29 de fevereiro de 2012

A mesinha de cabeceira é boa para os livros

Todos usamos a expressão «livros de cabeceira»: e eles significam alguns dos livros marcantes, que estão sempre connosco, na nossa vida!
Qualquer um que aparece fala dos seus «livros de cabeceira». E fala deles como aqueles que anda a ler e que, por isso, estão ali bem a jeito quando nos deitamos.
E como devem saber há muitos dias em que só temos tempo para ler na cama.
E isto porque a maior parte das vezes, quando me vou deitar, é para dormir. Ai o trabalho!
E só aos fins de semana e nas férias, em que o tempo é mais alargado, posso ficar em «vale de lençóis», a ler umas letras e a tentar terminar mais um livro enquanto não regressar ás rotinas do quotidiano: Ai o trabalho!

23 de fevereiro de 2012

Palavras muito ditas por outros...


«Coloquem os IDOSOS nas prisões para que recebam um banho por dia, vigilância de vídeo em caso de problemas, três refeições por dia, acesso a uma biblioteca, Playstation, computador, TV, ginásio ...
Ponham os CRIMINOSOS em casas de repouso para que recebam refeições frias, luzes apagadas às 20h, um banho por semana, vivam numa sala menor e paguem 400 Euros por mês!
É triste tratar os prisioneiros melhor do que os idosos!!»

O que dizer...

21 de fevereiro de 2012

17 de fevereiro de 2012

Quem sabe?

Andam por aí a dizer que os jovens, os jovens desempregados, deveriam encontrar, contratar, ou lá o que é, um gestor de carreira!!
Um gestor de carreira para o desemprego.....
Ou melhor, talvez já esteja o emprego do século XXI em Portugal: ser gestor de carreira de jovens desempregados.
O emprego está aí!

15 de fevereiro de 2012

Afinal ser humano é errar...

Afinal como é que demonstramos a nossa humanidade?
Para algumas companhias tecnológicas parece que é a escrever - copiar ou repetir - algumas palavras ou letras, em língua estrangeira, sem qualquer nexo e terrivelmente distorcidas.
Só assim conseguimos provar, no registo de muitos sites, na abertura de uma conta no gmail ou nas caixas de comentários de alguns blogues, que não somos criminosos informáticos do século XI.
Ora isto só vem comprovar o famoso ditado que diz que «Humano é errar» ou pretenderão afirmar que o que distingue os Homens dos outros são os erros?

Cada vez é preciso mais para provar a nossa débil Humanidade...
Critérios de verdade duvidosos.

13 de fevereiro de 2012

Este texto já tem 75 anos

«Então, recapitulemos. [...] A Moody’s, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody’s declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente

Excerto in Diário de Notícias.

11 de fevereiro de 2012

Também precisamos de pernas para estar parados!


Mesmo aqueles objectos que não andam com as suas próprias pernas, como os bancos, as cadeiras, as mesas e os armários... a que curiosamente chamamos móveis, precisam das delas para repousarem no mesmo sítio durantes dias, meses ou anos!
Talvez até séculos...
E nós sujeitos de pura acção desenhamos as mais belas pernas, torneamos as melhores madeiras para que elas permanecçam aí: paradas.
E aqui as mais belas pernas são eternamente em repouso.

10 de fevereiro de 2012

Não te estiques muito!


Há por aí muita literatura sobre os tempos que atravessamos.
Parece-me que, muitos dos que andavam adormecidos, despertaram com o aperto do cinto. E se antes nem iam depositar os votos na urna em dia de eleições, agora manifestam-se e lutam pelos seus direitos
É uma linda metáfora pois o governo acredita que pela expiação dos pecados e pelo empobrecimento do povo conseguirá  fazer renascer um povo mais forte... -Vamos pagar a saúde, a educação, a... vamos ser abanados, achincalhados e  humilhados mas teremos redenção. 
Será, como eles pretendem, que teremos tempo de pensar que somos - cada um individualmente - os culpados da situação? 
Mas, tal como um elástico, quando se exerce sobre ele uma força desproporcionada e injustificada, parte.
E quando partir... muitos dos que estão a brincar com as nossas vidas serão cremados na política e na vida... metaforicamente falando, é claro!

7 de fevereiro de 2012

Charles Dickens nasceu à 200 anos

Pelos duzentos anos do nascimento de Charles Dickens pretendo destacar o realismo da sua obra que retrata pela
primeira vez a rudez da vida dos mais desfavorecidos pela vida. O glamour e romantismo de Londres dá lugar a um enorme cano de esgoto.
Com nobreza  de espírito retrata a vida de escravatura das crianças de rua no mundo imperial da rica Grã-Bretanha.
A dureza da vida na sarjeta num mundo quase sem esperança: ladrões, assassinos, pervertidos, prostitutas e, pior de tudo, crianças.
Oliver Twist, é aquele que personifica a resistência ao sofrimento, à corrupção e à luta pela vida. E esta espessura de carácter fazem dele um sobrevivente.

Moral da história
Não foi o Cristianismo, o Marxismo ou mesmo o Zorro que me moldaram como pessoa de esquerda. Foi ao ler Charles Dickens e Emile Zola que compreendi de que lado da barricada me devia colocar!

2 de fevereiro de 2012

Com a cabeça na lua!


Por vezes as minhas acções dão mostras que ando com a cabeça na lua. até parece que ando em órbita.. em volta de mim mesmo, dos meus desejos e das minas expectativas...E no fim, coisas simples como um braço amigo, acabam logo com essas coisas e obrigam-nos a colocar os pés no chão. Tudo tem o seu lugar e eu também tenho o meu!
Bem, eu sei que como é feita a realidade e que baterei nela de chofre se não me desviar convenientemente... mas há pessoas que perdem muito mais em não chocarem com ela.
E eu cá vou andando: vou preparando uma órbita completamente diferente daquelas que vou percorrendo. E sei como o fazer: basta contar calmamente até dez!

1 de fevereiro de 2012

Eu lixo, Tu lixo, Ele lixo...

Parece que somos um caixote do lixo. E a comparação até é prestigiante: já que há quem diga que somos lixo.
Uma qualquer empresa americana cortou fez mais uma avaliação negativa do país e... lá foi Portugal para o lixo.
Essas pessoas que comandam essas empresas de avaliação classificam Portugal como lixo para não dizerem coisas bem piores: poderiam dizer não lixo  biodegradável. Assim ainda temos safa: muitas pessoas como são biologicamente transformáveis ainda têm serventia para alguma coisa.
Mas eu não gosto de ser considerado lixo por uma cambada de tecnocratas que não me conhece nem nunca me viu.
E já agora, num momento como este, faz bem aos Estados Unidos desviar as atenções do seu próprio estado cadavérico e azucrinar, com o seu bafo de morte, os países do Sul da Europa.
Esperemos. Esperemos e tiremos algumas ilações.
E já agora, há muitas razões para a palavra lixo estar associada a Portugal: mas a certas e determinadas pessoas que pela sua incompetência cometem erros injustificáveis. Haja vergonha!