28 de fevereiro de 2014

O Criador...

O criador é um falsário. Acusa a verdade monolítica. Assume plena responsabilidade pelo falso. É um produtor da maior verdade porque não representa nem altera objectos reais. Delito sobre delito: primeiro o ponto, depois a linha e por fim a forma.

Pensar...


Normalidade


Existe uma elementar universalidade humana. Ser de origem modesta, crescido e formado no interior dos valores tradicionais da família, respeitando a autoridade e a norma social. Apenas procurando uma normalidade quotidiana. A ordem facilitadora.
Quando a incerteza se instala não se rende nem se resigna. As unhas são garras. O descanso é luta. O burguês é um tirano violento. A angustia individual é uma tragédia colectiva.
Por fim o regresso à banalidade. Sem olhar para o passado e sim para a vida. Aposentado a viver em alegria.

26 de fevereiro de 2014

A Verdade da mentira!

Pode o mentiroso, o falsificador dizer a verdade? As suas palavras podem retratar a realidade de uma forma mais profunda. O que conta é que as suas palavras confrontem aqueles que a neguem. Um genial contrabandista da verdade. Pintar um quadro melhor que o original. A mentira da assinatura do "eu". Uma mentira individual num mar de mentiras colectivas. O delírio de contar histórias. A obstinação do mentiroso a contar verdade.

25 de fevereiro de 2014

A verdade


A verdade é o mesmo que realidade? Sei lá!

A verdade precisa ser dita por alguém e a realidade também!

23 de fevereiro de 2014

Recordações...

Quando te recordas de alguns episódios da vida, encontras de tudo um pouco. Uma vida inteira a correr de um lado para o outro. Uma vida de princípios e de fins. Um eterno retorno. Com os seus tremores e sua bonança, com os seus pântanos e os seus encantos. Sem lhes dar demasiada importância, sejam eles bons ou maus. Um enorme amor à vida que não rejeita as mudanças do tempo. Os abismos e as contradições da humanidade desmascarados. Um mar cheio de vida. Sem uma fé ou uma filosofia que garantam as tuas escolhas. Conduto, combater em vez de desertar.

21 de fevereiro de 2014

Diferenças...

Enquanto demorei um ano para construir a minha moradia, a Deus bastaram seis dias para criar o mundo. E esta afirmação não é ingénua. Não é por acaso que a minha moradia demorou muito mais tempo a fazer. Sinceramente, vejam como está o mundo!

20 de fevereiro de 2014

Estúpidos!

A maior estupidez da vida é alguém acreditar que, comendo fruta, pode alcançar o conhecimento. Mesmo que essa história envolva serpentes, árvores e mulheres.
Haja uma avaliação crítica. O conhecimento nunca será uma refeição imprevista, mas uma paciente e dolorosa investigação.

19 de fevereiro de 2014

E como hoje é quarta-feira, vou provar um tinto...


If

«If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don't deal in lies,
Or being hated don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream---and not make dreams your master;
If you can think---and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same:.
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings,
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings---nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And---which is more---you'll be a Man, my son!»

Rudyard Kipling

18 de fevereiro de 2014

A minha terra...

Nada como viver numa terra porosa onde as pessoas vivem na rua. Nada como saborear o sol na pele suada. Caracóis e imperiais.
Há por aí tantos super-homens falhados e aprisionados à sua consciência. A perturbação da resistência. O desvio da obediência cega ao que reprime. Novos problemas para novas feridas. Caminhar pela via da nulidade sem os sabores da vida.

16 de fevereiro de 2014

Tempos...

O meu inverno tem um horizonte restrito, mas prudente e seguro. Um mundo reduzido, mas rico e harmonioso. Um pequeno espaço de fantasia. Uma monotonia acolhedora. Uma paisagem pacata. Uma renuncia nostálgica. Uma certa imobilidade, um certo apagamento. A periferia da vila no meio da natureza. Um sítio isolado e disperso.
O meu verão não tem horizontes. Uma cidade cheia de luzes. Vermelho, azul e amarelo.

15 de fevereiro de 2014

Livros...

«10, 9, ignition sequence start, 6, 5, 4, 3, 2, 1, zero.
All engines running. Liftoff!»

14 de fevereiro de 2014

A Igreja de Santa Susana foi classificada como monumento de interesse público

«Com um traçado tipicamente popular, a Igreja de Santa Susana é constituída por uma só uma nave com uma abóbada de berço redonda De influência maneirista, a igreja paroquial tem um interior muito simples onde se destacam a figura de Santa Susana, no centro do altar-mor, e, sobretudo, duas pinturas sobre madeira que ladeiam a imagem.»

