31 de março de 2014

Dos limites...

Deixei de compreender o mundo. Já não tenho imaginação. As minhas faculdades esbarram, a todo o momento, nas coisas do mundo à minha volta, para além das quais não há mais nada. E a surpresa já não me serve. Já é tarde de mais.

Ecce Homo...


30 de março de 2014

Tipos de homens

Neste mundo ocidental só existem dois tipos de homens: os capitalistas e as suas vítimas. É que, hoje reparei que, uma lâmpada economizadora pode custar nove euros... É cómico, involuntário e trágico. Mesmo extraordinário, num país acusado de viver acima das suas possibilidades.

29 de março de 2014

Bom fim de semana...


Homens...

Neste mundo ocidental só existem dois tipos de homens: os capitalistas e as suas vítimas. É que, hoje reparei que, uma lâmpada economizadora pode custar nove euros... É cómico, involuntário e trágico. Mesmo extraordinário, num país acusado de viver acima das suas possibilidades.

28 de março de 2014

Diferenças


Cada homem...

Cada Homem é um mundo. Um mundo de diferenças. Um mundo de contradições. Um todo diverso. Um todo que temos de aceitar ou rejeitar. A palha e o trigo. A folha e o fruto. A grandeza e a baixeza.

26 de março de 2014

A Justiça em ambiente escolar

A escola, como a vida, está em mudança. Aos melhores momentos da nossa vida sucedem-se outros sem particular significado. As crianças e os jovens têm cada vez menos contacto com os adultos. Estes trabalham e os outros vão para a escola. Os pais e os Encarregados de Educação esforçam-se por dar a melhor educação aos seus filhos. Os jovens e as crianças só pretendem ser como os adultos. Mas onde estão as referências? Onde se situam os modelos? Quais os valores que passam entre as gerações? Encontrar-se-ão nos média e nas novas tecnologias? 
Crescer não é um processo simples. Estar na escola é uma particularidade desse processo. Os jovens estudantes, atraídos por um excesso de estímulos sensoriais, constroem um mundo fragmentado e individualista, que tende a dissolver os vínculos entre as pessoas. Os valores estão em risco!
A crise na educação é, assim, uma crise de valores que se reflete na falta de vínculos entre crianças e jovens. Se é verdade que os estudantes adquirem, agora, mais conhecimentos, o certo é que a sua conduta relativamente aos outros está diferente. Uma criança ou um jovem é justo, porque sabe o que é a justiça ou porque age justamente?
Os estudantes, na escola e na turma, não devem agir apenas de acordo com as regras, mas também com um certo modo de ser, em igualdade e em proporcionalidade. Ser justo é coexistir, em igual forma, segundo as mesmas regras. E este é um dever de todos na escola. Toda a comunidade escolar deve respeitar as regras, mesmo que não concordem inteiramente com elas. No entanto, o fato de os alunos não sentirem que são iguais aos outros, impedem-nos de concordar com as normas, de as aceitarem ou de as tentarem modificar. A escola torna-se então um espaço de injustiça, de insuficiência na igualdade e na proporcionalidade entre todos.
Só posso pensar em educação num ambiente justo, com normas duradouras e negociadas entre toda a comunidade escolar, em que se imponha o respeito pela igualdade de todos, no respeito de cada um. Só uma escola justa é capaz de garantir uma comunidade e de formar pessoas com valores, justas e com ligações aos outros.
No entanto, educar para a justiça não se circunscreve a conceitos, leis e códigos. Todos os professores devem educar os seus alunos para o respeito e para o desenvolvimento do sentido moral da justiça. Isto porque uma convicção moral vale mais do que qualquer lei.
Debater as questões sobre a justiça e injustiça na escola, analisar e negociar o projeto educativo com toda a comunidade escolar e estabelecer contratos pedagógicos, são atividades que se afiguram como essenciais para a criação de um ambiente justo e para o desenvolvimento do valor moral da justiça na escola. Nada pode ser mais reconfortante: ser com os outros, de forma justa, é partilhar valores fundamentais na formação de pessoas enquanto homens e enquanto cidadãos.

25 de março de 2014

Dos livros que não se vendem...

Com um pouco de esforço, podemos saber que em Portugal, nos últimos dois anos, se venderam menos dois milhões de livros, relativamente a anos anteriores. Já alguém leu algum livro de Arno Schmidt? Alguém sabe? É estranho? Ou será um autor que todos temos de ler? Há uma certa irracionalidade que governa o racional.

Não resisto a tanto empreendedorismo...


