25 de fevereiro de 2013

Ética Kantiana



" Duas coisas enchem o meu coração de admiração: o céu estrelado por cima de mim e a lei moral em mim."
I. Kant, Crítica da Razão Prática 

O Fábio reparou que o professor se esqueceu da caneta na secretária. Pegou nela e…
a) Guardou-a e ficou com ela;
b) Devolveu-a ao professor para mostrar que era honesto e para que este lhe ficasse grato;
c) Devolveu-a ao professor porque a caneta era dele,  

Segundo a moral kantiana, qual é a avaliação moral que faz destas hipóteses?

24 de fevereiro de 2013

A arte da transformação


«Tal é o regime governamental com que os persas julgam formar ótimos cidadãos. Ainda hoje eles conservam hábitos que bem testemunham sua frugalidade no comer, e seus esforços na pronta digestão. Entre eles são atos indecorosos cuspir e assoar-se, deixar volatilizar os gazes da economia, e até sair do lugar em que se está para urinar, ou para satisfazer qualquer outra necessidade análoga.»
Xenofonte, Ciropedia

22 de fevereiro de 2013

Requisitos para o Conhecimento: Crença, Verdade e Justificação


«Apontei duas condições necessárias para o conhecimento: o conhecimento requer crença e requer verdade. Mas será que isto é suficiente? Será que estas duas condições não são apenas separadamente necessárias, mas também conjuntamente suficientes? É a crença verdadeira suficiente para o conhecimento?
Pensemos num indivíduo, Clyde, que acredita na história do Dia do Porco do Campo. Clyde pensa que se o Porco do Campo vir a sua própria sombra, a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde põe este princípio idiota em prática este ano. Ele tem informações que o fazem pensar que a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde acaba por ter razão acerca deste facto. Se não existir nenhuma conexão lógica entre o facto de o porco do campo ter visto a sua própria sombra e o facto de a Primavera vir mais tarde, então Clayde terá uma crença verdadeira (a Primavera virá tarde), mas não terá conhecimento.
Que será então necessário, para além da crença verdadeira, para que alguém possua conhecimento? A sugestão mais natural é a de que o conhecimento requer dados de apoio, ou uma justificação racional.»

Elliott Sober, O Que É O Conhecimento? 

21 de fevereiro de 2013

No caso das vacas e dos cavalos

Voltemos ao antigamente e cantemos todos em conjunto:« anda meio mundo a tentar enganar o outro meio».

20 de fevereiro de 2013

Ó Relvas: vai pá rua!

Ele é o máximo. Vai falar a uma Universidade e uns alunos não o deixaram falar. Vai falar a um clube de pensadores e umas coisas pensantes não o deixaram falar.
E outros falam e falam. Falam que numa democracia não é correcto e justo impedir alguém de falar. Mas interpretemos a coisa...
Quando uns homens sem rosto impedem de falar tamanha sumidade.... algo está para acontecer nesta república das bananas, ou das cenouras, melhor dizendo!

19 de fevereiro de 2013

Ser com os outros


É quando estamos olhos nos olhos com o Outros que a nossa vida ganha sentido. É com o rosto do Outro que sabemos o que temos de fazer: que nos tornamos responsáveis pelo Outro e por nós mesmos. O Outro que está diante de mim é muito mais do que aparece. Ele é outro diverso de mim. Ele é Outro que não aquele que está diante de mim. Mas ele está aí, está para mim. E assim deixa de ser Outro para ser mais um de mim.
Nós somos! O Eu, O Outro e o Outro para mim e o Eu para o Outro.  
Mas já não olhamos os Outros. E por isso o egocentrismo deixa as suas marcas. Eu passo sem o Outro: eu todo poderoso. O Eu totalitário impõe-se ao Eu comum. Todo o totalitarismo arrasa com a democracia. Somos indiferentes, já nada é diferente!
Não confiamos no Outro: pedimos factura ou carimbo de secretaria. A estrutura de uma sociedade comum está em degradação. A Europa está em desintegração.
O esquecimento do Outro é desumano. Já se esqueceram da guerra e dos campos de concentração. 
Quando lemos «Um copo de água da torneira, uma ida à casa de banho ou o consumo de energia num espaço de restauração podem ser cobrados desde que os custos estejam devidamente afixados nos preçários» estamos à beira do abismo.
Com os Outros somos mais sensatos e melhores pessoas. Estar com os Outros é uma fatalidade do Homem. Mas, alguém quer ganhar com isso e não perceber que esse acto tem um fim em si mesmo.

