23 de agosto de 2013

A implementar... ideias para uma reunião!

Uma organização em rede é uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na electrónica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir dos conhecimentos acumulados nelas pelas pessoas que gerem essas redes.
Eu sei que uma organização Alcacerense precisa disto... 

22 de agosto de 2013

Promessas vãs...

"Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal".
Quem terá dito isto??!!

20 de agosto de 2013

As dez pragas do Egipto

«Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (Faraó, era o título dado ao monarca do Egito) a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito (Ex 9.16; 1Sm 4.8) cujos habitantes deveriam ser julgados pela sua crueldade e grosseira idolatria. 

1 - Águas em Sangue:
  Os egípcios tributavam honras divinas ao rio Nilo, e reverenciavam-no como o primeiro dos seus deuses. Diziam que ele era o rival do céu, visto como regava a terra sem o auxílio de nuvens e de chuva. O fato de se tornar em sangue a água do sagrado rio, durante sete dias, era uma calamidade, que foi causa de consternação e terror.  (Ex 7.14...)

2- A praga das rãs:
  Na praga das rãs foi o próprio rio sagrado um ativo instrumento de castigo, juntamente com outros dos seus deuses. A rã era um animal consagrado ao Sol, sendo considerada um emblema de divina inspiração nas suas intumescências. O repentino desaparecimento da praga foi uma prova tão forte do poder de Deus, como o seu aparecimento. (Ex 8.1...)

3- Piolhos:
  A praga dos piolhos foi particularmente uma coisa horrorosa para o povo egípcio, tão escrupulosamente asseado e limpo. Dum  modo especial os sacerdotes rapavam o pelo de todo o corpo de três em três dias, a fim de que nenhum parasitos pudessem achar-se neles, enquanto serviam os seus deuses. Esta praga abalou os próprios magos, pois que, em conseqüência da pequenez desses insetos, eles não podiam produzi-los pela ligeireza de mãos, sendo obrigados a confessar que estava ali o "dedo de Deus" (Ex 8.19).

4- Moscas:
  As três primeiras pragas sofrem-nas os egípcios juntamente com os israelitas, mas por ocasião da separou Deus o povo que tinha escolhido (Ex 8.20-23). Este milagre seria, em parte, contra os sagrados escaravelhos, adorados no Egito.

5- Peste no gado:
  A quinta praga se declarou no dia seguinte, em conformidade com a determinação divina      (Ex 9.1). Outra vez é feita uma distinção entre os egípcios e os seus cativos. O gado dos primeiros é inteiramente destruído, escapando à mortandade o dos israelitas. Este milagre foi diretamente operado pela mão de Deus, sem a intervenção de Arão, embora Moisés fosse mandado a Faraó com o usual aviso.

6- Úlceras e tumores:
  (Ex 9.8) A sexta praga mostra que, da parte de Deus, tinha aumentado a severidade contra um monarca obstinado, de coração pérfido. E aparecia agora também Moisés como executor das ordens divinas; com efeito, tendo ele arremessado no ar, na presença de Faraó, uma mão cheia de cinzas, caiu uma praga de úlceras sobre o povo. Foi um ato significativo. A dispersão de cinzas devia recorda aos egípcios o que eles costumavam fazer no sacrifício de vítimas humanas, concorrendo o ar, que era também uma divindade egípcia, para disseminar a doença.

7- A Saraiva:
  (Ex 9.22) Houve, com certeza. algum intervalo entre esta e a do nº 6, porque os egípcios tiveram tempo de ir buscar mais gado à terra de Gósen, onde estavam os israelitas. É também evidente que os egípcios tinham por esta ocasião um salutar temor de Deus de Israel, e a tempo precaveram-se contra a terrível praga dos trovões e da saraiva. (Ex 9.20).

8- Os gafanhotos:
  Esta praga atacou o reino vegetal. Foi um castigo mais terrível que os outros, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de vegetais. Nesta ocasião os conselheiros de Faraó pediram com instância ao rei que se conformasse com o desejo dos mensageiros de Deus, fazendo-lhes ver que o país já tinha sofrido demasiadamente (Ex 10.7). Faraó cedeu até certo ponto, permitindo que somente saíssem do Egito os homens; mas mesmo isto foi feito com tão má vontade que mandou sair da sua presença a Moisés e Arão (Ex 10.7-11). Foi então que uma vez mais estendeu Moisés o seu braço à ordem de Deus, cobrindo-se a terra de gafanhotos, destruidores de toda a vegetação que tinha escapado da praga da saraiva. Outra vez prometeu o monarca que deixaria sair os israelitas, mas sendo a praga removida, não cumpriu a sua palavra.

