30 de novembro de 2011

Prazeres...


Quando deixamos a vida, a vida real, apesar de podermos deixar alguma coisa aos que cá ficam, não podemos levar nada connosco.
«Carpe Diem». Vale mais aproveitar o dia. É melhor aproveitar enquanto cá estamos.
E são esses momentos que recordamos. E são esses pequenos grandes prazeres que dão um sentido profundo à  minha vida e a mim mesmo, enquanto pessoa. Pelo menos as melhores recordações que tenho são momentos de grande prazer.
Existe algo melhor que um bom almoço, rodeado de amigos?
Ou uma esplanada espaçada de bem estar e falar com um copo de vinho tinto ou um balão de aguardente velha, enquanto se apanham uns raios de sol de inverno?
Este é um dos pequenos grandes prazeres de que hoje falo já que hoje o vivi!

24 de novembro de 2011

Temos culpa da dívida?


Como todos sabemos a linguagem faz parte do Homem. O Homem é um ser falante.
E é com esta linguagem que comunicamos com os outros. Mas assim como comunicamos e estamos de acordo com os outros pela linguagem, também é com ela que mostramos os desacordos e gerimos os respectivos conflitos.
Acordos e desacordos podem, pois, nascer da própria linguagem.
E depois desta introdução, o que pretendo dizer?
Apenas pretendo dizer que em alemão a palavra que traduz a nossa “dívida” é a mesma que diz a nossa “culpa””. «Schuld». Schuld tem os dois significados. E esta questão do significado pode ser uma das condicionantes para explicarem o estado de coisas.
Para a senhora Angela Merkel e todos os outros cidadãos alemães nós somo culpados pela dívida.
- Eles são culpados. Mais do que terem dívidas são culpados. E este não é mais do que um preconceito religioso...
Por isso eles não pensam como nós já que não querem acarretar com a culpa dos outros.
Quanto à dívida...essa não sabem o que lhe fazer. Nem nós.
Mas os nossos governantes portugueses sabem. Culpabilizam os cidadãos colando-lhes as dívidas dos «Outros».

23 de novembro de 2011

18 de novembro de 2011

Troca de correspondência entre Alemães e Gregos...


Um cidadão da Alemanha escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos nos iis.

«Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber»



Resposta de Georgios Psomás


«Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter,
sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter:
 na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás»

17 de novembro de 2011

Histórias Picantes

À semelhança do que muitas editoras fazem em volta das carnes, dos peixes e das sopas, a Casa das Letras reúne agora num volume um conjunto brilhante de histórias que ardem na boca.
Alguns já ouviram falar em múltiplas receitas picantes. Muitos já ouviram falar de histórias picantes.
Para quem gosta de ler e de pratos picantes, aqui tem este volume bonito que se pode tornar um excelente presente de Natal. 
E acreditem. Este livro «Picante» junta contos de diversos autores com receitas de fazer sair fogo pela boca.
O lançamento é hoje às 18h00, na Livraria Barata.

16 de novembro de 2011

Afinal?

Os representantes da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, a famosa «troika», tiveram ontem uma reunião com os deputados da comissão parlamentar que acompanha a aplicação do plano de ajuda externa a Portugal.
Um deputado português, quis saber a razão de estar previsto o pagamento, nos próximos quatro anos, de comissões no valor de 700 milhões de euros, aos quais se devem juntar os respectivos juros, indicados pelo Ministro das Finanças no Parlamento.
Os membros da troika desmentiram. A verba total, correcta, é de 400 milhões.
Afinal???
Para onde vai o dinheiro???
Assim é que é Vitor Gaspar.

13 de novembro de 2011

Recordemos Amadis de Gaula...

"- Quero pôr-vos um nome que será conforme à vossa pessoa e à angústia em que sois posto:  que vós sois mancebo e mui formoso, mas a vossa vida está em grande amargura e trevas. Quero que vos chameis Beltenebroso".

Será que ele já conhecia algum dos nossos grandes líderes?

Quem vai a seguir?


Não sei bem porquê, mas ao ver este cartoon lembrei-me do que a senhora Merkel tem feito a muitos dos chefes de estado da zona Euro...
Depois do primeiro-ministro grego, Papandreou, já lá vai o italiano Berlusconi...

6 de novembro de 2011

Dia Mundial da Filosofia 2011

A 17 de Novembro comemora-se o Dia Mundial da Filosofia.
A propósito desta data, o projecto o projecto FilocriatiVIDAde,  filosofia e criatividade, vai realizar um Banquete Filosófico subordinado ao tema do amor. O «convidado de honra» será o mestre Platão e a sua obra Banquete.
O jantar terá lugar no Palácio dos Sonhos, sede do projecto DaCozinha, no próximo dia 18 de Novembro.

Inscreve-te e Participa...

3 de novembro de 2011

A crise na leitura... por austeridade

Dados recentemente divulgados revelam que os portugueses estão a comprar menos livros. Já agora, também estão a ler menos jornais. O número de leitores dos jornais portugueses, mesmo dos mais vendidos, chega a ser ridículo.
E ler livros é um privilégio de alguns com mérito!

2 de novembro de 2011

A crise... é já a seguir...


Então é só seguir o fio à meada...
.... a normalidade do funcionamento da União Europeia está em pleno.... os juros da Itália estão quase naquele ponto onde não deviam estar e já estão ... o presidente da Fiat - Ferrari quer que o Berlusconi vá a banhos para Montecatini e faça os seus bacanais sem problemas .... na Alemanha andam todos preocupados em saber a quem vão vender a tecnologia que fabricam e que os alemães não querem comprar ...o Mister Cameron lá das Ilhas Britânicas pensa que... e como não está dentro está determinado em vender a sua posição mesmo que ninguém pareça interessado no que ele tem para dizer .... o Monsieur N. Sarkozy anda numa roda viva da maternidade para a cimeira mas também está determinadissimo e aguarda mais um par de excelentes sapatos com saltos altos .... o J.M. Barroso pensa que é o máximo, sabe como é... e rapidamente torna a ignorar realmente a natureza da coisa em si mesmo .... e já o nosso P.P. Coelho percebe bem o buraco, tapa-o com o dinheiro do povo e vai para a América saber das melhoras financeiras do comandante lá do sítio! 
E já agora na votação do referendo Grego esperamos que não haja. Votamos a favor da abstenção .... 
palavras para quê?

Sim ao referendo

G. Papandreou, primeiro-ministro da Grécia, disse que ia referendar o pacote decidido em Bruxelas (no passado 27 de Outubro) pela Droika Merkel & Sarkozy. Porque será que quer referendar o perdão de 50% da dívida grega aos bancos? Como era de esperar, o anúncio pôs os economistas e engenheiros financeiros em polvorosa.
Mas Papandreou ainda fez melhor: vai pedir uma moção de confiança no parlamento.

É assim que se procede nos países democráticos. Têm de ser os Gregos a dizer se querem continuar a ser tratados como até agora.