31 de janeiro de 2012

Um bom blogue para seguir com atenção

Este é um exemplo do que pode ler neste blogue: «Melhor frase que eu já vi escrita num "noticiário" da TVI: "Há quem diga que a matemática é útil para resolver problemas do dia-a-dia" ...»

28 de janeiro de 2012

Joseph Walser é uma máquina...



Mais um livro de Gonçalo M. Tavares lido.
E a «Máquina de Joseph Walser» é um livro duro de roer: como uma artefacto com o qual não sabemos manobrar.  Joseph Walser: um homem impassível. Um operário fabril que trabalha directamente com uma máquina.
Mas esta máquina  de Joseph Walser é simbólica. Esta máquina é qualquer coisa de fantástico: um conjunto de peças coleccionadas ao longo da vida. É uma máquina terrível que o corta devagarinho, que lhe corta a mulher e os amigos. Pede toda a sua atenção e consome-lhe a vida inteira.
Isto tudo em tempo de guerra que tanto o aquece como o arrefece.
Joseph Walser é um ser indiferente.
E o livro é um trabalho acerca dele: uma investigação da natureza humana, dos mecanismos que permitem a indiferença e a normalidade. Um homem que apenas altera o seu caminho para observar uma nova peça para a sua máquina.
Uma maravilhosa descrição de algumas partes da nossa vida que não interessam a ninguém: apenas a alguns que ainda têm tempo para nos mostrar a luz da sombra, a paz da guerra.
Vão para o jardim central e divirtam-se pois eu tenho muito mais que fazer: e coisas muito mais importantes.

27 de janeiro de 2012

Acerca dos joelhos...


Fascinantes os joelhos. Uns belos joelhos: e ainda aqueles palmilhados centímetros de coxa que as mini-saias deixam ver. Ver e rever.
Aos nossos olhos obliquamente oportunos que passam num relâmpago. E tantas são as vezes que o pouco se torna muito. E eles dão conta: os joelhos.  Sentem que estão a ser avaliados e sentados à nossa frente esperam pela decisão.
E o que vemos? nada apara além de uma leve sensação daquilo que não é nosso: promessas de uma fantasia.
O resto é sair e correr mundo que a vida não é de brincar.

23 de janeiro de 2012

Quem sou eu?

No meu quotidiano, vou-me cruzando com vários dos meus amigos do facebook: o economista, a empresária rica, o advogado, a escritora, o mecânico, o electricista, o bancário, o político, etc...
Passam por mim por uma ou outra rua escura da vida, acompanhados de uma certa gravata brilhante, sem me reconhecerem ou sequer me cumprimentarem.
Mas eu reconheço-os e sei quem são. E enquanto tento decidir se me mostro ou me torno invisível, percebi que lhes tinha dado um pouco de mim e que não pertencia a este lugar. Normalmente não me apetece falar com estranhos.
E os outros?
Os outros tenho-os por amigos apesar de não falarmos muito do facebook na vida real. Mas teremos de conseguir.
Haverá um dia em que não vamos conseguir distinguir as duas realidades: mais, haverá apenas uma só. E mais uma vez perguntaremos:
- Quem sou eu?

20 de janeiro de 2012

E agora um bocadinho de política...


Há quem tenho sido expulso por causa do aumento dos juros da dívida pública. E depois vieram outros. Estes outros tinham umas camisinhas mais claras e as gravatas mais verdadeiras: seria da cor.
Jovens frescos, virtuosos e bonitos iam dizendo que se o primeiro ministro se afastasse os juros da dívida cairiam a pique. Ficaríamos tão bem que nem os chineses se meteriam connosco. 
E lá vieram eles: ganharam com todo o mérito e começaram a fazer as alterações necessárias para mudar. Mudar mudaram: mas apenas as pessoas. Tudo permanece na mesma. O Carlos Moedas tornou-se secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro: Só para nos tratar das contas. E este engenheiro civil que trabalhou para a Goldman Sachs tem feito o melhor de si sem conseguir nada para Portugal. 
Nos últimos seis meses, o governo aumentou o IVA, a gasolina, a electricidade, o gás e os transportes; reduziu as prestações sociais; retirou o subsídio de Natal; reduziu o rendimento anual bruto dos pensionistas, funcionários públicos e outros trabalhadores; aumentou o valor dos actos médicos e das taxas moderadoras...
E para quê? Para quê? Aconteceu o quê?

18 de janeiro de 2012

Gonçalo M. Tavares


«Mas não se aprende a ser sábio como se aprende
a resolver uma equação.
Nas duas aprendizagens exige-se atenção total, é certo,
mas há no caminho para a sabedoria mais obstáculos,
como se algures, deuses de voz rouca tivessem assumido o
                                                                  [compromisso
de não deixar a filosofia sensata
ocupar por completo os homens.
E talvez a causa seja puramente egoísta, pois se todos
                                                           [fossem sábios
quem precisaria de templos?»


(Gonçalo M. Tavares,Uma Viagem à Índia, Ed Caminho, 2010)

17 de janeiro de 2012

Montanhas de Livros

Para quem gosta: aqui fica um lugar com Montanhas de Livros e muitas coisas mais... Vale a pena experimentar!

16 de janeiro de 2012

Descontos...