9- Três dias de escuridão:
  A praga das trevas mostraria a falta de poder do deus do sol, ao qual os egípcios prestavam culto. Caiu intempestivamente a nova praga sobre os egípcios, havendo uma horrorosa escuridão sobre a terra durante 3 dias (Ex 10.21). Mas, os israelitas tinham luz nas suas habitações. Faraó já consentia que todo o povo deixasse o Egito, devendo contudo, ficar o gado. Moisés, porém rejeitou tal solução. Sendo dessa forma a cegueira do rei, anunciou a última e a mais terrível praga que seria a destruição dos primogênitos do Egito (Ex 10.24-11.8). Afastou-se Moisés irritado da presença de Faraó cujo coração estava ainda endurecido (Ex 11.9,10).

10- A morte dos primogênitos:
   Foi esta a última e decisiva praga (Ex 11.1). E foi, também, a mais claramente infligida pela direta ação de Deus, não só porque não teve relação alguma com qualquer fenômeno natural, mas também porque ocorreu sem a intervenção de qualquer agência conhecida. Mesmo as famílias, onde não havia crianças, foram afligidas com a morte dos primogênitos dos animais. Os israelitas foram protegidos, ficando livres da ação do anjo exterminador, pela obediência às especiais disposições divinas»

Flávio Carvalho

18 de agosto de 2013

Acerca da crise e das Humanidades...

