trabalho estendeu-se aos mais variados campos, desde o simbolismo religioso à psicanálise, passando pelas teorias da história, análise filosófica da linguagem, ética, estruturalismo, teoria crítica, teologia, semiótica, psicologia, estudos bíblicos, teoria literária, fenomenologia e hermenêutica, numa abordagem intelectual verdadeiramente interdisciplinar.
Neste livro de 1996 «Vivo até à Morte» Paul Ricoeur, com 83 anos, coloca questões como “Que posso eu dizer da minha morte?”, “Como fazer o luto de um querer-existir depois da morte?”.
São, por vezes, textos curtos, escritos com a mão trémula, uma vez que se encontrava já muito cansado. O último, de 2005, foi escrito um mês antes da sua morte.
Esta é uma longa reflexão sobre o morrer, sobre o moribundo e a sua relação com a morte e também sobre a vida após a morte.
Um belo texto que aconselho a todos os que querem viver melhor.

20 de setembro de 2011

Pensamentos do dia...


"Já que colocam fotos de gente moribunda ou morta nos maços de cigarros, por que não colocar também de gente obesa em pacotes de batata frita e salgadinhos, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas, de gente sem teto nas contas de água e luz, e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?"
Anónimo

15 de setembro de 2011

Eu vou revender botijas de gás


É claro que todos aqueles que usam botijas de gás em casa sabem que elas não são utilizadas até ao fim. Pelo menos na minha casa é o que acontece.
Ora, quando compramos uma botija de gás, compramos 45 Kg de gás. Mas quando  compramos outra, voltamos a pagar 45 Kg, já que não se tem em conta o peso da que entregamos para que se possa deduzir o gás que ela ainda leva.
Assim, o que acontece é que quem recolhe as botijas, volta a enchê-las, sem nunca gastar no enchimento aquilo que factura.
E é esta prática corrente que se torna ideal. É um nicho de mercado a explorar já que «ainda ninguém se lembrou de vender o gás ao Kg».
É o exemplo real do mercado do capital: todos perdem e só um ganha!

14 de setembro de 2011

Formação em Filosofia. Procura-se! Viva ou morta!

Ando com uma dúvida. E nada melhor do que a partilhar com o objectivo de melhor a esclarecer. E é uma dúvida de cariz meramente profissional.
Para ser sincero já sei que não vou progredir na carreira, mas, por via das dúvidas, vou fazendo formação. 
E a minha dúvida neste momento é a seguinte: vendo-me forçado a fazer formação na minha área de especialidade, onde é que se arranja tal formação? Ou seja, onde é que eu e os meus colegas de filosofia fazemos formação? Onde fazê-la é a minha questão?
Mas...
Há uma solução que tenho vindo a magicar: eu próprio preparar a formação. Ser formador e formando, ao mesmo tempo. Mas para tal preciso de tempo para preparar e acreditar a acção, tempo para dar a formação e tempo para receber a dita acção de formação... E no meio disto tudo, tempo é a coisa mais rara nos tempos que correm...
Se alguém conhecer outra via.... agradeço, desde já, a indicação para lá chegar... em tempo útil.

12 de setembro de 2011

Mistérios e questões

“É muito perigoso ter razão em assuntos sobre os quais as autoridades estabelecidas estão completamente equivocadas”

Voltaire

10 de setembro de 2011

O pedinte e a lima

Um pedinte entrou  numa loja de um ferreiro pedindo caridade às ferramentas.
Depois de receber alguma coisinha de todas reparou que só faltava a lima. Aproximou-se e suplicou-lhe que lhe desse alguma coisa.
- Bem enganada estás - disse a lima - se pensas que te darei alguma coisa. Eu que tenho o costume, não de dar, mas sim de receber de todos!

Assim... Nunca deves esperar receber de quem só tem vivido de tirar aos outros...

8 de setembro de 2011

De regresso às aulas...

É isso mesmo... Custa sempre um bocado regressar ao trabalho depois de uns longos dias de descanso e horas de leitura muito reconfortantes.
Mas como trabalhei muito na escolha dos livros que levei comigo para férias, o tempo foi precioso e muito bem utilizado. Deu mesmo para tudo.
Agora estou de regresso e terei mais tempo para partilhar algumas ideias que nos tornam próximos. E para quem pensa que não me teria de aturar mais, estava redondamente enganado. Até porque tive saudades de estar aqui com todos.

6 de setembro de 2011

Café que J.Cortázar frequentava fecha... e abre a Nike!

Um dos cafés mais famosos de Buenos Aires acaba de fechar as portas.
O Richmond integrava a lista dos cafés mais notáveis da capital da Argentina e fazia parte do cenário boémio nos anos de efervescência cultural da cidade.
Este café, fundado em 1917, era um ponto de encontro de políticos, escritores e artistas, além de ser uma das atrações turísticas da cidade. Por lá passavam regularmente Júlio Cortázar, Jorge Luís Borges, Saint- Exupéry ou Graham Greene, o que colocava este café no coração da história da literatura do século XX.
No passado dia 14 de Agosto o café foi encerrado e os moveis retirados para dar lugar a uma loja da Nike. Mas, como foram os próprios proprietários do café que negociaram directamente com a Nike, o desaparecimento parece ser o destino mais que certo desta casa.
Esta é a tal forma simples da sociedade capitalista! Eu também sou... mas tenho pena!

1 de setembro de 2011

Esta é boa....

Nada de melhor para começar o mês de Setembro de 2011...

«A única certeza que podemos ter em relação às previsões do ministro das Finanças é que estão erradas
Miguel Beleza