4 de março de 2014

Contradições

Muitas vezes sucumbimos às forças do mal e aos nossos prazeres, mas durante a queda ainda temos um tempo de luz, um relâmpago de dever, uma representação de ser no mundo. É pela traição e covardia que compreendemos a coragem e a fidelidade. Uma clara duplicidade entre a identidade e a alteridade. A realidade e a fantasia em confronto. O piloto no alto do navio que, ao deslizar para o fundo, ainda vê o brilho da tábua que o vai salvar. É neste abismo que reside a nossa salvação.

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