«Atravessamos atualmente uma crise de grande amplitude e de grande envergadura internacional. Não falo da crise económica mundial iniciada em 2008; falo da que, apesar de passar despercebida, se arrisca a ser muito mais pre­judicial para o futuro da democracia: a crise planetária da educação.
Estão a produzir-se profundas alterações naquilo que as sociedades democráticas ensinam aos jovens e ainda não lhe afe­rimos o alcance. Ávidos de sucesso económico, os países e os seus sistemas educati­vos renunciam imprudentemente a competências que são indispensáveis à sobrevivência das democracias. Se esta tendência persistir, em breve vão produzir-se pelo mundo inteiro gerações de máquinas úteis, dóceis e tecnicamente qualificadas, em vez de cidadãos realizados, capazes de pensar por si próprios, de pôr em causa a tradição e de compreender o sentido do sofrimento e das realizações dos outros.
De que alterações estamos a falar? As Humanidades e as Artes perdem terreno sem cessar, tanto no ensino primário e secundário como na universidade, em quase todos os países do mundo. Considera­das pelos políticos acessórios inúteis, nu­ma época em que os países têm de desfazer – se do supérfluo para continuarem a ser competitivos no mercado mundial, estas disciplinas desaparecem em grande ve­locidade dos programas letivos, mas também do espírito e do coração dos pais e das crianças. Aquilo a que poderíamos chamar os aspetos humanistas da ciência e das ciências sociais está igualmente em retrocesso, preferindo os países o lucro de curto prazo, através de competências úteis e altamente aplicadas, adaptadas a esse objetivo.
Procuramos bens que nos protegem, satisfazem e consolam — aquilo a que [o escritor c pensador indiano] Rabindranath Tagore chamava o nosso «invólucro» material. Mas parecemos esquecer as faculdades de pensamento e imaginação que fazem de nós humanos e das nossas interações relações empáticas e não simplesmente utilitárias Quando estabelecemos contactos sociais, se não aprendermos a ver no outro um outro nos, imagi­nando-lhe faculdades internas de pensa­mento e emoção, então a democracia é vo­tada ao malogro, porque assenta precisamente no respeito e na atenção dedicados ao outro, sentimentos que pressupõem que os encaremos como seres humanos e não como simples objetos.
Hoje mais que nunca, dependemos todos de pessoas que nunca vimos. Os pro­blemas que temos de resolver – sejam de ordem económica, ecológica, religiosa ou política – têm envergadura planetária. Nenhum de nós escapa a esta interdependência mundial. As escolas e as universidades do mundo inteiro têm, por conseguinte, uma tarefa imensa e urgente: culti­var nos estudantes a capacidade de se considerarem membros de uma nação heterogénea (todas as nações modernas o são) e de um mundo ainda mais heterogéneo, bem como uma noção da história dos dife­rentes grupos que o povoam.
Se o saber não é a uma garantia de boa conduta, a ignorância é quase infalivelmente uma garantia de maus procedimentos. A cidadania mundial implica realmente o conhecimento das humanidades? 0 indivíduo necessita certamente de muitos co­nhecimentos factuais que os estudantes podem adquirir sem formação humanista – memorizando, nomeadamente, os factos em manuais padronizados (supondo que não contêm erros). Contudo, para ser um cidadão responsável necessita de algo mais: de ser capaz de avaliar os dados históricos, de manipular os princípios económicos e exercer o seu espírito crítico, de comparar diferentes conceções de justiça social, de falar pelo menos uma língua estrangeira, de avaliar os mistérios das grandes religiões do mundo. Dispor de uma série de factos sem ser capaz de os avaliar, pouco mais é que ignorância. Ser capaz de se referenciar em relação a um vasto leque de culturas, de grupos e de nações e à história das suas interações, isso é que permite às democracias abordar de forma responsável os problemas com os quais se vêem atualmente confrontadas. A capacidade – que quase todos os seres humanos têm, em maior ou menor grau – de imaginar as vivências e as necessidades dos outros deve ser amplamente desenvolvida e estimulada, se queremos ter alguma esperança de conservar instituições satisfatórias, ultrapassando as múltiplas clivagens que existem em todas as sociedades modernas.
«Uma vida que não se questiona não vale a pena ser vivida», afirmava Sócrates. Cético em relação à argumentação sofista e aos discursos inflamados, pagou com a vida a sua fixação neste ideal de questionamento crítico.
Hoje, o seu exemplo é o fulcro da teo­ria e prática do ensino da cultura geral da tradição ocidental, e ideias similares estão na base do mesmo ensino na Índia e noutras culturas. Se insistirmos em dispensar a todos os estudantes do primeiro ciclo uma série de ensinamentos da área das Humanidades, é porque pensamos que es­sas matérias os estimularão a pensar e a argumentar por eles mesmos, em vez de se resumirem simplesmente à tradição e à autoridade; e porque consideramos que, como proclamava Sócrates, a capacidade de raciocinar é importante em qualquer sociedade democrática. É-o particularmente nas sociedades multiétnicas e multiconfessionais. A ideia de que cada um possa pensar por si próprio e relacio­nar-se com os outros num espírito de respeito mútuo é essencial à resolução pacífica das diferenças, tanto no seio de uma nação como num mundo cada vez mais dividido por conflitos étnicos e religiosos.
