29 de abril de 2012

7ª Corrida do Benfica - António Leitão


Soube-me muito bem a 7ª Corrida do Benfica.
A Corrida correu-me muito bem. Sempre bem acompanhado pelo amigo Sérgio até ao km 5 sensivelmente, altura em que ele foi para a frente.
Eu continuei com o meu passo até ao final da subida, relativamente confortável. Depois tentei forçar até à meta. Mas o final da prova era diferente do ano passado e os meus planos saíram furados. Foi uma experiência muito gira.
Fiz o tempo de 52 minutos para os 10 Km da prova, média de 5:15 / Km, e estou satisfeito comigo.
No entanto não deixo de estar apreensivo e de me sentir culpado - mea culpa mea maxima culpa - por nesta altura não estar melhor preparado. Sei que ficar a remoer na culpa não adianta nem faz nada bem, e nesta altura já não há muito a melhorar, resta-me continuar a fazer quilómetros, de preferência muitos para depois tentar fazer a meia maratona da Vasco da Gama... em Setembro. 
Este ano, não gostei especialmente de apanhar nos últimos (talvez) 2 Km... a multidão dos 5 Km que caminhavam .... e o cansaço acumulado por desconhecimento da alteração do final da prova.... , mas não foi nada que manchasse a Corrida que classifico muito boa e aliciante, e que não hesito em recomendar para todos os principiantes, como eu.

23 de abril de 2012

Lembranças que pesam...

Os pais de um menino tiveram de o levar a um médico conceituado: ele andava a queixar-se sistematicamente de dores de cabeça.
O médico, com muitos anos de experiência, efectua uma enorme bateria de testes mas não encontra nenhuma causa, nada que as justifique.
Mas num dia seguinte, ele diz aos pais que já descobriu o motivo de tais dores de cabeça: tenho muitas memórias do futuro. Como se a memória fosse a causa de tal procedimento.

21 de abril de 2012

Hoje fiz 46 anos


Se Depois de Eu Morrer, Quiserem Escrever a Minha Biografia 


Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, 
Não há nada mais simples. 
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte. 
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus. 


Sou fácil de definir. 
Vivi como um danado. 
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma. 
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei. 
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver. 


Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras; 
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. 
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais. 


Um dia deu-me o sono como a qualquer criança. 
Fechei os olhos e dormi. 
Além disso, fui o único poeta da Natureza. 


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

18 de abril de 2012

Para jovens rebeldes

Para alguns jovens que gostam de Banda Desenhada....
Para alguns jovens que gostam pouco de estudar...
Para alguns jovens que ainda não decidiram o seu caminho de futuro...
Para alguns jovens que procuram a sua identidade...
Para alguns jovens que usam pouco a razão...
Para alguns jovens que são preguiçosos...
Para alguns jovens que têm toda uma civilização a proteger a sua vida...
Por favor leiam....
Por favor leiam Persépolis... 

17 de abril de 2012

Recordações do nosso Futuro: o exemplo da Argentina

O futuro é o passado!





Este filme mostra a forma como a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e por um governo neoliberal conseguindo levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC.
Por cá o futuro indica o mesmo caminho...

15 de abril de 2012

TDT

Muita atenção ao assunto.
Por estes dias fizemos uma evolução tecnológica assinalável: passámos do analógico para o digital. Mas é preciso ver de facto a televisão digital terrestre.
Uma miséria. Com a TDT, todos nos queixamos do mesmo: a imagem fica parada aos quadradinhos. Um desastre: com a TDT, ao contrário do que diziam na publicidade, o som e a imagem ficaram com pior qualidade.
E eu posso confirmar com o que acontece em minha casa: De cada vez que esses quadrados aparecem, posso comprovar que têm as arestas perfeitamente definidas. E a falta de som com essas mesmas interferências.
Viva o progresso.
E sem querer ser «bruxo» fica a promessa de que no futuro devemos ter de pagar mais por este serviço!

13 de abril de 2012

Eu já não fumo mas...

