6 de julho de 2014

Hybris

Na magna Grécia muitos acreditavam na seguinte máxima:“Quando os deuses querem destruir alguém, primeiro tornam-no louco”.
Segundo eles, uma das maneiras que os deuses tinham para aniquilarem uma pessoa era enchendo-a de êxitos, poder, prosperidade e fama. Estes «louvores» infundem uma confiança neles próprios tão desmesurada que, inevitavelmente, os leva a cometer erros e, geralmente, ao declínio. 
Para este descontrolo, para este egoísmo primário, para esta falta de meio termo, os gregos aplicavam um nome: «hybris», o crime do excesso e do ultraje.
Parece ser o caso de alguns banqueiros que, pensando que são deuses ultrapassam todos os limites. 
- Onde está o justo meio aristotélico?
Precisamos de pessoas justas que procurem o justo meio, que chamem a si as virtudes da moderação e da prudência, evitando a desigualdade extrema e a desproporção, que são, em geral, a causa da discórdia e da inveja entre os cidadão.

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