18 de fevereiro de 2013

Matemática para inocentes...


Acabei de ler o livro «Alex no País dos Números:  Viagem Pelo Maravilhoso Mundo da Matemática» de Alex Bellos.
E sabem o meu desespero com a matemática está a passar. Afinal não passa de um conjunto de teorias mais fáceis ou difíceis em que temos de acreditar. A matemática parece árida e difícil, mas, pode ser imensamente criativa!
A matemátic é uma das melhores linguagens para traduzir o mundo mas também aquele que mais problemas tem causado aos jovens aprendizes! 
Em resumo... o mundo da matemática tem muito humor, muitas surpresas e um conjunto de propostas bastante profundas.
Os números, afinal, não são misteriosos.
Este é um bom livro que transforma a frieza dos números num espaço lúdico em que tudo é possível.
Mas, ser possível, é. Mas eu não acredito. Isto é, também cá tenho as minhas teorias de outros mundos possíveis

17 de fevereiro de 2013

Vai cavar... desempregado jovem,,,


Parece que o nosso ministro Relvas, sem esboçar um único sorriso, informou a país que "vai facilitar” o ingresso dos jovens na agricultura.
E sendo assim, esta configura-se como uma das grandes medidas estratégicas para o emprego, a juventude e a agricultura. Mais, este três em um, devidamente patenteado pelo Sr. Relvas, terá implicações severas no deficit, na economia e nas finanças.
Mais do que emigrar falamos, agora, em migrar para os campos, para o Portugal profundo. A lavoura é o destino da próxima geração de Portugal. Vamos ter os lavradores mais escolarizados da Europa e do Mundo!
Mais, parece que o regresso à lavoura não será para os jovens! Ele começará bem mais cedo. Desde a mais tenra idade, os alunos repetentes que não tiverem jeito para para a caneta e o papel, a dita escola moderna, serão enviados para campos rurais e agrícolas para crianças.
É claro que os anos passados na lavoura servirão para receberem uma licenciatura em agronomia, por equivalência é claro.
Portanto: vai cavar ou cava daqui!

16 de fevereiro de 2013

15 de fevereiro de 2013

Como está o tempo?

Bem, o tempo está difícil....
Parece Março: de manhã está Inverno e de tarde está Verão!
De manhã temos frio e lutamos para aquecer. De tarde folgamos ao sol.
É assim em Portugal.
Estamos num Portugal a dois tempos.
Há o tempo dos portugueses sem folgas nem feriados. Um tempo de espera pelo final do mês em clima de depressão. Nada esperam do governo. Nem sequer luz para verem o túnel têm... Eles só querem aguentar mesmo que não tenham uma vida digna. Vão continuar a estar vivos. Os Portugueses fazem parte de Portugal.
Ao mesmo tempo que isto acontece...
Há o tempo dos banqueiros, administradores, assessores, políticos... Este é um tempo sem futuro. Da linguagem fútil e entediada. Nada esperam de si remetendo a transformação para os outros. Estes ainda têm dinheiro para ver a luz no túnel: mas bem lá ao fundo. Eles precisam dos portugueses que trabalham para manter a sua vida digna e opulenta. E eles vão continuar a viver assim porque não fazem parte dos Portugal. Eles um dia mudarão para Angola!
Bem, o tempo está difícil. Mas, como as estações do ano, também depois do negro virá o branco. Tempos cinzentos, estes que correm.