Duas senhoras, com sapatinhos verticais, iam caminhando levemente, apresentando atributos  que saltavam à vista. Iam à minha frente. Carregavam uns saquinhos de plástico como sinal de muitas roupas vestidas e despidas. Falavam de tudo e de v~es em quando trocavam umas ideias.
Uma das senhoras, mais espigadota, olhou em redor, mostrando um abundante decote, e começou a fazer umas queixinhas sobre o comportamento de um ser masculino. E a outra, sem ligar a mínima importância retorqui que era melhor dar um desconto.
De repente entram em mais uma loja ficando eu sem saber de que tipo de masculino estariam a falar. E claro: não tive a coragem de lhes ir perguntar!
E lá segui o meu percurso sem saber se estavam a falar de um rapazito metidiço, de um adolescente indeciso, de um adulto inconsciente ou de um avô com uma memória infeliz.
Mas tinha de fechar a questão e concluí que talvez todos os seres masculinos mereçam um desconto (leia-se desculpa), o que colocaria as pessoas (ou os elementos do sexo masculino?) em saldos permanentes.
Parece-me bem!


15 de janeiro de 2012

Tenho no meu jardim um casal de Melros Pretos...

Este é um exemplo a seguir!
Enquanto grnde parte de nós não tem tempo para fazer os seus trabalhos, inventando algumas desculpas, que, nem aos próprios convencem, e por isso começam imediatamente a hipotecar o seu futuro...
... outros animais continuam fiéis ao que deve ser feito. E ao viverem intensamente o seu presente preparam e acompanham o seu futuro.
É o caso do casal de melros, que vejo todos os dias no jardim, que lutam com a sua determinação genética e trabalham com o compromisso de partilhar com os homens a sua prógima geração. E trabalham continuamente para terem tudo o que é melhor na sua espécie. Certamente farão o seu ninho, colocarão lá os ovos possíveis e de uma forma continuada, passarão ali uma boa parte daas suas vidas para que tudo seja igual ao que sempre foi.
Tudo tão simples, afinal...
... tão simples ou não. Há demasiadas pessoas que tantas vezes complicam o que parece fácil, porque não fazem o que devem, ao ponto de já serem parte do problema, que muitos outros não pretendem resolver: pelo menos seriamente!

13 de janeiro de 2012

Não se esqueça das crianças Sr. Primeiro Ministro...

Depois de uma Sra. do seu partido político se querer desfazer de alguns velhotes....
Por amor daqueles que ama: não se esqueça das crianças. Olhe que elas são apenas crianças.
Todos os meus impostos e de muitos outros como eu devem servir para alguma coisa. E que eles, pelo menos, sirvam para ajudar as crianças.
E como diz A. Camus "Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento."

Por isso Sr. Primeiro Ministro: Não se esqueça das crianças!

12 de janeiro de 2012

A propósito da Maçonaria tanto na moda...


Tanto na moda e tanto no poder...
Foi publicado, há uns tempos, um ensaio que, poderia ajudar muitos a perceber este caso.
Trata-se de Na Sombra - Breve História das Sociedades Secretas e o seu autor é John Lawrence Reynolds.
Fala de forma clara e legível de organizações como os Assassini ou os Illuminati, dos Templários, Maçons, Druidas e Gnósticos, do Priorado do Sião e da Cabala, das Tríades, Máfias e até dos chamados Teóricos da Conspiração.
Tudo gente boa com uma visão do mundo exemplar. E para isso devem estar muito bem situados: pertencer ao poder mundano para construírem uma nova casa para acederem ao verdadeiro conhecimento.
E o resto?

9 de janeiro de 2012

Mais um livro de G. M. Tavares lido

Acabei de ler mais um livro: “Short movies” de Gonçalo M. Tavares.
E ainda bem que li. já que ele descreve os mais pequenos pormenores de algumas das cenas absurdas que vê-mos no nosso quotidiano.
É um olhar muito atento sobre o mundo visto pelos homens. E só podemos interpretar aquilo que vemos: nem mais nem menos. 
É um olhar intencionalmente dirigido apenas a pequenos momentos, a cenas específicas, a momentos apenas observáveis numa vida plena.
É um conjunto de histórias incompletas que Gonçalo M. Tavares viu em qualquer lado. Ou então apenas retratam um segundo de todos os filmes que ele viu no último ano.
Será que abrir os olhos ao mundo é a solução?
Não me parece: pois quem costuma ver o todo sempre esqueceu de apreciar os pequenos momentos de tranquilidade.
São um absurdo!
Mais um excelente livro que aconselho a todos os leitores.

2 de janeiro de 2012

Aqui estamos nós!

Afinal toda uma certa agitação da alma não surtiu o efeito desejado.
Aqui estamos nós no ano 2012. Já percorremos algumas horas deste novo ano e até este momento temos estado bem: sempre com os nossos familiares e com os nossos amigos. E estes momentos de prazer não os podemos transformar em simples exercícios de aritmética. A tabuada pode surtir os seus efeitos em alguns momentos e com algumas pessoas mas nos outros momentos acreditamos em quem confiamos.
Aqui estamos nós! E somos nós que aqui estamos! E só poderíamos estar aqui!
Nada de incertezas e nada de triunfalismos: apenas estamos aqui e agora...