O ideal socrático está hoje submetido a uma rude prova, porque queremos promover a qualquer custo o crescimento económico. A capacidade de pensar e ar­gumentar por si não parece indispensável para os que visam resultados quantificáveis.(…)
Para compreenderem efetivamente o mundo complexo que os cerca, os cidadãos não têm suficientes conhecimentos factuais nem de lógica. Necessitam de um terceiro elemento, estreitamente ligado a esses dois, a que poderia chamar-se imaginação narrativa. Noutros termos, a capacidade de se pôr no lugar do outro, de ser um leitor inteligente da história dessa pessoa, de compreender as emoções, os dese­jos e os sentimentos que ela pode sentir. Essa cultura da empatia está no centro das melhores conceções modernas de educação democrática, tanto nos países ociden­tais como nos demais. Isso deve fazer-se em grande parte no seio familiar, nas escolas, e mesmo as universidades desempenham também um papel importan­te. Para preenchê-lo corretamente, de­vem atribuir um espaço nos seus programas para as Humanidades e as Artes, visto que melhoram a capacidade de ver o mundo através dos olhos do outro – capa­cidade que as crianças desenvolvem por meio de jogos de imaginação.(…)
Devemos cultivar os «olhares interio­res» dos estudantes. As artes têm um du­plo papel na escola e na universidade: enriquecer a capacidade de jogo e de empatia, de uma maneira geral, e agir sobre os pontos cegos, em especial.
Esta cultura da imaginação está estrei­tamente ligada à capacidade socrática de criticar as tradições mortas ou inadaptadas, e fornece-lhe um apoio essencial. Não se pode tratar a posição intelectual do outro com respeito sem ter pelo menos tentado compreender a conceção de vida e as experiências que lhe estão subjacentes. Mas as artes contribuem também para outra coisa. Gerando o prazer associado a atos de compreensão, subversão e reflexão, as Artes produzem um diálogo suportável e até atraente com os preconceitos do passado, e não um diálogo caracte­rizado pelo medo e pela desconfiança. Era o que Ellison queria dizer quando qualifi­cava o seu Homem invisível como «janga­da de sensibilidade, de esperança e de di­vertimento».(…)
As Artes, diz-se, custam demasiado di­nheiro. Não temos meios, em período de dificuldades económicas. E, no entanto, as Artes não são necessariamente tão caras como se diz. A literatura, a música e a dança, o desenho e o teatro são poderosos vetores de prazer e de expressão para todos, e não requerem muito dinheiro para os fa­vorecer. Diria mesmo que um tipo de educação que solicita a reflexão e a imaginação dos estudantes e dos professores reduz efecivamente os custos, reduzindo a delinquência e a perda de tempo induzidas pela ausência de investimento pessoal.
Como se apresenta a educação para a ci­dadania democrática no mundo atual? Bas­tante mal, temo eu. Ainda se porta relativamente bem no lugar onde a estudei, nomea­damente nas disciplinas de cultura geral dos currículos universitários norte-ameri­canos. Esta faixa curricular, em estabeleci­mentos coma o meu [a Universidade de Chicago], beneficia ainda de um apoio generoso de filantropos. Pode-se mesmo dizer que é uma faixa curricular que trabalha melhor hoje para a cidadania democrática do que há 50 anos, época em que os estu­dantes não aprendiam muito sobre o mun­do fora da Europa e da América do Norte, ou sobre as minorias do seu próprio país. Os novos domínios de estudo integrados no tronco comum aumentaram a sua compreensão de países não ocidentais, de eco­nomia mundial, de relações intracomunitárias, de dinâmica de género, de história das migrações e de combates de novos gru­pos para o reconhecimento e a igualdade. Após um primeiro ciclo universitário, os jovens de hoje são, no seu conjunto, menos ignorantes do mundo não ocidental que os estudantes da minha geração. O ensino da literatura e das artes conheceu uma evolução similar: os estudantes são confronta­dos com um leque de textos claramente mais vasto.
Não podemos, contudo, afrouxar a vigilância A crise económica levou numerosas universidades a cortar nas Humanida­des e nas Artes. Não são, certamente as únicas disciplinas abrangidas pelos cortes. Mas sendo as Humanidades consideradas supérfluas por muitos, não se vê inconve­nientes em amputá-las ou em suprimir to­talmente certos departamentos. Na Euro­pa, a situação é ainda mais grave. A pressão do crescimento económico levou mui­tos dirigentes políticos a reorientarem todo o sistema universitário – o ensino e a investigação, em simultâneo — numa ótica de crescimento.(…)
Numa época em que as pessoas começaram a reclamar democracia, a educação foi repensada no mundo inteiro, para produzir o tipo de estudante que corresponde a essa forma de governação exigente: não se pretendia um gentleman culto, impregnado da sabedoria dos tempos, mas um membro ativo, critico, ponderado e empático numa comunidade de iguais, ca­paz de trocar ideias, respeitando e compreendendo as pessoas procedentes dos mais diversos azimutes. Hoje continuamos a afirmar que queremos a democracia e também a liberdade de expressão, o respeito pela diferença e a compreensão dos outros. Pronunciamos-nos a favor destes valores, mas não nos detemos a refletir no que temos de fazer para os transmitir à geração seguinte e assegurar a sua sobrevivência

