31 de julho de 2013

Sobre A Verdade E A Mentira

«Como é diferente, no meio de um destino também funesto, a atitude do homem estóico, instruído pela experiência e senhor de si graças aos conceitos!
Aquele que ordinariamente só busca a sinceridade e a verdade só procura livrar-se da ilusão e proteger-se contra surpresas enfeitiçadas; aquele que experimenta na infelicidade a obra-prima da dissimulação (...) nunca tem um rosto humano sobressaltado e transformado, já que transporta uma espécie de máscara de admirável simetria de traços; não grita e não altera a voz.
Quando lhe cai em cima uma chuvada, envolve-se no seu manto e distancia-se com passos lentos sob a chuva»

Friedrich Nietzsche

28 de julho de 2013

As garantias são as mesmas: no BPN ou no Governo...

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse que recebeu do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a "garantia absoluta" de que sobre a ministra das Finanças, Maria Luís, "não pesa" nada de "menos correcto".
"O primeiro-ministro deu-me a garantia absoluta de que sobre a doutora Maria Luís Albuquerque não pesa qualquer coisa menos correcta. Foi uma garantia absoluta que recebi do senhor primeiro-ministro", disse o Presidente.
Nada de mais correcto...
Mas as garantias devem ser as mesmas de outros casos: como os submarinos, os swap e o BPN...

27 de julho de 2013

Acerca dos estagiários|

Em momentos de mudança, de grandes alterações sociais deveríamos estar mais atentos.
Não deveríamos apostar em pessoas sem um mínimo de experiência que os recomende para as pastas que vão dirigir. A maior parte deles, apesar da idade, apenas detêm a confiança política ganha num gabinete, num qualquer lugar de nomeação/eleição partidária ou num banco ou numa consultora dos «amigos interesseiros» do partido.

25 de julho de 2013

Dívida(s)

Depois de uma investigação profunda pelas contas do estado, cheguei à conclusão que temos dinheiro para pagar os ordenados e a(s) dívidas(s). Não temos é dinheiro para pagar a democracia, os seus governadores e assessores.
Temos, por isso, de pensar fazer uma reforma política do estado!
Não podemos continuar a pagar as lutas pelo poder e as suas intrigas. Não podemos continuar a pagar aos assessores de confiança dos políticos. E os secretários e condutores dos assessores.

24 de julho de 2013

As letras dos livros

Quando alguém escreve um livro ele dirige-se a todos os que sabem ler, que possivelmente o lerão.
O livro é assim para todos, mas só alguns farão parte da sua vida.
Cada um à sua maneira ama, cuida, lê, folheia, dá forma à capa. Pessoas para quem o pensamento escrito mostra uma realidade de lugares e de emoções, expressas através de algumas poucas letras.
Mas a nossa relação com o livro e os seus dizeres não pode ser esporádica. A relação com o livro faz-se no dia-a-dia. Com altos e baixos. Com certezas e dúvidas. Em todos os lugares, numa profundo solidão de olhares, conversamos com um outro que está aí e que partilham as letras que estão no livro. Só devemos ter os livros.
E é principalmente nas bibliotecas e nas livrarias que se vivem os livros. É nesses lugares que ciclicamente nos misturamos com os livros, com as páginas e as letras. É nesses lugares que oferecemos a nossa vida e nos dão as histórias dos homens.
E sejamos claros: para além do que nos dizem as letras dos livros sobram alguns curtos namoros de verão.

22 de julho de 2013

Leitura Digital I

«Está a acontecer. Já se apercebeu?

Está a acontecer. Aquilo que nem nos passava pela cabeça que pudesse acontecer está mesmo a acontecer. Está a acontecer cada vez com mais regularidade as farmácias não terem os medicamentos de que precisamos. Está a acontecer que nos hospitais há racionamento) de fármacos e uma utilização cada vez mais limitada dos equipamentos. Está a acontecer que muitos produtos que comprávamos nos supermercados desapareceram e já não se encontram em nenhuma prateleira. Está a acontecer que a reparação de um carro, que necessita de um farol ou de uma peça, tem agora de esperar uma ou duas semanas porque o material tem de ser importado do exterior. Está a acontecer que as estradas e as ruas abrem buracos com regularidade, que ou ficam assim durante longos meses ou são reparados de forma atamancada, voltando rapidamente a reabrir. Está a acontecer que a iluminação pública é mais reduzida, que mais e mais lojas dos centros comerciais são entaipadas e desaparecem misteriosamente. Está a acontecer que nas livrarias há menos títulos novos e que as lojas de música se volatilizaram completamente. Está a acontecer que nos bares e restaurantes há agora vagas com fartura, que os cinemas funcionam a meio gás, que os teatros vivem no terror da falta de público. Está tudo isto a acontecer e nós, como o sapo colocado em água fria que vai aquecendo lentamente até ferver, não vemos o perigo, vamos aceitando resignados este lento mas inexorável definhar da nossa vida coletiva e do Estado social, com uma infinita tristeza e uma funda turbação.