Mais do que a igreja, todos deveriam conhecer a aldeia de Santa Susana!

M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! 

13 de fevereiro de 2014

Os Livros

«Os livros são uma janela para outros mundos e multiplicam-te a vida, porque a vida passa num instante e acaba. Os livros dão-te a oportunidade e viver muitas vidas, de conhecer muita gente, personagens incríveis. Eu estive na lua graças a Júlio Verne, cacei baleias com Melville em Moby Dick, ouvi as sereias na Odisseia, vi chorar Anna Karenina... Vivi coisas extraordinárias graças aos livros.»
 A.G. Iturbe

12 de fevereiro de 2014

Pais e Filhos

O que dizer sobre os pais e sobre os filhos? O que os une? O que os separa?
Os pais bem enraizados, como os sobreiros, representam um mundo errado, atrasado e em declínio, mas com uma enorme compreensão da realidade, vivida entre as suas gentes; os filhos livres ao vento, sementes em construção, protagonistas no seu próprio mundo, dominam a verdade com a sua presunção. Os pais dão voz aos antigos e tacanhos costumes, os filhos indicam o futuro com coragem e determinação.
Há na Humanidade a busca de um certo equilíbrio: um espaço em que os filhos mudam e melhoram o mundo dos pais. Não há abismos geracionais, mas sim uma complexa e rica interacção pela vida.
Esta é a dialéctica entre pais e filhos, entre a tradição e o futuro!

10 de fevereiro de 2014

URGENTE

Alguém tem, sabe, vende, tem conhecimento, ou tem raiva em saber, do livro "O Diabo Mesquinho", de Fiódor Sologub? É o livro certo para o final deste inverno.

9 de fevereiro de 2014

O Futuro

" A verdade é que o futuro está aí ao virar da esquina...e... à velocidade de um clique de rato!"
 Paula Pedroso

7 de fevereiro de 2014

Dos fins...

"No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade".
Immanuel Kant

Mudanças...

Talvez as coisas se possam passar, sempre, de outra forma: a leitura das notícias no facebook substituiu a leitura dos jornais, que substituiu a oração da manhã...

6 de fevereiro de 2014

Opções

Neste tempo de grandes opções, o que escolher? Arranjar tempo para ganhar mais dinheiro ou arranjar dinheiro para ganhar mais tempo?

O Outro

"Para além da fome que se satisfaz, da sede que se mata e dos sentidos que se apaziguam, a metafísica deseja o Outro para além das satisfações, sem que da parte do corpo seja possível qualquer gesto para diminuir a aspiração, sem que seja possível esboçar qualquer carícia conhecida, nem inventar qualquer nova carícia".
E. Lévinas

5 de fevereiro de 2014

Quando é necessário... temos de resolver alguns labirintos!


Os dez livros da minha vida - Uma lista possível


1- Os Irmãos Karamazov, de F. Dostoiévski (Primeiro)
2- A Ponte Sobre o Drina, de Ivo Andric (Amizade)
3- O Idiota, de F. Dostoiévski (Personagem)
4- Moby Dick, de H. Melville (Determinação)
5- Rayuela , Julio Cortázar (Amores)
6- Assim Falava Zaratustra, F. Nietzsche (Homem)
7- O Despertar dos Mágicos, de L. Pauwels e J. Bergier (Juventude)
8- As flores do Mal, de Baudelaire (Loucura)
9- Uma Caneca de Tinta Irlandesa, de Flann O'Brien (Livros) 
10- Uma Viagem à India, de Gonçalo M. Tavares (Português)

2 de fevereiro de 2014

Da Fragilidade

Apesar de ser um admirador da grandiosidade da razão humana, contacto todos os dias com a sua fragilidade!

1 de fevereiro de 2014

Melancolia


Conheço algumas pessoas melancólicas. Todos os dias conheço mais pessoas melancólicas. Em todas elas existe a incapacidade de viver o hábito do quotidiano. Em todas elas a dificuldade de superar a repetição dos trabalhos e dos dias. O dia a seguir à noite. Primavera, verão, outono e inverno. Um ano após outro cano. 
A realidade perde sentido. Os melancólicos desfazem-se dela. Perda de si mesmo sem relações ao mundo.
Como as podemos ajudar? Como lhes explicar que todos os dias há novas particularidades? Como reencontrar o calor familiar dos que lhes são próximos?