24 de março de 2014

Ser com os Outros

No que respeita aos outros existem os seguintes deveres elementares: ser leal, ser solidário, ser sincero e ser fiel. Ninguém se constitui como um «clero» que administre espiritualmente a Humanidade, nem é forçoso que compreendam a vida melhor do que os outros. A responsabilidade , no que se refere ao mundo, diz respeito a cada pessoa, no seu relacionamento com os outros, seja analista, professor ou mecânico.

O que é que nós somos?


23 de março de 2014

A Vida

Numa fugaz vida gerida por contradições, à semelhança de Penélope, montamos, desmontamos, remontamos e redesmontamos a trama que nos trará o sucesso ou a perdição. Um impasse permanente entre Odisseu e o Homem sem qualidades.

20 de março de 2014

A Filosofia...

A Filosofia é uma viagem diurna, através dos valores, e uma vagabundagem nocturna patrocinada pelos demónios!

19 de março de 2014

Dia do Pai

E por hoje ter sido o dia do Pai... O Filósofo não é um responsável pai de família, é antes um filho rebelde que obedece à sua consciência interior. E a Filosofia ama este jogo contraditório, a liberdade de reinventar a vida, de tornar a realidade leve como um balão colorido, que se solta da mão de uma criança e sobe, e se vai embora.

Teorias... e gatos

É interessante... a história que compara o enigma de Majorana com o gato de Schrödinger!

Teoria do rebanho


Se milhões de pessoas fazem as mesmas coisas, temos de entender os mecanismos e os motivos que estão na base de tais comportamentos. Porque é que milhões de pessoas compram o mesmo livro ou vêem o mesmo filme? Estaremos a falar de valores? Estaremos a falar de lucidez intelectual? Estaremos a falar de gostos subjectivos? Estaremos a falar de caprichos temporários?
Reparem na magia multiplicadora das redes sociais. Bem, sucede que ... A Bíblia ainda vai à frente do Harry Potter!

17 de março de 2014

Em defesa da dimensão Humanista da Educação

A Dimensão Humanista da Educação para os Valores é um tema transversal à escola: que tipo de Homem estamos a construir? Em que sociedade ele se vai integrar? Faz sentido falar de um Homem global? Quais as nossas visões acerca do futuro?
A partilha de valores, conhecimentos, atitudes e competências para a formação integral de pessoas, nesta cultura cheia de incertezas que visa, tem, sobretudo, de responder a dois tipos de necessidades claramente distintas: as de necessidade interna do indivíduo autónomo em crescimento, e as do meio ambiente envolvente, com as suas exigências, pressões e critérios de verdade.
E qual é o termo que me permito usar: partilha. Tudo é em relação. Uma Pessoa tem de ser vista sempre na relação com as outras pessoas. Os valores são, apenas na sua universalidade.
Na escola, como na vida, o Eu só é com o Outro. Como se a unidade só fosse pela sua multiplicidade. O Homem como sujeito multidimensional, que afirma a sua autonomia, a sua responsabilidade e a sua liberdade nos Outros. Uma diversidade de valores integrada na multiplicidade do real. 
O amanhã – pessoal, espacial e temporal – como um Outro novo e desconhecido, que apenas convém a um sujeito aberto, tolerante e plurifacetado.
O futuro que desconhecemos é, necessariamente, diferente do presente. O futuro nunca aceitará o Homem do passado ou do presente. O futuro quer uma pessoa aberta ao mundo e aos Outros. O que daqui se infere é que a escola, enfrenta, todos os dias, um processo de desconstrução dos seus alunos quando deveria reconstruir. A Escola tem separado o que é único. O seu caracter multidisciplinar deve ser ultrapassado por um único saber: a formação, em partilha, de um sujeito global e uno, em que esta unidade só seja, pela sua diferença.
Apertemos a malha: falemos da sala de aula. Professor e alunos. Pessoas que partilham.
Esta é uma autêntica experiência valorativa. Uma tábua de valores completa. Um mundo de valores uno e coerente. Destaquemos a relação por excelência, e para onde todos convergem, que é experiência ética. Falemos de como é ser com eles. Estar com eles. Ser como eles.
Mas o que decidir? Quem manda nesta relação? Estarão todos os presentes, na sala de aula, ao mesmo nível?
Poderia escolher caminhos diferentes. Por opção, prefiro Emmanuel Levinas. O rosto de cada um. O olhar de cada um. Tudo é, naquele que está diante de nós. Serei sempre o responsável pelo Outro. Serei sempre responsável por todo o seu bem. O aluno, na sala de aula, é o centro da partilha pedagógica. Só há educação em altruísmo. Este aluno não é apenas mais um. É aquele de quem eu sou próximo, em partilha, em responsabilidade e em liberdade.
Esta é uma autêntica preocupação. Uma preocupação humanista em plena sala de aula. Uma preocupação ligada à problemática educativa.
O professor e o aluno devem dar o melhor de si. E quanta maior responsabilidade colocarem, nesta partilha, mais competência terão para serem com o Outro. O professor será mais responsável pelo «bem» do seu aluno. O aluno será mais responsável pelo «bem» do seu professor. 
Quanto mais cada um cuidar de si, mais pode cuidar outro. O aperfeiçoamento do aluno é o próprio aperfeiçoamento do professor. O aperfeiçoamento do professor é o próprio aperfeiçoamento do aluno. Esta é a verdadeira formação contínua: a formação integral como pessoas. 
A descoberta da dependência do Eu em relação aos Outros, alunos com necessidades educativas ou afetivas, é a verdadeira escola de valores.
Concluindo com palavras de E. Levinas, em «Totalidade e Infinito », "(…) a minha posição de eu consiste em poder responder à miséria essencial de outrem, em encontrar recursos. Outrem, que me domina na sua transcendência, é também o estrangeiro, a viúva e o órfão, em relação aos quais tenho obrigações".
Não será esta a verdadeira «Dimensão Humanista da Educação para os Valores»?