Está a acontecer e não poderia ser de outro modo. Está a acontecer porque esta política cega de austeridade está a liquidar a classe média, conduzindo-a a uma crescente pauperização, de onde não regressará durante décadas. Está a acontecer porque, nos últimos quase 40 anos, foi esta classe média que alimentou cinemas, teatros, espetáculos, restaurantes, comércio, serviços de saúde, tudo o que verdadeiramente mudou no país e aquilo que verdadeiramente traduz os hábitos de consumo numa sociedade moderna. Foi na classe média — de professores, médicos, funcionários públicos, economistas, pequenos e médios empresários, jornalistas, artistas, músicos, dançarinos, advogados, polícias, etc. —, que a austeridade cravou o seu mais afiado e longo punhal. E com a morte da classe média morre também a economia e o próprio país.
E morre porque era esta classe média que mais consumia — e que mais estimulava — os produtos culturais nacionais, da literatura à dança, dos jornais às revistas, da música a outro tipo de espetáculos e de manifestações culturais. É por isso que a cultura está a morrer neste país, juntamente com a economia. E se a economia pode ainda recuperar lentamente, já a cultura que desaparece não volta mais. Um país sem economia é um sítio. Um país sem cultura não existe.
Durante a II Guerra Mundial, quando o esforço militar consumia todos os recursos das ilhas britânicas, foi sugerido ao primeiro-ministro Winston Churchill que cortasse nas verbas da cultura. O homem que conduziu a Inglaterra à vitória sobre a Alemanha recusou perentoriamente. “Se cortamos na cultura, estamos a fazer esta guerra para qué?” Mutatis mutandis, a mesma pergunta poderíamos fazer hoje: se retiramos todas as verbas para a cultura, estamos a fazer este ajustamento em nome de quê? Mas esta, claro, é uma questão que nunca se colocará às brilhantes cabeças que nos governam

Nicolau Santos

21 de julho de 2013

Acerca das falências

A cidade de Detroit, nos EUA, pode, mas Portugal, na UE, não pode!
Porque será?

20 de julho de 2013

Conclusão

Sigam o meu raciocínio:
Num primeiro tempo o ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, demitiu-se.
Num segundo momento o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, demitiu-se.
De seguida os mercados reagem e aumentam os juros da dívida pública.
Depois, o quarto passo dado foi: o primeiro-ministro anuncia ao país que estava tudo bem e que tinha uma proposta irrecusável para o Presidente da República. Estava a caminho uma colossal remodelação do executivo.
O presidente ignora a proposta de remodelação e pede que os partidos do governo, com o principal partido da oposição, o Partido Socialista, procurem um entendimento programático. Este era um quinto movimento de loucura, mas...
Numa sexta etapa o Partido Socialista aceita dialogar com os partidos do governo.
Sétimo capítulo: os três partidos encontram-se durante uma semana, numa verdadeiro filme de mudos e dizem, no final, que não era possível elaborarem um «mapa cor de rosa» sem prescindirem dos seus princípios.
Oitava ideia: os comentadores imparciais das televisões atribuem a culpa da crise do governo ao Partido Socialista.
Em conclusão e em jeito de profecia, o Presidente da República, Cavaco Silva, não marca eleições para penalizar o PS pela sua leviandade.
Entenderam o meu raciocínio, não é?

19 de julho de 2013

Nem com uma tripla o Governo se aguentou...


O acordo tripartido, para suspender mais uns tempos o governo, não se conseguiu realizar. Num comunicado simples, o secretário-geral do PS, António Seguro, informou que não iria patrocinar num programa de governo distantes dos ideais socialistas.
Tem razão!
E mais, finalmente apresentou algumas boas ideias para Portugal e para a União Europeia.

18 de julho de 2013

Uma boa notícia

Ainda bem que a questão do Acordo Ortográfico permanece continua em aberto. E pode ser que haja novidades em breve...
Uma petição “Pela desvinculação de Portugal ao ‘Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa’ de 1990”, vai ser discutida em plenário na Assembleia da República.
Espero um debate bem dirigido em que os interlocutores apresentem os seus melhores argumentos...

