19 de fevereiro de 2013

Ser com os outros


É quando estamos olhos nos olhos com o Outros que a nossa vida ganha sentido. É com o rosto do Outro que sabemos o que temos de fazer: que nos tornamos responsáveis pelo Outro e por nós mesmos. O Outro que está diante de mim é muito mais do que aparece. Ele é outro diverso de mim. Ele é Outro que não aquele que está diante de mim. Mas ele está aí, está para mim. E assim deixa de ser Outro para ser mais um de mim.
Nós somos! O Eu, O Outro e o Outro para mim e o Eu para o Outro.  
Mas já não olhamos os Outros. E por isso o egocentrismo deixa as suas marcas. Eu passo sem o Outro: eu todo poderoso. O Eu totalitário impõe-se ao Eu comum. Todo o totalitarismo arrasa com a democracia. Somos indiferentes, já nada é diferente!
Não confiamos no Outro: pedimos factura ou carimbo de secretaria. A estrutura de uma sociedade comum está em degradação. A Europa está em desintegração.
O esquecimento do Outro é desumano. Já se esqueceram da guerra e dos campos de concentração. 
Quando lemos «Um copo de água da torneira, uma ida à casa de banho ou o consumo de energia num espaço de restauração podem ser cobrados desde que os custos estejam devidamente afixados nos preçários» estamos à beira do abismo.
Com os Outros somos mais sensatos e melhores pessoas. Estar com os Outros é uma fatalidade do Homem. Mas, alguém quer ganhar com isso e não perceber que esse acto tem um fim em si mesmo.

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