Martha Nussbaum

16 de agosto de 2013

Animalescos

Acabei de ler o livro «animalescos» de Gonçalo M. Tavares.
E mais uma vez fiquei surpreendido como o autor, isto é, Gonçalo M. Tavares não pára de me surpreender. Cada livro é diferente!
Um livro diferente. Um homem diferente. Máquinas diferentes. Ninguém pode viver para sempre. 
Não conheço outro livro que escreva os humanos na sua nudez e na sua fragilidade como Gonçalo M. Tavares fez. Brutos como viemos ao mundo, carne e sangue, feios, loucos. Sentados ou de gatas como um animal qualquer. Sozinho dentro de um qualquer quadrado, implacavelmente sozinho a apodrecer para os pombos. O universo de G. M. Tavares transformou-se na alma de um qualquer hospício: na mais profunda malvadez obediente da alma humana. 
Pura psicologia animal. Ficamos perdidos e abandonados, sem que ninguém nos possa salvar.

15 de agosto de 2013

Acerca dos Sábios

Qual a comparação que podemos fazer entre os Sete sábios da Grécia e os Quinze sábios de Poiares Maduro?

14 de agosto de 2013

Amadeo de Souza-Cardoso no CAM, da Fundação Gulbenkian

O Centro de Arte Moderna, da Fundação Gulbenkian, ao festejar trinta 30 anos de existência, oferece-nos uma espectacular exposição em que é ocupado pela primeira vez, todo o espaço expositivo do museu...
E mais uma vez, querendo prestar um inestimável serviço à arte e à cultura portuguesas apresenta um programa com nomes consagrados. Amadeo de Souza-Cardoso é a principal figura, mas outras manifestações artísticas associadas ao autor são aí apresentadas.
De salientar também que sta exposição tem vários momentos definidos em que o público pode interagir com a colecção.
Até ao dia 19 de Janeiro de 2014 temos de lá ir!

13 de agosto de 2013

O que é um peripatético?

Como deveríamos saber Aristóteles foi o mentor dos peripatéticos.
E porque chamaram a esta seita de peripatética?
Porque gostavam de andar enquanto filosofavam pelos jardins do Liceu, porque estavam sempre em «actividade de deambulação».
Disputavam enquanto caminhavam.Com Aristóteles entre eles pareciam uma turma de gente a discutir, mas não faziam mais do que um pouco de exercício para melhorar a sua actividade mental.
Caminhar e filosofar com os outros. Pensar em comum. Melhorar a nossa linguagem, ser assertivo e estabelecer relações entre ideias. Ver o mundo á nossa volta. sentir o mundo real através do nosso corpo.
Pensar que, com os outros, podemos melhorar o nosso modo de ser e de estar. Dialogar.Caminhar com os outros é uma partilha mental e física.
Vamos fazer umas caminhadas?

11 de agosto de 2013

Aprender a pensar

«Só vinte anos depois da minha licenciatura entendi que o velho cliché de “ensinar os alunos a pensar” é, na verdade, uma simplificação de uma ideia bem mais profunda e séria: aprender a pensar na verdade significa aprender a exercer algum controle sobre como e o que cada um pensa. Significa estar consciente e suficientemente atento para escolher ao que cada um de nós dá atenção e para construir uma ideia de mundo a partir da experiência. Porque se cada um de nós não puder fazer este tipo de escolhas na vida adulta, ficará em apuros

David Foster Wallace

9 de agosto de 2013

Não se esqueçam que ainda vivemos na Europa...

«Mas a Europa rica, mesmo em crise, não abdica de um mês de Agosto de boa vida. É esta ainda a medida da sua riqueza e das maravilhas do seu Estado social.
Como a chanceler alemã costuma dizer, a União Europeia representa hoje 7% da população mundial, 25% da riqueza produzida no mundo e 50% do gasto global com os apoios sociais

Teresa de Sousa, O nosso querido mês de Agosto, Público

8 de agosto de 2013

Simulador de rescisões

«Com o objectivo de ajudar à tomada de decisão dos trabalhadores interessados em aderir ao Programa de Rescisões por Mútuo Acordo é disponibilizado um simulador, para efeitos de cálculo de recebimento da compensação, com carácter apenas informativo e não vinculativo

Para saber qual é o mais curto, liberal e virtuoso caminho para o desemprego siga este link!

7 de agosto de 2013

Eu sou um pobre, mísero e indigente professor...


Deus nos proteja dos pobres de espírito porque irão direitinhos para o reino dos céus. A seriedade sempre ficou bem aos professores: e quanto mais sérios melhor. Não saber de nada à maneira socrática, assinar papéis que lhe põem à frente, vender e comprar sem saber os preços como a massa meada, coisas estrangeiras com nomes esquisitos... tudo coisas que um que um mísero professor jamais compreenderia, explicaria e conseguiria interpretar.
Mas afinal para que serve saber alguma coisa acerca disto?
E eu que sou um pobre, mísero e indigente professor ainda pensava que vivia na caverna do Platão..
Mas não! Afinal vivo na caverna... do Ali Babá e os quarenta ladrões...