17 de julho de 2013

Sabius Justus

Esta não é mais do que a adaptação de uma estória antiga de um qualquer autor desconhecido...
A ter em conta!
"O rei Sabius Justus era um homem muito duro e tinha um coração de pedra. Governava o seu povo com extrema rigidez e não admitia a mínima desobediência à lei. Partia do princípio de que os seus súbditos eram livres para escolher entre o bem e o mal. Escolhido o mal, isto é, a transgressão, havia de se abater sobre o infractor toda a desgraça da pena: independentemente das circunstâncias em que o acto tivesse sido praticado.
As leis do reino eram severíssimas. O furto era punido com a perda de um dos braços. O roubo, com a de dois braços e o assassinato, com a morte do infractor, por enforcamento ou degola.
Um dia chegou às suas mãos o apelo de uma mulher que fora presa sob a acusação de ter furtado um pão. A defesa argumentava que a mulher, tendo um filho pequeno para amamentar, não poderia trabalhar, tendo praticado o furto apenas para matar a fome dele.
O rei, despachando de próprio punho, exarou o veredicto: "o furto de um pão é o mesmo que o de um milhão de moedas. Tanto num, como no outro caso, a lei foi violada. No caso, com uma agravante: a mulher tinha um filho e não lhe poderia dar o mau exemplo. E, por esse motivo agravante, mandou que lhe cortassem também a língua!".
Lendo a decisão, o capelão invocou a clemência de Deus para a mulher, mas o rei apenas respondeu recitando um antigo e surrado ditado: «dura lex sed lex».
A vida no reino continuou. O rei gostava de luxo e mandou construir nas proximidades do seu trono um soalho especial, feito com madeiras importadas altamente brilhantes e sensíveis às pisadelas dos mais desavisados. E para proteger a beleza daquele piso decretou: "é proibido pisar o soalho com sapatos. O infractor será punido com a pena de morte".
Claro que os súbditos iam até ao trono descalços.
(...) Entretanto, sucedeu que o filho mais velho do rei, estando com gripe e não podendo ficar descalço, resolveu visitar o pai sem tirar os sapatos. Um guarda prendeu-o e foi comunicar o facto ao rei.
- Alteza, prendi este rapaz que, desobedecendo ás leis reais, pisou o soalho sem tirar os sapatos.
- Execute o rapaz. «Dura lex sed lex». respondeu o rei!
O rapaz foi levado para a sala de execução. De seguida, outro guarda veio até junto do rei trazendo um dos sapatos do infractor.
- Alteza, o rapaz resistiu á prisão e deixou cair um de seus sapatos. Achei que Vossa Alteza poderia ter interesse em examinar o objecto do crime.
O rei pegou no sapato e reconheceu que se tratava do sapato de seu filho mais velho. Observou também que na sola havia uma grossa camada de veludo que não só protegeria o soalho como o deixaria muito mais reluzente e bonito.
Foi nessa altura que o rei concluiu que os fundamentos da sua norma não tinham sido violados e que o rapaz não cometera nenhuma transgressão, embora tivesse agido literalmente contra a lei. Pela primeira vez em toda a sua vida, o rei voltou atrás, chorou e mandou libertar o rapaz imediatamente.
Mas já era tarde. A pena capital já tinha sido cumprida. «Dura lex sed lex»"

16 de julho de 2013

"Dura lex sed lex"




Para o homem amoral, para o cidadão dos bons costumes, para o homem bom medieval, para o bom e diligente pai de família, para o engenheiro eleitoral, para o consumidor médio do share televisivo... o direito anda ligado à ideia de ordem por oposição ao caos e a ordem estabelecida costuma falar através da lei. "Dura lex, sed lex".
Neste sentido, a lei mantém uma estreita ligação ao senso comum, porque, por mais que ela racionalize, o detentor do poder nunca consegue quebrar as amarras que o ligam ao instinto. E não é o  conhecimento nem sequer o conhecimento científico que o pode demover dos seus objectivos.

Mas o direito tem a ver com a vida do quotidiano, com escolhas que a pessoa assume  para o seu futuro. O direito tem a ver com o agir moral justo e com uma melhor organização possível. Tem a ver com a vida activa e as escolhas conscientes.
É com os outros que realizamos a nossa existência, que reconhecemos a nossa direcção do viver. E a lei... A lei apenas sugere modos de comportamento humano.