Uma das maiores polémicas que aconteceram durante o governo de José Sócrates foi a  proibição do tabaco e dos fumadores nos restaurantes, bares e cafés.
Muita coisa se disse: falou-se mesmo em totalitarismo, intromissão na liberdade dos cidadãos. Todos quiseram falar sobre o assunto e muitos criticaram negativamente a medida, nomeadamente os actuais governantes do PSD e do CDS.
Eu já na altura não fumava e pensava que havia algum exagero...
Agora, o governo prepara-se para acabar com as máquinas automáticas de venda de tabaco e estender a proibição de fumar à porta de restaurantes, bares e cafés!
E eu que continuo a não ser fumador tenho muitas reservas neste tipo de proibições...
Mas como já fumei e respeito as pessoas - muitas delas minhas amigas - quero dizer que tudo tem limites e, se os governos não querem que os seus cidadãos fumem, acabem com as tabaqueiras. Não seria mais fácil e racional?

12 de abril de 2012

Nós? Bons alunos???!!!

O P.M. vai dizendo que a sua acção política vai mais longe do que o programa da troika. Será?
Talvez sim, mas só no que lhe convém...


Neste caso ser bom aluno é não seguir as indicações... ser calão... vejam esta imagem do Jornal i.

10 de abril de 2012

Pobreza sem Guerra


"Estamos a viver, em muitos países da Europa, uma pobreza que queríamos esquecer, superar. Estamos a chegar a níveis de pobreza do pós-guerra, e não houve nenhuma guerra. Houve, sim, uma enorme irresponsabilidade dos ricos e dos nossos representantes."


Luís Sepúlveda

7 de abril de 2012

Vassili Grossman, Vida e Destino


‎"(...) Nesse mugido de mudos e nesses discursos de cegos, nessa espessa mistura de pessoas unidas pelo terror, pela esperança e pela desgraça, na falta de compreensão mútua entre as pessoas que falavam a mesma língua exprimia-se tragicamente uma das calamidades do século vinte.(...)"

E  eu posso acrescentar que esta "calamidade" cristalizou no século vinte e um: neste estamos «virtualmente» disponíveis, mas sem corpo para os estranhos; e estamos «realmente» indisponíveis, mas com corpo para os amigos.
Neste novo século procuramos um Homem novo: aquele que vive na ilusão da perfeição.

6 de abril de 2012

Imperativo Categórico de Kant


"Age sempre de tal maneira que trates a humanidade, seja na tua pessoa, seja na pessoa de outrem, nunca meramente como um meio, mas sempre ao mesmo tempo como um fim.” 

E sobre este imperativo posso afirmar o seguinte:
a) a expressão "recursos humanos" é moralmente monstruosa;
b) compreende-se que muitos políticos e empresários do nosso «burgo» considerem Kant o pior ser humano que jamais existiu.

5 de abril de 2012

A Grécia aqui tão perto!

Parece longe mas fica bem perto.
Quando Portugal alcança, ao nível da taxa de desemprego, um novo recorde histórico de 15% começamos a ficar como os Gregos. Isto é, vemo-nos Gregos!
E as várias avaliações da troika e dos ministros apenas mencionam a evolução do desemprego como variável orçamental, ou seja, como variável que ameaça o cumprimento das metas orçamentais fixadas.
O desperdício das capacidades e dos conhecimentos dos Portugueses é  desesperante. Excluir e empobrecer não são variáveis que interessem aos democratas mandantes. Tudo tem de ser feito para ultrapassar o déficit.
E a mera alusão à eliminação definitiva do pagamento de dois meses de salário é expressiva, indicando que a excepção será a regra definida pelos tecnocratas  de Bruxelas e aceite pelas «sopeiras» de Lisboa.


E ESTEJAM ATENTOS: eles não estão apenas a pensar nos funcionários públicos.

4 de abril de 2012

Do mérito...



Todos os sistemas políticos são meritocráticos...
E a razão disto é fácil de entender: quem tem o poder define o mérito!

3 de abril de 2012

Dar livros? Não.

Há pessoas que coleccionam livros como se fossem cromos e pensam que um dia vão ter a colecção completa!
Esses leitores não gostam de se separar dos seus livros e nem aos amigos os emprestam.
Mas é claro que todos temos livros que não vamos ler, ou porque não apreciamos a escrita, ou porque não gostamos do autor, ou simplesmente porque já não temos idade para histórias da Carochinha.
O que fazer a esses livros?
Talvez se houvesse um biblioteca que apenas contivesse os nossos livros e alguns os pudessem ler...