20 de julho de 2013

Conclusão

Sigam o meu raciocínio:
Num primeiro tempo o ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, demitiu-se.
Num segundo momento o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, demitiu-se.
De seguida os mercados reagem e aumentam os juros da dívida pública.
Depois, o quarto passo dado foi: o primeiro-ministro anuncia ao país que estava tudo bem e que tinha uma proposta irrecusável para o Presidente da República. Estava a caminho uma colossal remodelação do executivo.
O presidente ignora a proposta de remodelação e pede que os partidos do governo, com o principal partido da oposição, o Partido Socialista, procurem um entendimento programático. Este era um quinto movimento de loucura, mas...
Numa sexta etapa o Partido Socialista aceita dialogar com os partidos do governo.
Sétimo capítulo: os três partidos encontram-se durante uma semana, numa verdadeiro filme de mudos e dizem, no final, que não era possível elaborarem um «mapa cor de rosa» sem prescindirem dos seus princípios.
Oitava ideia: os comentadores imparciais das televisões atribuem a culpa da crise do governo ao Partido Socialista.
Em conclusão e em jeito de profecia, o Presidente da República, Cavaco Silva, não marca eleições para penalizar o PS pela sua leviandade.
Entenderam o meu raciocínio, não é?

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