16 de março de 2014

Gosto da pintura «Livros 3D» do mexicano Juan Medina!


Uma escola com Valores...


A escola será sempre uma escola de valores. Em toda a comunidade escolar - alunos, professores, pessoal não docente e pais e ou encarregados de educação - há consenso quanto à necessidade, mas também quanto às dificuldades, que a escola tem de desempenhar um papel mais ativo na partilha de valores. A escola é um local de diferenças mas também um espaço de diálogo. Mas integrar todos os jovens, por vezes, exige mais do que diálogo. As conversas que descrevem os problemas morais dos jovens enchem os corredores, as salas de professores e as reuniões. "Já não existe uma clara distinção entre o bem e o mal" dizem muitos. Todos os dias somos confrontados e tentamos combater estes problemas na escola pública. O que está subjacente a estas questões? Quais são as suas causas?
Em sussurro vão-se apresentando algumas das possíveis explicações: a crise na família, o aumento do egocentrismo (Eu) e do materialismo (Ter), a difusão da personalidade na internet e, já em muitos casos, a delinquência juvenil. Nesta situação todos querem intervir. Os docentes sempre estiveram, e estão, prontos para colaborar com os Pais e Encarregados de Educação na partilha de valores.

15 de março de 2014

Difernças... com ou sem Deus!

Sabem o que faz a diferença entre nós? A capacidade de aguentar a verdade. E por falar em verdade: será que acreditar em Deus, tem mais importância durante a nossa curta vida ou, apenas, após a nossa inconveniente morte?

14 de março de 2014

Lugares...

É sempre bom regressar a Santa Catarina dos Sítimos...

No final do mês de Março vou receber este livrinho...


Dos livros...

Não há nada melhor que um bom livro. Nele encontramos as pessoas, as coisas, os rostos, as vozes, os sentimentos, as cores e as histórias do mundo, que nos preenchem. Um livro é a própria realidade. Um mundo em construção em que se sofre e em que se ama. Um alargamento da visão e do horizonte que é necessário respeitar e ajudar.

12 de março de 2014

Eu sou um marginal...

Clandestino ou alternativo? Um modo de viver incómodo e ingrato. Uma voz marginal e de polémica oposição. Um não querer ser integrado. Uma maneira de ser reconhecido. Provocante. Um caminho solitário de ser diferente. Uma passagem pelo mundo fugaz mas determinante. Uma paisagem da alma. Um monologo interior. Um pequena história do microcosmos. Generoso, tacanho e obscuro.

11 de março de 2014

O Homem é um ser de relação...


Sobre a amizade...

A amizade não é um vinculo menor do que o parentesco e significa o caminho partilhado, lado a lado, e cheio de experiências comuns, acerca do mundo à nossa volta. O desaparecimento de um amputa a vida do outro.