6 de agosto de 2013

Estou a acabar de ler...

Estou a acabar de ler o exemplar nº 0045 de «O cultivo de flores de plástico» do Afonso Cruz.
Por falta de tempo, por ter em mãos outros livros, por estar em férias e ter a vida de pernas para o ar...
No fundo todos acabamos de ler os livros que começamos...
No fundo todos podemos acabar a viver na rua...
O quotidiano de alguns amigos que vivem  a sua amizade de forma bastante próxima. A dureza entretida das vidas na rua.
Todos vemos o que se passa através das estatísticas. Mas, no fundo, ninguém quer saber. Nem eles mesmos.
Há um pouco de tudo: militares, orações, flores, fugas, chaves e muita bebida!
Podem bater palmas: há sempre alguém a oferecer-lhe um cobertor para não ter frio. Mas antes de mais é preciso matar a fome...

5 de agosto de 2013

Olá Democracia!

Vivemos em democracia. E a reflexão acerca da democracia e dos seus fundamentos políticos é fundamental para proporcionar o avanço do cidadão em sociedade, em vez do seu retrocesso. Mas em todas as considerações que possam efectuar deve ser considerado crucial a participação dos cidadãos na vida política. Esta é uma condição necessária para o exercício da democracia.
Na época actual, em que procuramos consolidar a extensão dos direitos democráticos não nos podemos, nunca, esquecer dos procedimentos de carácter universal, empíricos, comprováveis e racionalmente validos, que definem a objectividade do conhecimento. Toda a ciência, a Filosofia e outros saberes do homem só são possíveis numa organização democrática. Não esquecer também o livre arbítrio, que só é possível em democracia...

4 de agosto de 2013

Atenas recebe «Congresso Mundial de Filosofia»

Atenas volta a ser durante esta semana a capital universal da Filosofia ao receber, pela primeira vez, o XXIII Congresso Mundial da disciplina. Como na Grécia Antiga, vai reunir sábios e estudiosos de todo mundo que debaterão os assuntos mais variados como a moralidade nos negócios, a religião como obstáculo aos direitos humanos, os valores individuais e universais e a ética e a estética do desporto. 
O Congresso vai ter como lema "A filosofia enquanto indagação e modo de vida" -  que é derivado da pergunta socrática "Como devemos viver?".
Um dos pontos fortes do Congresso serão as sessões especiais, em lugares de um simbolismo forte como a Academia de Platão e o antigo Liceu de Aristóteles.
Para todos significa o regresso da Filosofia ao seu lugar de origem. Porque, como a Democracia, a Filosofia surgiu na Grécia Antiga e é afirmação da racionalidade num período caótico que está a ser vivido neste espaço da União Europeia.

1 de agosto de 2013

A medida final - a Blitzkrieg do mandato do governo

Não sei, lá muito bem, prever o futuro. O que sei é que: as próxima vítimas das medidas do governo são, mais uma vez, os colaboradores que ainda trabalham. Alguém terá de pagar pelos futuros insucessos do governo.
Acerca do passado já estamos conversados. O esforço que foi feito para empobrecer os Portugueses foi conseguido.
Mas a corda ainda vai apertar mais. Já está tudo previsto: horário de quarenta horas semanais, direito a férias reduzido para 22 dias por ano, flexibilidade das regras de despedimento, novo sistema de requalificação da administração pública (dito despedimento), redução de mais 30 mil efectivos na função pública, revisão da tabela remuneratória única e elaboração de uma tabela única de suplementos, aumento das contribuições para os subsistemas de saúde ADSE/ADM/SAD, mudança na idade da reforma, etc.
Mas a última medida é a medida final. Blitzkrieg! É uma medida de âmbito cientifico: apagar as memórias dos anos de governação. Todos os Portugueses, no final do final do mandato, devem tomar "metirapona", um medicamento que ajuda a suprimir o sofrimento causado por lembranças negativas. Deste modo abrem-se as portas a um segundo mandato.