14 de julho de 2013

A moda da «Carta»

Nestes tempos de austeridade em que a venda dos CTT está em cima da mesa, tenho de vos escrever uma carta sobre cartas...
Antigamente todos escrevíamos cartas mas, com o advento das tecnologias, todos optámos por falar e ou ver.
Ao que parece a moda das «cartas» regressou. Primeiro foram as cartas à troika, de Passos Coelho e de Seguro. Depois tivemos a carta de Mário Soares a pedir a demissão do primeiro-ministro.
Nos últimos dias tivemos as cartas de demissão de Vitor Gaspar e de Paulo Portas. 
Razão tinha Platão que dizia que a escrita começava quando acabava a confiança nos outros.
Neste pantanal político em que a desconfiança é generalizada, é de bom tom optar por escrever em vez de falar.
Mas vamos estar atentos. E vamos saber que o estado de coisas melhorou quando os nossos «bem amados homens políticos» deixarem de ter necessidade de escrever cartas.

11 de julho de 2013

Esqueleto com oito mil anos descoberto em Alcácer do Sal

«Um esqueleto com oito mil anos, do que aparenta ser uma mulher jovem, foi identificado esta semana por uma equipa da Universidade da Cantábria e da Universidade de Lisboa, no sítio arqueológico de Poças de S. Bento, no concelho de Alcácer do Sal. A ossada encontra-se num extraordinário estado de conservação e em posição ritual, abrindo um vasto leque de possibilidades de investigação sobre os comportamentos funerários e forma de vida humana no Mesolítico.
Este foi o achado mais significativo da campanha deste ano do projeto Sado-Meso, dirigido por Pablo Arias, da Universidade da Cantábrica, e Mariana Diniz, da Universidade de Lisboa, que tem como principal objetivo o estudo das últimas comunidades de caçadores-recolectores e dos processos de implantação dos primeiros grupos agro-pastoris, no baixo Vale do Sado (concheiros do Sado). O grupo ficou célebre no ano passado por ter descoberto aquela que será a mais antiga a sepultura de um cão em Portugal.
 O esqueleto agora encontrado será submetido a um conjunto de processos de investigação, como a datação por Carbono 14 e as análises de ADN, para que sejam reunidas informações sobre a vida daqueles povoados humanos. Para já, é possível verificar que se encontra deitado de costas, com as pernas fortemente fletidas para a frente e os braços pousados sobre o peito, o que indicia um rito funerário muito específico

9 de julho de 2013

Café Filosófico

«Um Café Filosófico é um diálogo público moderado por um filósofo em que se investiga de forma cooperativa um tema, questão ou problema do universo humano. Este espaço-tempo, animado pelo gosto pela discussão educada e pelo confronto intelectual, propõe um percurso dialético em que crenças, ideias e teses são analisadas, testadas e criticadas através do poder simultaneamente problematizador e clarificador do diálogo de matriz socrática. Como exercício de devolução da Filosofia à Cidade, a participação é aberta a todos, independentemente da sua bagagem filosófica, pois todo o cidadão está habilitado para o questionamento autêntico e investigação racional.»

7 de julho de 2013

Alguém quer adoptar uma Cyca Revoluta?

Dizem nos livros que as palmeiras «Cycas Revolutas» são das plantas mais antigas do nosso planeta.
São muito bonitas e fazem de qualquer canto de um jardim um sítio especial.
Há uma dezena de anos já eram caríssimas...
E como não sou de excessos comprei uma pequenina com três folhas. Passado todo este tempo, e depois de ter sido colocada no jardim, está muito grande e há uns dois anos surpreendeu-me com um filhote, em forma de pinha, junto à base.
Coloquei-o num vaso e agora começa a estar em condições para viajar...
E porque é que o estou a oferecer?
Porque a mamã já está a desenvolver novos filhotes...
Mas não se assustem: a «Cyca Revoluta» só cresce 4 cm por ano!

5 de julho de 2013

Ando com calores!



Ando cheio de calores! Afinal o calor parece que veio para ficar. Por mais que tente utilizar diversos utensílios, ando cheio de calor. E ainda por cima tenho múltiplos afazeres no exterior de casa. O suor corre em fio. mudo de roupa algumas vezes ao dia. Correr é um desafio. Afinal o que posso fazer para contrariar estes calores?
Há quem diga que o melhor a fazer é ir para a praia. Conduzir e chegar. Carregar um «sombrero» e caminhar pela areia. Sentir o fresco do mar. Sombras e ondas. Sentir o frio no corpo daquele mar azul.
Ler mais umas páginas de um livro qualquer e ver a paisagem. Um olhar aqui e além. Alguns visuais e tendências interessantes, Umas certas colecções de praia! Uns biquinis ou uns fatos de banho!
Afinal sempre vale a pena vir à praia. Gosto das tendências para o verão 2013. Gosto principalmente das propostas femininas e sensuais. Os tecidos parecem leves e confortáveis. E os bordados e as transparências são do melhor da estação!
As cores vivas são exóticas. As cores brancas ficam sempre bem com um belo bronzeado. Mas eu prefiro o negro que fica excelente em qualquer ocasião!
Ando com calores!