10 de março de 2014

Viver em Alcácer do Sal

Viver em Alcácer do Sal foi uma sorte, que me preservou daquelas "modernices" muito presentes no Portugal urbano, de hoje. Por todo o lado, vemos pessoas a ser o que não são, mas a quererem acentuar a sua identidade até ao estereótipo. Estar aqui, é estar no mundo, longe daqueles que podem estar em todos os lados, até em Madrid. Estar aqui, não é só estar perto da terra, mas sobretudo das gentes que sofrem a terrível maldição da solidão, da crueldade e da compaixão familiar. Estar aqui, é sentir a vida de forma variada e irregular, desconhecendo a sucessão temporal, parecendo que temos a ilusão de a dominar. Viver em Alcácer do Sal é de uma radical humanidade, isenta de ideologias e moralismos, uma tremenda realidade. É uma experiência natural, fundadora da pessoa, em que passado, presente e futuro se fundem em gerações dominadas pelo desejo. Um mundo que se destrói e se reconstroi todos os dias.

Amor é...


9 de março de 2014

Auto-retrato

Rude e contraditório mas sem graves defeitos. Com acessos de fúria titânicos mas depressa corrigidos. Austero e combativo num fundo de ingenuidade. Generoso, como poucos, o que o torna muito vulnerável. De uma dureza mais adequada a momentos excepcionais do que aos normais. Temperado pelo fogo passa, rapidamente, de uma mascara destruidora a uma irresistível alegria de viver. Transforma com subtileza a angustia em brincadeiras hilariantes. Terrível negociador, cuja preparação gera consensos. Génio na amizade e na fidelidade que cria, inutilmente, alguns inimigos. Pode pagar facilmente um alto preço por aquilo em que se empenha. Todos os seus defeitos não são defeitozinhos. Mestre de horas bem passadas e vagabundagem despreocupada. Ensina que a vida é um bom combate, e que se pode viver e gozar inteiramente. Testemunha viva de um mundo melhor. Nunca morrerá pois acredita que estaremos sempre vivos.

8 de março de 2014

O que significa sair limpo da troika?


Os bons livros de fantasia começam com "Era uma vez" e terminam em "E foram felizes para sempre". O fim da história. Uma saída limpa. Mas, que promessa é esta? Será que os verdadeiros personagens do livro ficarão melhores do que estavam?
Vejamos. Olhemos a realidade. Os portugueses ficarão bem piores que estavam. Logo a saída limpa é só para alguns: para o V. Gaspar, que vai ser feliz para o FMI, e para o J. L. Arnaut, que vai ser feliz para a Goldman Sachs.

7 de março de 2014

Nunca desistas...


Eu gostava de saber escrever...

Escrever um pequeno texto não implica a criação de novos factos. Apenas o preenchimento do espaço entre duas palavras significativas. Explorar as tensões entre elas. Ocupar a distancia entre as duas com os nossos pensamentos, sentimentos ou esperanças. Dizendo aquilo que pode ser e não o que é. A vida é a realidade dos factos e quem os souber preencher vai contar uma história fantástica.

6 de março de 2014

5 de março de 2014

Sobre as pessoas...

Há pessoas que estimamos e admiramos e há outras a quem sentimos necessidade de dizer "obrigado", porque aquilo que nos dizem deixam uma marca na nossa vida,abrem uma janela para outra realidade ou, melhor ainda, para um novo mundo no qual nos descobrimos, nos reconhecemos e nos reencontramos.

A minha casa...


Tempo(s)

Já tivemos o nosso inverno...

4 de março de 2014

Contradições

Muitas vezes sucumbimos às forças do mal e aos nossos prazeres, mas durante a queda ainda temos um tempo de luz, um relâmpago de dever, uma representação de ser no mundo. É pela traição e covardia que compreendemos a coragem e a fidelidade. Uma clara duplicidade entre a identidade e a alteridade. A realidade e a fantasia em confronto. O piloto no alto do navio que, ao deslizar para o fundo, ainda vê o brilho da tábua que o vai salvar. É neste abismo que reside a nossa salvação.

Carnaval


3 de março de 2014

O génio da normalidade...

Esta é a normalidade: um qualquer personagem genial, como qualquer pessoa, pode ser, em certos momentos, um perfeito imbecil. Todos passamos por uma certa embriaguez intelectual. A transgressão e a desordem, mesmo que passageiras, fazem parte do que somos. Um conjunto de páginas falhadas.

Saber esperar...

A vida requer a paciência do agricultor, que, para saborear o fruto da sua árvore, espera vários meses pela sua colheita. Esperar não é uma perda de tempo. Esperar é reconhecer o tempo de maturação do Outro. Quem é que tem o prazer de esperar por uma reunião de trabalho?

1 de março de 2014

Das gatas...

Como estamos no tempo de tirar as máscaras e muitos gostam de felinos.. aqui fica a minha gatinha!