22 de setembro de 2013

Aberrações

Um certo modo de ser e aparecer. Um pensar de domínio sobre os outros. Um desvelar que nem sempre é visível.Preferências de sombra na praia. Já é tarde para ir dormir. Nem sempre consegue dormir a sesta. Uma persistência sem fim. Um modo de estar próximo  em demasia. Tocar sempre e em todo o lado. A calma de estar sentado no sofá. Caminhar lentamente pelo pó das laranjeiras. Apanhar o pouco que a terra dá. 
A "Metamorfose" do Kafka ajudou a perceber as aberrações da transformação noutro. Ninguém quer ser um insecto. Mas todos querem ser livres. E ser livre é a libertação de todos as correntes desta vida.
Estar preso a um certo modo de liberdade. Estar livre de todas as prisões!
Que estafermos: preciso de um água das pedras!

1 comentário:

Poeta Zarolho disse...

“Livre prisioneiro”

A liberdade nesta vida
É coisa do outro mundo
Raro por nós decidida
Presos a cada segundo

Àquilo que não temos
Mas representa felicidade
Não temos entristecemos
Sermos não é prioridade

Nesta gaiola dourada
Que nos rouba a liberdade
Ser ou não ser não é questão

Mas o ter não vale nada
Ilusão desta sociedade
Que se transforma em prisão.