4 de julho de 2013

O Circo está na Rua

O circo é uma expressão artística que nasceu dentro da cultura popular. O fim último do Circo é a diversão e o entretenimento dos espectadores. O Circo é uma colectividade que reúne artistas de diferentes especialidades: malabarismo, palhaço, acrobacia, monociclo, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo e ... outros.
E isto tudo vem a propósito, como já todos imaginam, daquilo que se passa dentro do XIX Governo Constitucional de Portugal!
O governo é um circo: não faltam malabaristas, equilibristas e contorcionistas. Mas o que se passa não é mais do que a confirmação do que ia pela cabeça do comum cidadão, que ao fim de tarde entre dois dedos de conversa, comenta a qualidade dos políticos que nos governam.
OS nossos políticos são um espectáculo: estão aptos para exercer tais altas funções, ao serviço do circo.
E se como dizem, os eleitos representam os eleitores podemos dizer alto e bom som que «somos um país de verdadeiros artistas!»
E ainda nem começou a campanha eleitoral para as Autárquicas...

3 de julho de 2013

A Rã e o Escorpião de Esopo

«Parado ao sol, o escorpião olhava ao redor da montanha onde morava. 
- Tenho de me mudar daqui" - pensou.
Esperou a madrugada chegar, lançou-se por caminhos empoeirados até atingir a floresta. Escalou rochedos, cruzou bosques e, finalmente, chegou às margens do rio largo e caudaloso.
 - Que imensidão de águas! A outra margem parece tão convidativa... Se eu soubesse nadar!
Subiu um longo caminho pela margem, desceu novamente, e olhou para trás. Aquele rio certamente não teria medo de escorpião. A travessia era impossível. 
Não vai dar. Tenho de reconsiderar minha decisão! lamentou.
Estava quase a desistir quando viu uma rã sobre a relva, ao pé do rio. Os olhos do escorpião brilharam:
- Ora... parece que encontrei a solução!" - pensou. 
- Olá, rãzinha! Diz-me uma coisa: és capaz de atravessar este rio?
- Sim, já fiz essa travessia muitas vezes até a outra margem. Mas porque perguntas isso? - disse a rã, desconfiada.
- Pois é... deve ser muito agradável estar do outro lado - disse - mas eu não sei nadar.
A rã de olhos arregalados pensou:
- Será que ele vai me pedir...?"
- Se eu te pedisse um favor, tu fazias? disse o escorpião mansamente. 
- Que favor? murmurou a rã.
- Bem - o tom da voz era mais brando ainda - bem, tu eras capaz de me carregar nas costas até à outra margem?
A rã hesitou:
- Como é que eu vou ter certeza de que não me vais matar? 
Ora, não tenhas medo. Evidentemente, que se te matasse, também morreria argumentou o escorpião.
- E se tu me matasses já deste lado da margem! disse a rã.
- Nesse caso eu não cruzaria o rio nem atingiria meu destino - respondeu o escorpião.
- E como que é que eu vou saber que não me vais matar quando atingirmos a outra margem? perguntou a rã.
- Ora, ora... quando chegarmos ao outro lado eu estarei tão agradecido pela tua ajuda que não te vou pagar esta gentileza com a morte.
Os argumentos do escorpião até eram lógicos. A rã pensou, pensou e decidiu aceder. O escorpião acomodou-se nas costas macias da agora companheira de viagem e começaram a travessia. A rã nadava suavemente e o escorpião quase chegou a dormitar. Perdeu-se mesmo em pensamentos e planos futuros, passando os olhos pela beleza do rio. De repente o escorpião lembrou-se que ficaria a dever um favor para a rã e empertigou-se. Reagiu, ergueu o ferrão e....
- Antes a morte que tal sorte" - pensou.
A rã sentiu uma violenta dor nas costas e viu o escorpião recolher o ferrão. Um torpor cada vez mais acentuado começava a invadir-lhe o corpo.
- Seu tolo - gritou a rã - agora vamos os dois morrer! Porque fizeste isto?
O escorpião deu um riso sarcástico e sacudiu o corpo.
- Desculpa, mas não pude evitar. Esta é a minha natureza.»

2 de julho de 2013

1 de julho de 2013