14 de fevereiro de 2013

Acerca da Retórica...

«Ide tomar no cu»...
...passe a incerteza dos tempos....
...pode ser uma opção para aqueles que dizem....
... «aguentem, aguentem»...

13 de fevereiro de 2013

O salário mínimo!


Qual é o salário mínimo em Portugal?
Alguém sabe? Menos de 500 euros??!!

Por estes dias, em mais um dos seus discursos, Barak Obama propôs o aumento do salário mínimo dos actuais 7,25 dólares por hora, para 9 dólares por hora. 
Se esta proposta for aceite um trabalhador que faça 8 horas por dia durante 25 dias em cada mês, receberá de salário mínimo, mais ou menos, 1200 euros.
Se pensarmos que a carga fiscal nos Estados Unidos da América é inferior à que se pratica em Portugal, e que a alimentação e a gasolina é mais barata do que cá, o que querem que vos diga??!!
Ainda há quem diga que ganhamos muito... homens falsos, certamente!

11 de fevereiro de 2013

5 de fevereiro de 2013

Sobre a desfaçatez...


«[...] Já toda a gente se surpreendeu, se indignou e contestou a nomeação de Franquelim Alves para secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Que a escolha é errada, é evidente. Que o cavalheiro não tenha vergonha de aceitar, é triste. Nomear para o Governo um administrador do grupo SLN-BPN, protagonista da maior fraude bancária da história recente, é no mínimo uma provocação. E até Passos Coelho já deve ter ouvido a história da mulher de César. Mas o Governo quis sublinhar que não se sente obrigado a reger-se pelas regras da decência política e que o seu poder lhe permite fazer o que quiser. Tomamos nota. De novo. Mas no meio do grande escândalo há um pequenino que é, mesmo assim, de monta: o pormenor de a passagem de Franquelim Alves pela SLN-BPN ter sido devidamente expurgada do currículo oficial. Uma proposta concreta: torne-se ilegal e nula qualquer tomada de posse de qualquer governante, deputado ou dirigente do Estado que falsifique ou omita dados no seu currículo oficial. É uma regra simples e honesta. Não esperamos que este Governo a proponha nem que este Parlamento a aprove, mas nada nos impede de esperar que a honestidade volte um dia a ter maioria. [...]»

José Vítor Malheiros, Público

3 de fevereiro de 2013

Acerca da Imortalidade

«A imortalidade temporal da alma humana, ou seja, a sua sobrevivência mesmo depois da morte, não só não está garantida como também a sua suposição não realiza de todo o que com ela se queria alcançar. Se eu sobreviver eternamente resolvo de alguma maneira o enigma? A vida etrerna não seria tão enigmática como a presente que é única e finita? A solução do enigma da vida no tempo e no espaço está fora do tempo e do espaço. Estes problemas não são resolvidos pelas ciências da natureza

L. Wittgenstein

1 de fevereiro de 2013

A ter em atenção


A propósito de alguma decadência recente quero falar de «Gigi»,  uma novela de Colette.
Uma linda história sobre as relações humanas e mundanas...
Através das histórias de Gigi, nota-se, de forma subtil, o modo com os senhores da altura tratavam as meninas ou senhoras que estavam em plano inferior...
Enquanto que para os nobres, as senhoras ou mulheres deveriam preocupar-se em ser cultas e distintas a fim de arranjar um bom casamento, as outras deveriam tentar fazer o mesmo para se tornarem amantes desses mesmos nobres senhores!
A situação da mulher é divertida. A sua relação com os amantes, a acidez que as mulheres oferecem umas às outras, a ambição de conseguir a graça de um homem e o medo de o perder. As enormes preocupações com a idade, a beleza, as roupas e o luxo...
As mulheres já buscam a independência e o feminismo: ao recusar ser amante  pretende mostrar ser outra. Que atrevimento!

A notícia do Dia !!??


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