24 de julho de 2013

As letras dos livros

Quando alguém escreve um livro ele dirige-se a todos os que sabem ler, que possivelmente o lerão.
O livro é assim para todos, mas só alguns farão parte da sua vida.
Cada um à sua maneira ama, cuida, lê, folheia, dá forma à capa. Pessoas para quem o pensamento escrito mostra uma realidade de lugares e de emoções, expressas através de algumas poucas letras.
Mas a nossa relação com o livro e os seus dizeres não pode ser esporádica. A relação com o livro faz-se no dia-a-dia. Com altos e baixos. Com certezas e dúvidas. Em todos os lugares, numa profundo solidão de olhares, conversamos com um outro que está aí e que partilham as letras que estão no livro. Só devemos ter os livros.
E é principalmente nas bibliotecas e nas livrarias que se vivem os livros. É nesses lugares que ciclicamente nos misturamos com os livros, com as páginas e as letras. É nesses lugares que oferecemos a nossa vida e nos dão as histórias dos homens.
E sejamos claros: para além do que nos dizem as letras dos livros sobram alguns curtos namoros de verão.

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